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Na Semana do Meio Ambiente, Hospital Metropolitano fortalece agenda sustentável na unidade

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Localizado em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), é referência não somente no cuidado de pessoas com traumas complexos, mas também em práticas sustentáveis.

De 3 a 7 de junho, o Comitê de Sustentabilidade da unidade hospitalar, que pertence à Rede de Saúde do Governo do Estado, realiza uma programação em alusão à Semana do Meio Ambiente, tendo como foco principal a conscientização e informação para colaboradores e usuários acerca de ações que contribuem para o bem do planeta.

Entre as atividades está a palestra direcionada para todos os funcionários da unidade sobre Sustentabilidade, Segregação de Resíduos e ações do “Projeto Guardião Azul”, campanha criada pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), para impulsionar boas práticas de preservação do meio ambiente, através de uma “Corrida Ambiental”, com participação de diversos hospitais públicos geridos pela entidade.

Marcelo Azevedo, diretor executivo do Metropolitano, pontua que programações voltadas para a promoção da sustentabilidade e cuidado com o meio ambiente também estão entre as prioridades do Hospital. “Salvar vidas de forma cada vez mais humanizada, com protocolos seguros e resolutivos, norteiam todas as ações do Hospital Metropolitano. As atividades de sustentabilidade e cuidado com o meio ambiente também estão entre as prioridades da gestão e a Semana vem para comprovar e colocar isso em prática”, destaca.

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Conforme a presidente do Comitê de Sustentabilidade do HMUE, Luciana Rocha, a Semana reflete diretamente no bem-estar de funcionários e usuários. “A programação foi pensada para multiplicar conhecimentos e ampliar as ações de sustentabilidade dentro do Hospital, a fim de potencializar a nossa missão de cuidar das pessoas, prezando pela responsabilidade social e ambiental”, diz.

“É importante que todos os nossos colaboradores estejam engajados e apliquem, diariamente, em seus fluxos no trabalho, seja por meio da redução do uso de papel, economizando energia elétrica ou não desperdiçando água no dia a dia”, finaliza.   

Além da rodada de palestra, a programação também conta com a exposição de um painel com informações sustentáveis, programação educativa nas áreas assistenciais, apresentação das melhorias e evoluções de cada setor em relação a boas práticas e a ação “Colorindo um Mundo Melhor”, com pintura de telas para crianças internadas.

Sustentabilidade na prática
 
Em parceria com a Secretaria de Saúde do Estado do Pará (Sespa), a gestão do HMUE foca, também, no cuidado com os recursos hídricos, por meio do reaproveitamento de água do sistema de vácuo, composto por bombas de alta potência.

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Esse sistema faz a absorção de líquidos e sucção nos centros cirúrgicos; o que poderia ser desperdiçado é reaproveitado para garantir o correto funcionamento dos equipamentos. Diante disso, a unidade economiza cerca de 6 mil litros de água por mês, o suficiente para garantir o abastecimento de mais de 100 residências mensalmente.

Outra iniciativa de destaque é a horta orgânica, com plantação de hortaliças que são aproveitadas no Serviço de Nutrição e Dietética (SND). Além de cultivar as plantas, o ambiente também é usado para receber pacientes, crianças e adultos.

A Semana do Meio Ambiente

Instituída em todo território nacional pelo Decreto nº 86.028, de 27 de maio de 1981, a Semana do Meio Ambiente objetiva chamar a atenção para a necessidade da preservação ambiental e dos recursos naturais.

Para celebração no mundo todo, o Dia Mundial do Meio Ambiente foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 5 de junho de 1972, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo.

Fonte: Governo PA

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Artesanato do Marajó vira coleção de calçados e estreia na Semana de Moda de Milão

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Foto: Divulgação

Os tradicionais grafismos marajoaras, uma das expressões artísticas e culturais mais antigas da Amazônia, vão ganhar as passarelas internacionais. Uma coleção inédita de calçados, cocriada por artesãos da Ilha do Marajó (PA), será lançada oficialmente em Milão, na Itália, durante a prestigiada Semana de Moda de Milão.

O evento de apresentação está marcado para o dia 23 de setembro de 2026, no Consulado-Geral do Brasil em Milão.

A iniciativa faz parte de uma missão internacional que ocorre entre os dias 20 e 30 de setembro, unindo a marca de calçados sustentáveis DOTZ, o Instituto Costurando Sonhos Brasil, o Instituto Tucunaré e o G10 Favelas.

Da cerâmica arqueológica ao design de calçados

Os grafismos marajoaras utilizados na coleção são inspirados nos desenhos complexos das cerâmicas decoradas por povos indígenas que habitaram a região do Marajó antes da colonização.

Para a nova linha de calçados, essa herança arqueológica foi reinterpretada, unindo a ancestralidade ao design contemporâneo.

Calçado com estética marajoara — Foto: Divulgação

Calçado com estética marajoara — Foto: Divulgação

O projeto conta com a participação ativa de produtores locais, como Miqueias Caldas, artesão de Cachoeira do Arari e integrante do Instituto Tucunaré.

Ele atua na aplicação dessas referências culturais em novas superfícies por meio de técnicas de desenho, pintura e carimbos.

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“Mais do que uma coleção de calçados, estamos falando de uma colaboração que conecta cultura, design e oportunidades”, destaca Rodrigo Doxandabarat, fundador da DOTZ.

Conexão entre a Amazônia, Paraisópolis e a Europa

A produção da coleção estabelece uma ponte sólida de economia criativa e impacto social entre diferentes territórios brasileiros:

  • Ilha do Marajó (PA): Onde reside a sabedoria ancestral dos artesãos locais.
  • São Paulo (SP): Onde o Instituto Costurando Sonhos Brasil, liderado pela marajoara Suéli Feio, atua na formação profissional, costura e inclusão produtiva de mulheres da periferia.
  • G10 Favelas: Bloco de líderes de favelas que apoia o projeto, ampliando o potencial de empreendedorismo periférico e conexões globais.

“Essa iniciativa permite que diferentes territórios contribuam com aquilo que possuem de mais potente, preservando suas identidades enquanto constroem novas oportunidades”, afirma Suéli Feio, que trabalha há mais de 20 anos na capital paulista promovendo o desenvolvimento de sua terra natal.

Para Gilson Rodrigues, fundador do G10 Favelas, a internacionalização do projeto consolida a capacidade de aproximar os talentos das comunidades brasileiras do mercado de luxo global.

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O elo histórico entre o Marajó e a Itália

A escolha da Itália como destino da coleção carrega também um forte simbolismo histórico.

O país europeu era a terra natal do Padre Giovanni Gallo, sacerdote e pesquisador que dedicou sua vida à preservação do patrimônio arqueológico e cultural do Marajó, sendo o fundador do famoso Museu do Marajó, em Cachoeira do Arari.

Levar os calçados com grafismos marajoaras a Milão é visto pelos organizadores como um reencontro poético entre a história do Marajó e as origens do missionário italiano.

Campanha de arrecadação

A comitiva brasileira que viaja à Itália planeja ações de grande visibilidade para promover a cultura nacional.

Entre as atividades previstas, estão rodadas de negócios, encontros com a indústria da moda italiana e reuniões institucionais.

O grupo também planeja realizar a entrega de um par de sapatos exclusivo ao Papa Leão XIV, simbolizando a união entre fé, artesanato e inclusão social.

Além disso, a delegação pretende convidar formalmente a cantora italiana Laura Pausini para ser a madrinha da iniciativa.

Para viabilizar os custos de transporte e hospedagem da delegação de artesãos e costureiras na Itália, o Instituto Costurando Sonhos Brasil abriu uma campanha de financiamento coletivo.

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