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Hospital Metropolitano enfatiza importância da correta higiene das mãos

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Para conscientizar a população sobre a importância da correta higiene das mãos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) instituiu 05 de maio como Dia Mundial de Higienização das Mãos. Com o objetivo de incentivar profissionais e usuários a fazerem o procedimento correto, o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), localizado em Ananindeua (Região Metropolitana de Belém), em parceria com o Núcleo de Educação Continuada (NEP), realizou a ação “Higienizar as mãos é nosso dever e salva vidas”, na última semana.

“Nós, profissionais de saúde, precisamos construir juntos um ambiente assistencial seguro, e uma das principais ações que podem nos proporcionar essa segurança, ou pelo menos minimizar o risco de possíveis ocorrências de infecções, é a prática da higienização das mãos. Essa higienização deve ser rotina em todo o ambiente hospitalar, e ser a primeira e mais importante ferramenta no combate e prevenção de infecções hospitalares”, pontuou Wilma Jax, supervisora de SCIH do Hospital Metropolitano.

Durante a atividade foram desenvolvidas atividades lúdicas, incluindo a entrega de materiais educativos, simulação de higiene com o uso de luz negra, quizz de perguntas e respostas, e exibição de vídeo educativo.

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Beatriz Lima, enfermeira do NEP, participante da atividade, ressaltou a necessidade de reforçar as instruções dentro do Hospital. “A higiene das mãos é uma das medidas mais simples e eficazes para prevenir a disseminação de infecções. Tendo isso em vista, é fundamental que todos adotem a prática em suas rotinas diárias”, reforçou, acrescentando que “na rotina acelerada que um hospital de alta complexidade demanda, não podemos dispensar a higiene como o primeiro passo do cuidado ao internado, em qualquer procedimento”.

Alerta mundial – Segundo a OMS, as infecções adquiridas afetam milhões de pacientes e profissionais de saúde no planeta, todos os anos, sendo que metade dessas infecções poderiam ser evitadas com a implementação de práticas e programas eficazes, incluindo estratégias de melhoria da higienização das mãos.

Essas estratégias, segundo a Organização Mundial, podem prevenir três em quatro mortes relacionadas à resistência antimicrobiana nas unidades de saúde.

Referência – Criado pelo Governo do Pará e gerenciado pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência é referência em atendimento a vítimas de queimaduras e traumas, de diversas complexidades.

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Dentro da unidade, diversas ações são desenvolvidas para a prevenção de doenças e promoção do bem-estar a pacientes, acompanhantes e profissionais.

Fonte: Governo PA

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Pará tem maior taxa do país de acidentes com crianças e adolescentes

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Foto: Divulgação

O Pará teve a maior taxa do país de internações de crianças e adolescentes de até 14 anos por acidentes em 2025. Foram 120 hospitalizações a cada 100 mil habitantes, quase o dobro da média nacional, de 63 internações.

Os dados fazem parte de um levantamento do Projeto Criança Segura, da Aldeias Infantis SOS, com informações do Ministério da Saúde, por meio do DataSUS. Ao todo, 9.737 crianças e adolescentes foram internados no estado por acidentes no ano passado

Diferentemente do cenário nacional, em que as quedas são a principal causa de internação, no Pará as queimaduras lideraram os registros.

Em 2025, foram 3.611 hospitalizações por queimaduras entre crianças e adolescentes no estado, o equivalente a 37,1% de todas as internações por lesões não intencionais na faixa etária.

Segundo o levantamento, em 3.400 desses casos, ou 94,2%, não houve especificação sobre a origem da queimadura no registro do atendimento médico.

Quedas aparecem em segundo lugar

As quedas foram a segunda principal causa de internação de crianças e adolescentes no Pará, com 2.477 registros em 2025.

No Brasil, as hospitalizações por quedas nessa faixa etária cresceram 3,3% em relação a 2024.

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Para José Carlos Sturza de Moraes, cientista social e pesquisador da Aldeias Infantis SOS, a alta taxa de internações no Pará pode estar relacionada a desigualdades socioeconômicas e ao acesso a políticas públicas de proteção à infância.

Acidentes com animais também chamam atenção

O levantamento identificou ainda 459 internações por intoxicações de crianças e adolescentes no Pará em 2025.

O estado concentrou 233 internações causadas pelo contato com serpentes e lagartos venenosos, o equivalente a 25,1% dos casos registrados no país para esse tipo de acidente.

Também foram registrados 60 casos de contato com animais ou plantas venenosas, representando 17,2% do total nacional.

Acidentes de trânsito

Os acidentes de trânsito foram responsáveis por 1.022 hospitalizações de crianças e adolescentes no Pará em 2025, o equivalente a 10,5% do total registrado no estado.

As motocicletas aparecem entre os principais pontos de atenção. Foram 428 internações relacionadas a acidentes com esse tipo de veículo, correspondendo a 41,9% das hospitalizações por acidentes de trânsito envolvendo crianças e adolescentes no Pará.

Segundo Sturza, houve uma mudança no perfil das vítimas de acidentes de trânsito nos últimos dez anos. De acordo com o pesquisador, elas passaram de uma maioria formada por pedestres para ocupantes de motocicletas e bicicletas.

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Mortes

O estudo também analisou mortes de crianças e adolescentes de até 14 anos no Brasil em 2024. Nas oito categorias de acidentes avaliadas, foram registradas 3.341 mortes.

As sufocações foram a principal causa, com 1.039 óbitos, seguidas pelos acidentes de trânsito, com 922 mortes, e pelos afogamentos, com 850. Juntas, essas três causas representaram cerca de 84% das mortes analisadas.

As crianças de 1 a 4 anos concentraram 1.095 mortes, o equivalente a 32,8% do total. Já os menores de 1 ano tiveram 930 óbitos, ou 27,8%.

Entre as mortes por sufocação, 75% das vítimas eram bebês. Os afogamentos tiveram maior concentração entre crianças de 1 a 4 anos.

O levantamento aponta a necessidade de ampliar ações de prevenção de acidentes e melhorar o registro das informações sobre as ocorrências.

A Aldeias Infantis SOS informou que iniciou articulação com o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Pará (CEDCA) e com conselhos de outros estados para discutir medidas de prevenção de acidentes envolvendo crianças e adolescentes.

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