Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

SAÚDE

Sudeste abre ciclo de encontros para fortalecer política de ética em pesquisas com seres humanos

Publicados

SAÚDE

A Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep), em parceria com o Ministério da Saúde, realizou nos dias 8 e 9 de abril de 2026, em São Paulo (SP), o primeiro Encontro Regional de Treinamento dos Comitês de Ética em Pesquisa (EntreCEPs). O evento inaugurou a agenda nacional que percorrerá todas as cinco regiões do país ao longo do ano.

No Sudeste, a programação abordou o aprimoramento do Sistema Nacional de Ética em Pesquisa (Sinep), a atualização sobre temas estratégicos para a atuação dos Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs) e o fortalecimento da articulação entre a Inaep e os integrantes do sistema.

“Nosso objetivo é avançar na integração entre ciência e ética, promovendo uma atuação cada vez mais conectada com a realidade, construída de forma coletiva com pesquisadores, participantes de pesquisa e instituições, para o fortalecimento da pesquisa no Brasil e a promoção de um país mais justo”, explicou a coordenadora da Inaep, Meiruze Freitas.

O debate incluiu ainda o papel estratégico das Boas Práticas Clínicas (BPC), conjunto de normas éticas e científicas que orientam como os estudos clínicos devem ser planejados, conduzidos, monitorados e registrados, além de questões relacionadas à governança, responsabilidade e organização do Sinep. 

Leia Também:  Ministério da Saúde realiza encontro de Comitês de Ética em Pesquisa Acreditados

O diálogo também tratou do uso da inteligência artificial, os desafios éticos na proteção de dados genéticos e de participantes de pesquisa. O encontro contou com a participação de coordenadores e membros de CEPs, participantes de pesquisa, pesquisadores e gestores institucionais.

José Miorim Neto, integrante do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Nove de Julho (Uninove) há oito anos, ressaltou a importância do encontro e seu papel no fortalecimento da ética em pesquisa. “Eventos como este trazem novas perspectivas para a proteção do participante de pesquisa. A dinâmica atual e as transformações do sistema exigem atualização constante e uma atuação cada vez mais ativa do CEP”, destaca José Miorim Neto.

Próximos passos

Ao longo de 2026, a agenda do EntreCEPs seguirá com encontros previstos em Porto Alegre (RS), Brasília (DF), Belém (PA) e São Luís (MA), para ampliar as articulações com os diferentes contextos regionais.

Sinep

Os EntreCeps integram as ações de implementação do Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (Sinep), criado para assegurar a proteção da dignidade, da segurança e do bem-estar dos participantes de pesquisa, ao mesmo tempo em que promove o desenvolvimento científico responsável no país.

Leia Também:  Ministério da Saúde debate inovação, incorporação de tecnologias e fortalecimento da indústria da saúde na Feira Hospitalar

O Sinep é composto pela Inaep e pelos Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs) acreditados – responsáveis pelas análises de pesquisas consideradas de alto risco para os participantes – e credenciados – avaliam as pesquisas de baixo e médio risco.

O evento dialoga diretamente com as competências atribuídas à Inaep que estabelece, entre suas funções, o papel de promover e apoiar a capacitação dos integrantes dos CEPs, reforçando sua dimensão formativa e orientadora no âmbito do Sinep.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Propaganda

SAÚDE

Fórum de Doenças Negligenciadas debate participação social e políticas públicas

Publicados

em

O 2º Fórum de Doenças Negligenciadas reuniu, neste sábado (15) em Brasília, representantes de instituições públicas, movimentos sociais, entidades da área da saúde e pessoas afetadas por doenças infecciosas e negligenciadas. O encontro integrou a programação de pré-evento do MEDTROP 2026, congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), e discutiu a participação social na formulação e no acompanhamento de políticas públicas referentes a doenças negligenciadas ou determinadas socialmente (que afetam principalmente pessoas em maior vulnerabilidade social), como tuberculose, malária, doença de Chagas etc.

A programação abordou os espaços de participação social, a atuação de lideranças e movimentos organizados e os caminhos para transformar demandas coletivas em propostas e encaminhamentos institucionais. Com o tema “Nada sobre nós sem nós: como lideranças transformam demandas sociais em políticas públicas”, uma das mesas discutiu a participação das pessoas afetadas por doenças negligenciadas na definição de prioridades e na construção de respostas institucionais.

Durante a mesa, Draurio Barreira, coordenador-executivo do programa Brasil Saudável e diretor do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e ISTs do Ministério da Saúde, destacou que existem ferramentas de prevenção, diagnóstico e tratamento para diferentes doenças, mas que persistem desigualdades no acesso aos serviços e tecnologias de saúde.

Leia Também:  Fortaleza sedia Fórum Regional de Saúde Mental de Crianças e Adolescente

“Não adianta ter tecnologia, diagnóstico e tratamento se eles não chegam a quem precisa. Temos ferramentas para avançar na eliminação dessas doenças, mas ainda precisamos superar as desigualdades para que elas cheguem a todas as pessoas”, afirmou.

Articulação

Gustavo Homero, médico infectologista e presidente da SBMT, ressaltou a importância da aproximação entre os diferentes segmentos envolvidos na resposta aos problemas de saúde. “São nesses espaços que garantimos a participação efetiva da sociedade nas decisões que afetam a comunidade e ajudamos a melhorar a saúde pública”, pontuou.

Draurio Barreira também destacou a importância da participação social na identificação de barreiras e na construção de respostas para as doenças negligenciadas.

“Temos conhecimento, temos tecnologias e temos uma sociedade civil organizada e participativa. O desafio é fazer com que esses recursos cheguem a todas as pessoas. A participação social é fundamental para identificar as barreiras e ajudar a construir caminhos para superá-las”, concluiu.

O evento contou com representantes da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), do Ministério da Saúde, do Programa Brasil Saudável, do Conselho Nacional de Secretarias de Saúde (CONASS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), do Conselho Nacional de Saúde (CNS), do Comitê Técnico Interinstitucional Uma Só Saúde, do Fórum Social Brasileiro de Enfrentamento das Doenças Infecciosas e Negligenciadas e do Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas (MNDN).

Leia Também:  Ministério da Saúde envia mais de uma tonelada de insumos para vítimas de terremoto na Venezuela

O Fórum antecedeu a programação principal do MEDTROP 2026, que acontece de 16 a 19 de agosto, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, reunindo um público de cerca de 4000 pessoas.

João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Continue lendo

CIDADES

PARÁ

POLÍTICA

VARIEDADES

MAIS LIDAS DA SEMANA