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Carretas do Agora Tem Especialistas já levaram exames diagnósticos, cirurgias e prevenção contra câncer para mais de 130 regiões de saúde

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Brasileiros de todo o país já foram atendidos, em menor tempo de espera e mais perto de casa, pelas carretas de saúde do programa Agora Tem Especialistas, do Governo do Brasil. Nesta sexta-feira (13), as unidades móveis completam a marca de 138 regiões de saúde atendidas. Isso significa que, embora tenha ficado posicionadas em uma cidade, também atenderam os pacientes do SUS de municípios próximos, garantindo a ampliação dos serviços especializados para regiões de difícil acesso, com alta demanda e pouca estrutura de saúde e cidades-polo.

A marca foi celebrada hoje pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao inaugurar uma carreta de saúde da mulher em Planaltina, região administrativa do Distrito Federal. Antes de chegar no município, a unidade móvel realizou 6 mil atendimentos em Ceilândia e Taguatinga, trazendo para mulheres desses municípios o serviço especializado.

“Aqui, no Distrito Federal, já passamos por Ceilândia e zeramos a fila de ultrassonografia e mamografia; em Taguatinga, zeramos a fila de mamografia; e, agora, chegamos com a carreta do Governo do Brasil em Planaltina, essa área rural onde temos cerca de 600 mulheres esperando por mamografia. Trouxemos a carreta para cá para evitar que essas mulheres gastem para se deslocar e fazer esse exame, e porque as mulheres, que são a maioria usando o SUS, são uma prioridade absoluta nossa”, afirmou o ministro.

A partir desta sexta-feira, também receberam carretas de saúde da mulher e de exames de imagem outros 17 municípios brasileiros localizados nestes estados: Amapá, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Sergipe, São Paulo e Tocantins.  A chegada das unidades reforça o compromisso do Governo do Brasil em reduzir o tempo de espera no SUS, com o reforço na oferta de exames fundamentais para a prevenção de doenças, como câncer de mama e do colo do útero.

Sala de mamografia
Foto: João Risi/MS
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“Contando com Planaltina, a gente já ultrapassou mais de 130 regiões em todo o Brasil. Só no mês de março vamos chegar a 150 regiões com as carretas de saúde da mulher; as específicas para o problema de visão, de oftalmologia; e a carreta para tomografia. Por onde ela passa vai zerando a fila, vai atendendo esses locais na parceria com as secretarias municipais, estaduais, hospitais filantrópicos e Santas Casas”, acrescentou o ministro Padilha.

Além de desafogar a demanda reprimida da rede pública local, as carretas do Governo do Brasil já zeraram a fila de espera em 23 cidades. É o que aconteceu em Arapongas (PR), Japeri (RJ), Patos (PB), Humaitá (AM), Ceilândia (DF), Morro do Alemão (RJ), Garanhuns (PE), Urucânia/Santa Cruz (RJ), Brasiléia (AC), Tauá (CE), Mauriti (CE), Cariacica (ES), Taiobeiras (MG), Princesa Isabel (PB), Parnamirim (RN), Palmas (TO) e em Canoinhas (SC), em que todos que precisavam fazer diagnóstico de câncer de mama e exames ginecológicos receberam o atendimento.

O mesmo aconteceu em Ribeirão Preto (SP) e Ariquemes (RO) para aqueles que esperavam por cirurgia de catarata. Com os procedimentos cirúrgicos realizados em todas as carretas oftalmológicas do programa, mais de 2,5 mil pessoas voltaram a enxergar. Essas unidades móveis ofertam, também, outros procedimentos como mapeamento de retina e ultrassom ocular. 

Já em Santana do Ipanema (AL), todos os pacientes do município e de outros 13 da região que precisavam de tomografia se submeteram ao procedimento, garantindo maior agilidade para descobrir condições graves de saúde ou descartar hipóteses, contribuindo para levar o paciente para o diagnóstico correto. O mesmo ocorreu em Crato (CE), Patos (PB), Sepetiba (RJ) e Paracambi (RJ), que também receberam carretas especializadas em exames de imagem.

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18 municípios com mais atendimento pelo Agora Tem Especialistas

A partir desta sexta, recebem carretas de saúde da mulher, os municípios de Serra (ES), Planaltina (DF), Paramoti (CE), Viana (MA), Itajubá (MG), Corumbá (MS), Igarapé-Miri (PA), Pombal (PB), São Bento (PB), Colombo (PR), Maricá (RJ), Vilhena (RO), Rorainópolis (RR) e Araguaína (TO). 

Já as cidades de Milagres (CE), Santana (AP), Sousa (PB) e São José dos Campos (SP) recebem carretas especializadas em exames de imagem, com tomografias, essenciais para o diagnóstico de doenças graves e definição de conduta médica. 

Ao todo, 52 carretas estão em operação, 35 são de saúde da mulher, 10 de exames de imagem e sete especializadas em oftalmologia. Até o fim deste ano, um total de 150 unidades móveis estará em funcionamento no país.

Mais atendimento especializado para os usuários do SUS

Além das carretas, o Agora Tem Especialistas também mobiliza outras estruturas de saúde da rede pública e privada para ampliar a oferta de atendimento especializado e desafogar a rede local, realizando mutirões, ampliando o horário de atendimento em unidades do SUS, garantindo provimento de médicos especialistas e atendimento de pacientes do SUS em hospitais privados, entre outras estratégias voltadas ao fortalecimento da assistência especializada no país.

Erika Mavignier
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Fórum de Doenças Negligenciadas debate participação social e políticas públicas

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O 2º Fórum de Doenças Negligenciadas reuniu, neste sábado (15) em Brasília, representantes de instituições públicas, movimentos sociais, entidades da área da saúde e pessoas afetadas por doenças infecciosas e negligenciadas. O encontro integrou a programação de pré-evento do MEDTROP 2026, congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), e discutiu a participação social na formulação e no acompanhamento de políticas públicas referentes a doenças negligenciadas ou determinadas socialmente (que afetam principalmente pessoas em maior vulnerabilidade social), como tuberculose, malária, doença de Chagas etc.

A programação abordou os espaços de participação social, a atuação de lideranças e movimentos organizados e os caminhos para transformar demandas coletivas em propostas e encaminhamentos institucionais. Com o tema “Nada sobre nós sem nós: como lideranças transformam demandas sociais em políticas públicas”, uma das mesas discutiu a participação das pessoas afetadas por doenças negligenciadas na definição de prioridades e na construção de respostas institucionais.

Durante a mesa, Draurio Barreira, coordenador-executivo do programa Brasil Saudável e diretor do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e ISTs do Ministério da Saúde, destacou que existem ferramentas de prevenção, diagnóstico e tratamento para diferentes doenças, mas que persistem desigualdades no acesso aos serviços e tecnologias de saúde.

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“Não adianta ter tecnologia, diagnóstico e tratamento se eles não chegam a quem precisa. Temos ferramentas para avançar na eliminação dessas doenças, mas ainda precisamos superar as desigualdades para que elas cheguem a todas as pessoas”, afirmou.

Articulação

Gustavo Homero, médico infectologista e presidente da SBMT, ressaltou a importância da aproximação entre os diferentes segmentos envolvidos na resposta aos problemas de saúde. “São nesses espaços que garantimos a participação efetiva da sociedade nas decisões que afetam a comunidade e ajudamos a melhorar a saúde pública”, pontuou.

Draurio Barreira também destacou a importância da participação social na identificação de barreiras e na construção de respostas para as doenças negligenciadas.

“Temos conhecimento, temos tecnologias e temos uma sociedade civil organizada e participativa. O desafio é fazer com que esses recursos cheguem a todas as pessoas. A participação social é fundamental para identificar as barreiras e ajudar a construir caminhos para superá-las”, concluiu.

O evento contou com representantes da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), do Ministério da Saúde, do Programa Brasil Saudável, do Conselho Nacional de Secretarias de Saúde (CONASS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), do Conselho Nacional de Saúde (CNS), do Comitê Técnico Interinstitucional Uma Só Saúde, do Fórum Social Brasileiro de Enfrentamento das Doenças Infecciosas e Negligenciadas e do Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas (MNDN).

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O Fórum antecedeu a programação principal do MEDTROP 2026, que acontece de 16 a 19 de agosto, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, reunindo um público de cerca de 4000 pessoas.

João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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