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Operação desmobiliza garimpos próximos a torres de transmissão da Usina de Belo Monte

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Marabá/PA – A Polícia Federal cumpriu 10 mandados de busca e apreensão, nesta quinta-feira (10/11), em garimpos ilegais de manganês, nas vilas União e Capistrano de Abreu, em Marabá. A ação foi na Operação Curto-Circuito, que inutilizou máquinas nas proximidades da linha de transmissão da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. O nome da operação faz referência ao risco de desabastecimento de energia elétrica que a atividade traz a cerca de 70 milhões de brasileiros.

Foram inutilizadas 14 pás carregadeiras, dois caminhões e vários britadores na região, que fica a cerca de quatro horas do centro da cidade. Oito caminhões foram apreendidos; cinco foram levados à Delegacia de Marabá e três ficaram com fiéis depositários (quando a Justiça confia um bem a alguém durante um processo), pela impossibilidade de também levar ou destruir. A operação começou na manhã de quinta-feira, mas por conta da complexidade logística, só terminou na madrugada desta sexta-feira (11/11).

Coordenada pela Delegacia da Polícia Federal em Marabá, a operação mobilizou mais de 170 profissionais, com apoio da Secretaria de Operações Integradas (Seopi), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Também houve apoio da Força Nacional de Segurança Pública, do IBAMA, da Agência Nacional de Mineração (ANM), além de informações de inteligência do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam, Ministério da Defesa) e da Abin. O trabalho foi fruto também de discussões e demandas do Conselho Nacional da Amazônia Legal (CNAL).

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A extração ilegal de minério na área ameaça o funcionamento das linhas de transmissão de energia, tendo em vista o risco de queda das torres, que levam a energia produzida na usina hidrelétrica de Belo Monte para outros estados do país.

Por questões logísticas, foi inviável transportar o maquinário pesado apreendido e, para que não seja reutilizado no garimpo ilegal, é feita a inutilização nos termos da lei.

Os responsáveis poderão responder por crimes ambientais, crime de usurpação de recursos da União (extração ilegal de minério), associação criminosa, dentre outros.

Assessoria de Comunicação da Polícia Federal no Pará

Contato: 91 98393-0775
E-mail: [email protected]

Fonte: Polícia Federal

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PF autua clube e empresa de vigilância por irregularidade na segurança de jogo

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Belém/PA. A Polícia Federal autuou, nesta segunda-feira (7/9), clube mandante e a empresa de vigilância contratada para atuar na partida realizada no estádio Mangueirão, em Belém, por inconsistências no plano de segurança apresentado para o evento.

O projeto de segurança para grandes eventos, exigido pelo Estatuto da Segurança Privada, não estava aprovado pela Polícia Federal, após ter sido apresentado de forma incompleta e fora do prazo estabelecido. Além disso, foram identificados vigilantes sem o curso de extensão para atuação em eventos sociais.

Uma equipe da Polícia Federal esteve no estádio antes da partida e realiza fiscalização durante o evento. Caso sejam constatadas outras irregularidades, poderão ser lavradas novas autuações.

As irregularidades encontradas são as mesmas que geraram autuações no domingo, também em jogo de futebol no Mangueirão.

A Polícia Federal é responsável pelo controle e pela fiscalização das empresas e dos profissionais que atuam no setor de segurança privada.

Desde a entrada em vigor do novo Estatuto da Segurança Privada, em setembro de 2024, a Polícia Federal no Pará vem promovendo reuniões, eventos, visitas técnicas e ações de orientação com clubes de futebol, órgãos de segurança e demais envolvidos na realização de grandes eventos.

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Com a entrada em vigor da Instrução Normativa DG/PF nº 340, de 31 de julho de 2026, as irregularidades constatadas durante as fiscalizações passaram a ser objeto de autuação, sujeita às medidas previstas na regulamentação.

Entre as exigências legais está a comunicação à Polícia Federal, com antecedência mínima de 24 horas, dos eventos que contarão com segurança privada, acompanhada de informações sobre os vigilantes empregados e o público estimado. Para eventos sociais com público superior a mil pessoas, também é obrigatória a apresentação de projeto de segurança assinado por gestor de segurança privada, contendo, entre outros itens, análise de risco e plano de contingência.

A presença de profissionais de apoio ou orientadores é permitida, porém esses profissionais não podem exercer atividades exclusivas de vigilantes, como a realização de revista pessoal.

Comunicação Social da PF no Pará
[email protected]

Fonte: Polícia Federal

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