PARÁ
Parárraiá leva 300 mil pessoas ao primeiro dia de atrações no Mangueirão
PARÁ
O Parárraiá, o maior São João da Amazônia, iniciou nesta sexta-feira (5) com atrações nacionais e regionais reunindo mais de 300 mil pessoas no estacionamento do estádio Mangueirão, em Belém. A iniciativa, que já faz parte do calendário nacional de grandes programações juninas, começou com show de Lipe Lucena, seguido pela dupla Henrique & Juliano, que encantou o público com o melhor do sertanejo. A cantora Mari Fernandez e Gigio Boy fecharam a primeira noite de programação.
A agenda de shows do Parárraiá conta com o apoio do governo do Pará e fomenta a cultura e a economia de Belém e do Estado. A programação conta ainda com mais apresentações neste sábado (6) e atrações também no próximo fim de semana.
A governadora Hana Ghassan esteve presente à primeira noite de shows e ressaltou a importância da realização de eventos deste porte no Pará.
“É muito bom a gente participar, o governo do Estado apoiar um evento de inciativa privada, que fortalece a nossa economia. É muito bom trazer os artistas nacionais. A população, muitas vezes, é fã de um artista e nunca pode participar de uma festa como essa. A primeira noite é grande recordista e o público está muito feliz, e todos ansiosos pelos artistas que admiram. É muito bom ver a nossa cidade recebendo gente de outros estados, vindo aqui a Belém para assistir aos seus artistas”, destacou a governadora Hana Ghassan.
A governadora também pontuou o grande esquema de segurança organizado para todos os dias de festival.
“É um grande evento de segurança. Nós sabíamos da magnitude desse evento, e o governo do Estado apoia dessa forma, com segurança, para que as famílias possam participar e poderem voltar para suas casas de forma tranquila. Essa é a nossa missão”, ressaltou Hana Ghassan.
Clima junino
O Parárraiá também contou com apresentação de quadrilhas juninas e decoração temática do período de festas, comidas típicas e muito mais.
A estudante Isabella Seabra, de 21 anos, que veio pela primeira vez ao festival, era só expectativas pelo show da dupla Henrique e Juliano. “Ai, tô achando ótimo. Eu vim pelo Henrique e Juliano, mas pretendo vir outros dias, porque eu adorei as atrações no geral. Eu gostei bastante do espaço. Achei bem protegido, tudo organizado”, avaliou Isabella.
Ela já está se programando com as amigas para o próximo final de semana, quando ocorrerá o show de Alok. “Meu aniversário é este sábado, dia 6, e eu pretendo estar aqui também”, planejou a estudante.
Além do incentivo cultural, o festival também é uma oportunidade para movimentar a economia local.
“Fortalece a economia, gera emprego, renda e oportunidades. Nós vemos tantos pequenos empreendedores, que estão hoje aqui participando desse grande evento, vendendo seus produtos, fortalecendo a renda da sua família. Portanto, o governo do Estado está feliz. Pelo terceiro ano consecutivo o Parárraiá é sucesso de público”, pontuou a governadora Hana Ghassan.
A vendedora ambulante Damila Baía está com boas expectativas de venda para todos os dias do maior São João da Amazônia. “Estão boas e vão melhorar, pois hoje ainda tá só começando. Vão ser muito boas”, avaliou.
Já o cantor Antônio Elis, de 39 anos, se programou com um grupo de amigos para estar no Parárraiá. Tudo para assistir ao show do Henrique e Juliano. “Eu quero ver Henrique e Juliano, é a minha primeira vez aqui no Parárraiá, e tô com uma expectativa boa. Um espaço muito bom”, animava-se.
Assistência à saúde e segurança
Além do forte esquema de segurança montado na área do evento, com mais de 700 agentes atuando de forma integrada, no entorno e no estacionamento do Estádio Mangueirão, o 1º Centro Regional de Saúde (1º CRS) da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) também levou à programação um ambulância de suporte avançado (UTI Móvel), equipada para atender ocorrências durante todo o festival. A equipe é composta com médico, enfermeiro, técnicos de Enfermagem e profissionais de apoio, preparados para prestar atendimento imediato aos participantes.
A ambulância está no local para atendimentos de urgência e emergência que ocorrerem dentro da área do festival. Nos casos de transferência para unidades de saúde, a remoção dos pacientes será realizada por outras equipes de apoio, do Corpo de Bombeiros Militar do Pará.
A programação do Parárraiá 2026 continua neste sábado, 6, com atrações nacionais e regionais, Confira a programação abaixo.
Parárraiá
Dia 6 (sábado)
Xand Avião
Zé Vaqueiro
Léo Foguete
Nirah
Carabao
Dia 12 (sexta-feira)
Alok
Jonas Esticado
Manu Bahtidão
Patrick Costa
Dia 13 (sábado)
Wesley Safadão
Leonardo
Viviane Batidão
Thiago Costa
Fonte: Governo PA
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Dia do Meio Ambiente: Pará é o 2º estado com mais emissões de metano no país
O Pará é o segundo estado brasileiro com mais emissões de metano. O gás é considerado um dos principais superpoluentes do planeta por ter alto potencial de aquecimento global em curto prazo. O tema é um dos mais acirrados quando se fala em conservação do planeta, especialmente nesta sexta-feira (5), no Dia Internacional do Meio Ambiente.
A ONU adotou no fim de maio uma resolução que acolhe o parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça sobre as obrigações dos Estados no enfrentamento das mudanças climáticas.
O Brasil entra nessa equação como o quinto maior emissor de metano do mundo e, mesmo tendo aderido ao Acordo Global do Metano na COP 26, viu as emissões crescerem 6% entre 2021 e 2024.
No estado, que fica atrás apenas de Mato Grosso, a maior parte das emissões está ligada à agropecuária. O dado ajuda a explicar por que o Pará concentra municípios entre os maiores emissores do país, como São Félix do Xingu, Marabá, Altamira e Novo Repartimento.
São Félix do Xingu, no sudeste paraense, tem o maior rebanho bovino do Brasil desde 2014. O município aparece como um dos principais pontos de emissão de metano no país, reforçando a relação entre o tamanho da atividade pecuária e o impacto climático.
Além do campo, o setor de resíduos também pesa na conta. Em Belém e em cidades da região metropolitana e do baixo Tocantins, como Ananindeua, Barcarena, Cametá e Castanhal, a decomposição de lixo em aterros e lixões a céu aberto aparece entre as principais fontes de emissão do gás.
O mesmo cenário se repete em municípios como Salinópolis, Afuá e Breves, onde a destinação inadequada dos resíduos contribui para a liberação de metano e amplia os impactos ambientais e climáticos.
Especialistas apontam que há soluções já disponíveis para reduzir essas emissões, tanto no campo quanto na gestão do lixo. Entre elas estão a ampliação da coleta seletiva, a compostagem, a captura e o aproveitamento do biogás, além do fim dos lixões e da adoção de práticas mais sustentáveis na agropecuária.
No caso de Marituba, na Região Metropolitana de Belém, há a operação de uma usina de biogás no aterro local, que alterou a classificação da principal fonte de emissão no município. Ainda assim, o problema da gestão de resíduos na região segue sem solução definitiva.
Dois aterros sanitários estão em estudo para atender as cidades mais populosas do estado, na região metropolitana. Um no Acará e outro em Bujaru. As comunidades locais são contra a instalação.
O que diz o governo
Responsável pela gestão ambiental no estado, a Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) disse que “atua na mitigação das emissões de gases de efeito estufa, incluindo o metano, por meio de políticas de ordenamento territorial, regularização ambiental, recuperação de áreas degradadas e incentivo a práticas produtivas sustentáveis, alinhadas às diretrizes do Plano Estadual Amazônia Agora”.
A pasta citou que “entre as principais iniciativas está o Programa Regulariza Pará, que promove a validação e regularização do Cadastro Ambiental Rural (CAR), a recuperação de passivos ambientais, a recomposição da vegetação nativa e a adequação ambiental dos imóveis rurais, contribuindo para a redução do desmatamento, o fortalecimento da governança ambiental e o acesso dos produtores a assistência técnica, crédito e incentivos à conservação”.
A Semas também afirmou que “desenvolve o Programa Territórios Sustentáveis, voltado à promoção da economia de baixo carbono por meio da recuperação produtiva de áreas alteradas, da restauração florestal e da ampliação da eficiência no uso da terra” e que “mantém uma agenda permanente de apoio aos municípios paraenses, com ações de municipalização da gestão ambiental, capacitações técnicas, compartilhamento de ferramentas de monitoramento e iniciativas integradas de regularização ambiental, fortalecendo as políticas locais de desenvolvimento sustentável e enfrentamento às mudanças climáticas”.
O g1 também solicitou posicionamento do Ministério do Meio Ambiente, mas ainda aguardava retorno até a publicação da reportagem.
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