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Governo do Estado reforça compromisso com a segurança dentro das escolas públicas do Pará

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Para debater e orientar profissionais da Educação sobre o papel da comunidade escolar na prevenção de violências, acolhimento das vítimas e quais procedimentos realizar nesses casos, o Governo do Estado reuniu diretores, professores, dirigentes Regionais de Ensino (DREs) e profissionais do núcleo psicossocial das escolas estaduais no Seminário “Criando um Ambiente Seguro: o papel da escola na prevenção das violências”, realizado no auditório da Secretaria de Estado de Educação do Pará (Seduc), nesta quarta-feira, 12.

“É importante a gente falar, conscientizar de que a escola não é lugar de violência. É essencial lembrar que gentileza leva e gera gentileza. Fico muito feliz quando podemos trazer essas agendas para dentro da unidade escolar, para a sala de aula, para o debate com profissionais da Educação, para pensarmos sobre o nosso papel de educador para a sociedade real que queremos construir. É importante que tenhamos acesso a esse papel e, a Assessoria de Convivência, na sua essência, traz esse mote, é um dos grandes objetivos trazer a sensibilização de que a escola é um lugar de proteção, cuidado. O lugar de cuidado é o lugar de responsabilidade mútua e coletiva”, afirmou o diretor de Diversidade e Inclusão (DDI) e coordenador da Assessoria de Convivência Educacional (ACE) da Seduc, Mário Augusto Almeida.

Com palestras, troca de experiências e debates, o seminário, promovido pela Seduc, por meio da Assessoria de Convivência Educacional (ACE), contou com a participação do procurador do Núcleo Consultivo da Administração Direta (Nucad), da Procuradoria-Geral do Estado do Pará (PGE), Bruno Maia; da delegada de Polícia Civil, Emanuela Amorim; da diretora de Articulação e Políticas Públicas da Secretaria de Estado das Mulheres (Semu), Maria Clarice Leonel; e da juíza titular da 1ª Vara de Crimes Contra Crianças e Adolescentes, Mônica Fonseca.

O procurador do Núcleo Consultivo da Administração Direta (Nucad) da Procuradoria-Geral do Estado do Pará (PGE), lotado na Seduc, Bruno Maia, apresentou e explicou uma Instrução Normativa que orienta como os profissionais da Educação devem agir em caso de violências registradas nas escolas. “A importância desse tema reside em dois fatores primordiais: o primeiro que é de instruir os profissionais de educação de como eles devem agir frente a uma situação de violência e o segundo que é de ter o registro correto para a responsabilidade administrativa daquele servidor que comete a violência. Então, com a Instituição Normativa, a gente visa subsidiar a atuação e os deveres dos profissionais de educação e também preparar corretamente a instrução probatória de uma responsabilidade administrativa. E isso com certeza vai ser muito importante para a superação e para a prevenção das violências dentro do ambiente escolar”, disse. 

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A delegada da Divisão de Atendimento ao Adolescente (DATA) Belém, da Polícia Civil do Estado do Pará (PCPA), Emanuela Amorim, palestrou sobre bullying e cyberbullying e destacou a importância de esclarecer a lei para os profissionais e como ela contribui para o combate, prevenção e segurança no ambiente escolar. “Esses direcionamentos de professores e educadores para os demais órgãos da rede de proteção tem a importância de esclarecer não só as características do crime de bullying, como identificar, encaminhar, saber as medidas de prevenção, as condutas que devem ser adotadas e que devem ser evitadas para não gerar revitimização de alunos. Quais são os encaminhamentos necessários quando um aluno revelar espontaneamente violência seja no ambiente escolar ou seja fora do ambiente escolar. Então, é super importante a gente fazer esse esclarecimento para que esses profissionais possam atuar com segurança, de forma correta, de forma humanizada e evitando a revitimização. A partir do momento em que a conduta do bullying é reprimida, é encaminhada para os órgãos, que a escola mostra que a conduta não vai ser banalizada, que aquela conduta hoje é considerada crime e que vão adotar todas as medidas cabíveis, com certeza vai gerar um impacto positivo no ambiente escolar e vai servir de prevenção também para os demais alunos”, frisou.

Uma das participantes da qualificação foi a psicóloga Celeste Santiago, que atende quatro escolas da Diretoria Regional de Ensino (DRE) Belém 6. Conforme a profissional, o trabalho de formação que a Seduc tem realizado em parceria com outros órgãos tem sido essencial.

“Eu quero primeiro parabenizar a Seduc por esse momento em que ela traz todos os profissionais, divulga para as escolas, chama e sempre realiza essas formações para que os profissionais das escolas venham se aperfeiçoar cada vez mais sobre esse tema, que é um tema muito recorrente e muito importante para o ambiente escolar. Eu, como psicóloga, avalio que todo e qualquer profissional da educação, independentemente de ser psicólogo ou não, precisa estar consciente da importância da segurança dentro da escola. As crianças precisam estar seguras, acolhidas, porque o ambiente escolar não é só para aprendizagem, mas é para crescimento como um todo. A criança precisa se sentir à vontade, segura, porque lá ela vai ter novos relacionamentos, conviver com as crianças, isso faz parte do processo de ensino-aprendizagem, e todos os profissionais precisam ter ciência de toda e qualquer lei que proteja a criança, o adulto precisa ter consciência disso, e eu vou mais além, os pais das crianças, a comunidade entorno da escola precisa estar ciente que existem leis que protegem a criança. Meu objetivo é me aperfeiçoar mais ainda em relação a todo esse trabalho maravilhoso que a Seduc está fazendo, em parceria com vários órgãos competentes, e levar para a escola essa fala, todo esse conhecimento e conscientizar mais ainda nossos servidores e oportunizar também os responsáveis dos alunos a conhecer”, comentou. 

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Ainda segundo a psicóloga, o trabalho de prevenção às violências contra crianças e adolescentes é realizado durante todo o ano e, principalmente, no mês de maio, com o “Maio Laranja”. “Temos feito, principalmente em maio, o trabalho de prevenção e combate às violências contra crianças e adolescentes. Nós trabalhamos muito o ‘Maio Laranja’ nas escolas, fizemos várias palestras, trabalhamos com as crianças desde o Ensino Fundamental ao Médio sobre a lei e como se proteger de alguma situação de vulnerabilidade para que elas realmente percebam quando estão em um ambiente inseguro ou não e como reagir, como buscar ajuda. Então a gente tem feito esse trabalho no mês de Mas a gente não se restringe só ao mês de maio, a gente faz esse trabalho o ano todo”, comentou Celeste.

No mês de maio, a Seduc participou, junto ao Ministério Público do Estado do Pareá (MPPA), do lançamento do guia “Violência sexual contra crianças e adolescentes – uma discussão no espaço escolar”, para ajudar professores a identificar, acolher e notificar os casos de violência. O manual foi aceito pelas Secretarias de Educação do Estado e Município, que, em conjunto com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), elaboraram o fluxo interno de atendimento, para um padrão dos procedimentos a serem adotados em todas as escolas.

Ações – Por meio do Programa “Escola Segura”, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), em parceria com a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), mantém ações de prevenção à violência e reforço à convivência harmoniosa dentro das escolas estaduais. Lançado em 2023, o Programa “Escola Segura” é uma das iniciativas desenvolvidas para garantir segurança no ambiente escolar com uma equipe multidisciplinar formada por psicólogos, assistentes sociais e policiais militares que acompanham de perto o dia a dia dos estudantes dentro das escolas estaduais.

A partir do programa, a Seduc estabelece o Núcleo de Segurança e Proteção Escolar (Nuspe), da Assessoria de Convivência Educacional ACE), com oficiais da Polícia Militar e assessores de segurança pública no órgão central para monitoramento e planejamento de ações a partir de ocorrências, assim como a definição de protocolos de ação em situações rotineiras e de crise.

Texto: Fernanda Cavalcante – Ascom/Seduc

Fonte: Governo PA

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Pará tem maior taxa do país de acidentes com crianças e adolescentes

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Foto: Divulgação

O Pará teve a maior taxa do país de internações de crianças e adolescentes de até 14 anos por acidentes em 2025. Foram 120 hospitalizações a cada 100 mil habitantes, quase o dobro da média nacional, de 63 internações.

Os dados fazem parte de um levantamento do Projeto Criança Segura, da Aldeias Infantis SOS, com informações do Ministério da Saúde, por meio do DataSUS. Ao todo, 9.737 crianças e adolescentes foram internados no estado por acidentes no ano passado

Diferentemente do cenário nacional, em que as quedas são a principal causa de internação, no Pará as queimaduras lideraram os registros.

Em 2025, foram 3.611 hospitalizações por queimaduras entre crianças e adolescentes no estado, o equivalente a 37,1% de todas as internações por lesões não intencionais na faixa etária.

Segundo o levantamento, em 3.400 desses casos, ou 94,2%, não houve especificação sobre a origem da queimadura no registro do atendimento médico.

Quedas aparecem em segundo lugar

As quedas foram a segunda principal causa de internação de crianças e adolescentes no Pará, com 2.477 registros em 2025.

No Brasil, as hospitalizações por quedas nessa faixa etária cresceram 3,3% em relação a 2024.

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Para José Carlos Sturza de Moraes, cientista social e pesquisador da Aldeias Infantis SOS, a alta taxa de internações no Pará pode estar relacionada a desigualdades socioeconômicas e ao acesso a políticas públicas de proteção à infância.

Acidentes com animais também chamam atenção

O levantamento identificou ainda 459 internações por intoxicações de crianças e adolescentes no Pará em 2025.

O estado concentrou 233 internações causadas pelo contato com serpentes e lagartos venenosos, o equivalente a 25,1% dos casos registrados no país para esse tipo de acidente.

Também foram registrados 60 casos de contato com animais ou plantas venenosas, representando 17,2% do total nacional.

Acidentes de trânsito

Os acidentes de trânsito foram responsáveis por 1.022 hospitalizações de crianças e adolescentes no Pará em 2025, o equivalente a 10,5% do total registrado no estado.

As motocicletas aparecem entre os principais pontos de atenção. Foram 428 internações relacionadas a acidentes com esse tipo de veículo, correspondendo a 41,9% das hospitalizações por acidentes de trânsito envolvendo crianças e adolescentes no Pará.

Segundo Sturza, houve uma mudança no perfil das vítimas de acidentes de trânsito nos últimos dez anos. De acordo com o pesquisador, elas passaram de uma maioria formada por pedestres para ocupantes de motocicletas e bicicletas.

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Mortes

O estudo também analisou mortes de crianças e adolescentes de até 14 anos no Brasil em 2024. Nas oito categorias de acidentes avaliadas, foram registradas 3.341 mortes.

As sufocações foram a principal causa, com 1.039 óbitos, seguidas pelos acidentes de trânsito, com 922 mortes, e pelos afogamentos, com 850. Juntas, essas três causas representaram cerca de 84% das mortes analisadas.

As crianças de 1 a 4 anos concentraram 1.095 mortes, o equivalente a 32,8% do total. Já os menores de 1 ano tiveram 930 óbitos, ou 27,8%.

Entre as mortes por sufocação, 75% das vítimas eram bebês. Os afogamentos tiveram maior concentração entre crianças de 1 a 4 anos.

O levantamento aponta a necessidade de ampliar ações de prevenção de acidentes e melhorar o registro das informações sobre as ocorrências.

A Aldeias Infantis SOS informou que iniciou articulação com o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Pará (CEDCA) e com conselhos de outros estados para discutir medidas de prevenção de acidentes envolvendo crianças e adolescentes.

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