SAÚDE
TabNet alcança recorde histórico de acessos em 2025 e reforça papel da transparência em saúde pública
SAÚDE
O TabNet, uma das principais ferramentas de disseminação de dados de saúde pública do Ministério da Saúde, registrou em 2025 o maior número de acessos desde sua criação. Foram contabilizadas mais de 13,9 milhões de consultas apenas neste ano, totalizando 37,9 milhões de acessos entre 2023 e 2025. O resultado evidencia o crescente interesse da sociedade, gestores, pesquisadores, estudantes e órgãos de controle no uso de informações oficiais para subsidiar análises, estudos e tomadas de decisão no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
Para a secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad, o crescimento expressivo dos acessos reflete a confiança da sociedade nas informações produzidas pelo SUS. “A transparência, a ciência aberta e o uso responsável de dados qualificados são pilares para o fortalecimento do SUS, da democracia e da tomada de decisão baseada em evidências’.
Ao longo de sua trajetória, o TabNet consolidou-se como referência nacional para acesso às informações oficiais do SUS, integrando o conjunto de tabuladores sob a gestão do Departamento de Monitoramento, Avaliação e Disseminação de Informações Estratégicas em Saúde – DEMAS/SEIDIGI, área estratégica da Secretaria de Informação e Saúde Digital responsável pela disseminação qualificada das informações em saúde.
Os Tabuladores do SUS têm a função de disponibilizar, de forma aberta, pública e democrática, dados que abrangem todo o percurso assistencial da população, do nascimento ao óbito, incluindo informações da atenção primária, imunizações, assistência farmacêutica, procedimentos ambulatoriais, internações hospitalares e mortalidade. Ao transformar grandes volumes de dados brutos em informações acessíveis, o TabNet cumpre papel relevante na transparência das políticas públicas de saúde.
Ao garantir acesso amplo e gratuito às informações de saúde, o TabNet promove a cidadania, estimula a produção científica e contribui para que políticas públicas sejam formuladas e avaliadas com base em dados sólidos e verificáveis. Além de uma ferramenta técnica, o TabNet é um instrumento de democratização da informação.
Max de Oliveira
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Fórum de Doenças Negligenciadas debate participação social e políticas públicas
O 2º Fórum de Doenças Negligenciadas reuniu, neste sábado (15) em Brasília, representantes de instituições públicas, movimentos sociais, entidades da área da saúde e pessoas afetadas por doenças infecciosas e negligenciadas. O encontro integrou a programação de pré-evento do MEDTROP 2026, congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), e discutiu a participação social na formulação e no acompanhamento de políticas públicas referentes a doenças negligenciadas ou determinadas socialmente (que afetam principalmente pessoas em maior vulnerabilidade social), como tuberculose, malária, doença de Chagas etc.
A programação abordou os espaços de participação social, a atuação de lideranças e movimentos organizados e os caminhos para transformar demandas coletivas em propostas e encaminhamentos institucionais. Com o tema “Nada sobre nós sem nós: como lideranças transformam demandas sociais em políticas públicas”, uma das mesas discutiu a participação das pessoas afetadas por doenças negligenciadas na definição de prioridades e na construção de respostas institucionais.
Durante a mesa, Draurio Barreira, coordenador-executivo do programa Brasil Saudável e diretor do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e ISTs do Ministério da Saúde, destacou que existem ferramentas de prevenção, diagnóstico e tratamento para diferentes doenças, mas que persistem desigualdades no acesso aos serviços e tecnologias de saúde.
“Não adianta ter tecnologia, diagnóstico e tratamento se eles não chegam a quem precisa. Temos ferramentas para avançar na eliminação dessas doenças, mas ainda precisamos superar as desigualdades para que elas cheguem a todas as pessoas”, afirmou.
Articulação
Gustavo Homero, médico infectologista e presidente da SBMT, ressaltou a importância da aproximação entre os diferentes segmentos envolvidos na resposta aos problemas de saúde. “São nesses espaços que garantimos a participação efetiva da sociedade nas decisões que afetam a comunidade e ajudamos a melhorar a saúde pública”, pontuou.
Draurio Barreira também destacou a importância da participação social na identificação de barreiras e na construção de respostas para as doenças negligenciadas.
“Temos conhecimento, temos tecnologias e temos uma sociedade civil organizada e participativa. O desafio é fazer com que esses recursos cheguem a todas as pessoas. A participação social é fundamental para identificar as barreiras e ajudar a construir caminhos para superá-las”, concluiu.
O evento contou com representantes da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), do Ministério da Saúde, do Programa Brasil Saudável, do Conselho Nacional de Secretarias de Saúde (CONASS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), do Conselho Nacional de Saúde (CNS), do Comitê Técnico Interinstitucional Uma Só Saúde, do Fórum Social Brasileiro de Enfrentamento das Doenças Infecciosas e Negligenciadas e do Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas (MNDN).
O Fórum antecedeu a programação principal do MEDTROP 2026, que acontece de 16 a 19 de agosto, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, reunindo um público de cerca de 4000 pessoas.
João Moraes
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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