PARÁ
Seirdh participa de sessão especial na Alepa pelos 7 anos do PPDDH
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A Secretaria de Estado de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh) participou, nesta segunda-feira (4), de uma sessão especial na Assembleia Legislativa do Estado (Alepa), em homenagem aos sete anos do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH). A Seirdh esteve representada pela diretora de Direitos Humanos da pasta, Verena Arruda, que falou sobre a atuação da Seirdh que desde o mês de abril deste ano, quando foi criada, assume a gestão do Programa, bem como as perspectivas para o futuro.
“Com a criação da Seirdh, houve a necessidade de uma revisão das políticas públicas que a Secretaria coordena. Vale destacar que vem sendo trabalhada a portaria de nomeação do Conselho Deliberativo (Condel) do PPDDH e, também, estamos articulando uma reunião ampliada com vários órgãos e secretarias do Estado, para tratativas acerca de outras políticas setoriais específicas do PPDDH”, observou.
De acordo com Arruda, a Seirdh leva em conta todas as recomendações feitas nos últimos anos, não apenas por órgãos governamentais, como também por entidades da sociedade civil, de formas que o aperfeiçoamento do programa, que está direcionado, entre outros atores, aos ativistas LGBTQI+, comunicadores sociais, ambientalistas e militantes com atuação em diferentes frentes de luta.
“Chegamos no momento em que não é mais possível renovar o termo de cooperação com a entidade que atualmente é a executora do PPDDH, por isso, já iniciamos o processo que vai gerar um chamamento público para a escolha da nova organização que vai executar o programa daqui para a frente, e para isso, estamos absorvendo todas as contribuições dadas para a melhoria do programa”, explicou.
Além da Seirdh, que é a gestora do programa, outros órgãos estaduais estão envolvidos no programa, como a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup), que tem como finalidade cuidar da segurança dos assistidos pelo PPDDH. O assessor policial da Segup, coronel Ângelo Correia, explicou que, dentro dessa política, normalmente a demanda da segurança pública é uma das maiores, pela própria questão das ameaças a que os defensores estão sujeitos e diante disso, é demandado o trabalho não apenas a Polícia Militar, mas de outros órgãos do sistema de segurança, como Corpo de Bombeiros, Polícia Científica, entre outros.
“Atualmente nós fazemos três tipos de medidas dentro do PPDDH, para salvaguardar os assistidos, que são: mapeamento de risco, rondas policiais e escoltas policiais. Só neste ano, de janeiro a novembro, foram realizados 34 relatórios de mapeamento de risco, o que vai dizer qual é o tipo de proteção que o assistido precisa e qual o grau de risco a que ele está de fato submetido”, esclareceu.
Além das secretarias estaduais, Ministério Público e outros órgãos de fiscalização, também participaram do encontro – resultado de uma proposição do deputado Carlos Bordalo (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Casa – representantes de diversas entidades da sociedade civil.
O PPDDH – O PPDDH é uma política pública que tem como finalidade articular medidas de proteção de pessoas ameaçadas em decorrência de sua atuação na defesa dos direitos humanos. Neste sentido, sua abrangência de atuação envolve a articulação com órgãos das esferas federal, estadual e municipal, assim como as entidades envolvidas com as demandas apresentadas pelos defensores. Atualmente, constam no banco de dados do PPDDH/PA cerca de 100 casos.
Fonte: Governo PA
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Artesanato do Marajó vira coleção de calçados e estreia na Semana de Moda de Milão
Os tradicionais grafismos marajoaras, uma das expressões artísticas e culturais mais antigas da Amazônia, vão ganhar as passarelas internacionais. Uma coleção inédita de calçados, cocriada por artesãos da Ilha do Marajó (PA), será lançada oficialmente em Milão, na Itália, durante a prestigiada Semana de Moda de Milão.
O evento de apresentação está marcado para o dia 23 de setembro de 2026, no Consulado-Geral do Brasil em Milão.
A iniciativa faz parte de uma missão internacional que ocorre entre os dias 20 e 30 de setembro, unindo a marca de calçados sustentáveis DOTZ, o Instituto Costurando Sonhos Brasil, o Instituto Tucunaré e o G10 Favelas.
Da cerâmica arqueológica ao design de calçados
Os grafismos marajoaras utilizados na coleção são inspirados nos desenhos complexos das cerâmicas decoradas por povos indígenas que habitaram a região do Marajó antes da colonização.
Para a nova linha de calçados, essa herança arqueológica foi reinterpretada, unindo a ancestralidade ao design contemporâneo.
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Calçado com estética marajoara — Foto: Divulgação
O projeto conta com a participação ativa de produtores locais, como Miqueias Caldas, artesão de Cachoeira do Arari e integrante do Instituto Tucunaré.
Ele atua na aplicação dessas referências culturais em novas superfícies por meio de técnicas de desenho, pintura e carimbos.
“Mais do que uma coleção de calçados, estamos falando de uma colaboração que conecta cultura, design e oportunidades”, destaca Rodrigo Doxandabarat, fundador da DOTZ.
Conexão entre a Amazônia, Paraisópolis e a Europa
A produção da coleção estabelece uma ponte sólida de economia criativa e impacto social entre diferentes territórios brasileiros:
- Ilha do Marajó (PA): Onde reside a sabedoria ancestral dos artesãos locais.
- São Paulo (SP): Onde o Instituto Costurando Sonhos Brasil, liderado pela marajoara Suéli Feio, atua na formação profissional, costura e inclusão produtiva de mulheres da periferia.
- G10 Favelas: Bloco de líderes de favelas que apoia o projeto, ampliando o potencial de empreendedorismo periférico e conexões globais.
“Essa iniciativa permite que diferentes territórios contribuam com aquilo que possuem de mais potente, preservando suas identidades enquanto constroem novas oportunidades”, afirma Suéli Feio, que trabalha há mais de 20 anos na capital paulista promovendo o desenvolvimento de sua terra natal.
Para Gilson Rodrigues, fundador do G10 Favelas, a internacionalização do projeto consolida a capacidade de aproximar os talentos das comunidades brasileiras do mercado de luxo global.
O elo histórico entre o Marajó e a Itália
A escolha da Itália como destino da coleção carrega também um forte simbolismo histórico.
O país europeu era a terra natal do Padre Giovanni Gallo, sacerdote e pesquisador que dedicou sua vida à preservação do patrimônio arqueológico e cultural do Marajó, sendo o fundador do famoso Museu do Marajó, em Cachoeira do Arari.
Levar os calçados com grafismos marajoaras a Milão é visto pelos organizadores como um reencontro poético entre a história do Marajó e as origens do missionário italiano.
Campanha de arrecadação
A comitiva brasileira que viaja à Itália planeja ações de grande visibilidade para promover a cultura nacional.
Entre as atividades previstas, estão rodadas de negócios, encontros com a indústria da moda italiana e reuniões institucionais.
O grupo também planeja realizar a entrega de um par de sapatos exclusivo ao Papa Leão XIV, simbolizando a união entre fé, artesanato e inclusão social.
Além disso, a delegação pretende convidar formalmente a cantora italiana Laura Pausini para ser a madrinha da iniciativa.
Para viabilizar os custos de transporte e hospedagem da delegação de artesãos e costureiras na Itália, o Instituto Costurando Sonhos Brasil abriu uma campanha de financiamento coletivo.
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