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POLITÍCA NACIONAL

Encontro na Câmara demonstra versão experimental de plataforma de canais de televisão públicos

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Em um futuro próximo, os brasileiros poderão encontrar mais facilmente os canais de TV aberta em uma única plataforma chamada DTV+ e, dentro dela, haverá uma plataforma de canais do setor público, a Mais BR. Transmissões experimentais dessas plataformas, que estarão na nova TV 3.0, foram demonstradas no Encontro de 2026 da Rede Legislativa de Rádio e TV, que começou nesta quarta-feira (10) e segue até sexta-feira (12), na Câmara dos Deputados.

A TV 3.0 reúne internet e TV com melhor tecnologia de áudio e imagem e estará embutida nos novos televisores. Os aparelhos atuais poderão ser adaptados com um kit de antena, conversor e controle remoto. Por enquanto, a TV 3.0 está em fase de testes em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.

Na demonstração feita no encontro, no canal público da TV Câmara, foi possível ver programas ao vivo e gravados, acessar enquetes, compartilhar dados e ter acesso a informações sobre os deputados. Nos canais do Executivo, também estarão programas de TV, além de serviços públicos, como cursos de qualificação profissional.

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Carlos Neiva, supervisor da Rede Legislativa da Câmara, disse que o Mais BR terá canais de assembleias legislativas e câmaras municipais, que poderão personalizar suas plataformas. O botão da plataforma ficará em destaque junto aos demais canais comerciais.

De acordo com o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, o país está fazendo uma revolução na TV aberta porque ela poderá chegar a mais localidades no país.

“E a gente poderá ser o grande protagonista nessa transformação da radiodifusão, partindo do Brasil, levando essa tecnologia para a América Latina, para o mundo, para os países de língua portuguesa; onde tem ainda a radiodifusão como sendo o principal meio de comunicação e entretenimento da população.”

Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Encontro da Rede Legislativa de Rádio e TV 2026: de Olho no Futuro. Presidente da EBC, Antonia Pellegrino.
Antonia Pellegrino: serviços públicos e conteúdos culturais na TV aberta

Comunicação e cultura
Antonia Pellegrino, presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), comentou a importância de ter, na TV, os serviços públicos e conteúdos culturais, como o Tela Brasil.

“Eu considero que o fato de você ter a imagem dos serviços do governo ao lado da cultura e da comunicação pública traduz, de uma maneira muito concreta, que comunicação pública e cultura são direitos. Isso é algo que, no nosso país, com uma realidade tão desigual, muitas vezes não chega na população”, disse.

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O deputado Cleber Verde (MDB-MA), presidente do Conselho Consultivo de Comunicação da Câmara, ressaltou a possibilidade de interação com o cidadão.

“Levando uma qualidade de imagem, de som e, ao mesmo tempo, permitindo a interação do telespectador com tudo o que acontece na telinha. Ou seja, é um mundo de coisa da internet na TV aberta, na televisão”, disse.

Brasil Digital
Em outro movimento para disseminar a produção de TV e rádio da Empresa Brasil de Comunicação e do Poder Legislativo para o país, o Ministério das Comunicações tem ofertado equipamentos de transmissão para os municípios no programa Brasil Digital. Durante o encontro, há a previsão de assinatura de 74 novos acordos.

Somente a Rede Legislativa de Rádio e TV tem estações transmissoras de TV em 1.658 municípios, além de 30 estações de rádio.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

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Teresa Leitão critica projeto que usa fundo do pré-sal para auxiliar produtores rurais

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A senadora Teresa Leitão (PT-PE) criticou nesta quarta-feira (10) o projeto de lei que destina recursos do Fundo Social do Pré-Sal para a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos — o PL 5.122/2023.

Ao discursar em Plenário, ela ressaltou que não é contra o apoio a esses produtores rurais, mas defendeu a busca de outras fontes de financiamento para a medida. Teresa disse que a atual destinação dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal (para áreas como educação, saúde, ciência, tecnologia, cultura e assistência social) precisa ser mantida.

A senadora enfatizou que a atual destinação dos recursos do fundo é resultado de uma construção legislativa e de mobilizações de diversos setores da sociedade. Para ela, a utilização desses valores para outras finalidades pode comprometer investimentos considerados estratégicos para o desenvolvimento do país.

— Na prática, para a educação, isso representará menos recursos para investimentos e valorização de profissionais, comprometendo o pagamento do piso salarial, o desenvolvimento de carreiras, os investimentos na infraestrutura das escolas em tempo integral, das creches, das universidades, dos institutos federais e das escolas de ensino técnico-profissional. Depois do tanto que nós avançamos, podemos regredir — alertou.

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Teresa leu em Plenário um manifesto subscrito por entidades do Fórum Nacional de Educação que critica o PL 5.122/2023. Ela reiterou que o Fundo Social do Pré-Sal é essencial para se garantir recursos destinados à redução das desigualdades sociais e regionais.

— Nós desejamos uma outra saída para socorrer este momento de necessidade do agronegócio que não seja a utilização dos recursos do pré-sal — declarou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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