Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

AGRONEGÓCIO

Colheita de arroz termina no Rio Grande do Sul e mercado enfrenta baixa liquidez com pressão nos preços

Publicados

AGRONEGÓCIO

Com o encerramento oficial da colheita da safra 2025/26 no Rio Grande do Sul, o mercado brasileiro de arroz em casca entrou em uma nova fase, marcada por baixa liquidez, cautela nas negociações e pressão sobre os preços pagos ao produtor. O cenário foi destacado em análise do Cepea, que aponta mudança no foco dos agentes do setor, agora concentrados nas estratégias de comercialização e nas perspectivas para os próximos meses.

Sem a urgência das operações de campo, produtores e compradores passaram a atuar de forma mais seletiva. Segundo o levantamento, parte dos orizicultores intensificou a oferta do cereal com o objetivo de gerar caixa e cumprir compromissos financeiros de curto prazo. Em contrapartida, outro grupo prefere segurar os estoques, avaliando que os preços atuais ainda não cobrem adequadamente os custos de produção.

A postura mais retraída de parte dos produtores limita o ritmo dos negócios, contribuindo para um ambiente de baixa movimentação no mercado físico.

Indústrias adotam cautela nas compras

Do lado comprador, a cautela também predomina. Conforme análise do Cepea, embora haja interesse na aquisição do arroz, as indústrias vêm reduzindo os valores ofertados aos produtores em razão do desempenho mais fraco das vendas de arroz beneficiado no mercado interno.

Leia Também:  Ministro André de Paula recebe presidente da Indústria Brasileira de Árvores

Outro fator que influencia o comportamento das empresas é a priorização do uso de estoques já armazenados em suas unidades, reduzindo a necessidade imediata de novas aquisições no mercado spot.

Esse cenário mantém o mercado pressionado e dificulta uma recuperação mais consistente das cotações no curto prazo.

Mercado monitora próximos movimentos

Com a colheita encerrada no principal estado produtor do país, o setor agora acompanha fatores como ritmo da demanda doméstica, comportamento das exportações e capacidade de retenção dos produtores para avaliar os próximos movimentos do mercado de arroz.

Analistas destacam que a sustentação dos preços dependerá principalmente da retomada da demanda e da postura dos vendedores nas próximas semanas, em um ambiente ainda marcado por margens apertadas e elevada sensibilidade aos custos de produção.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Propaganda

AGRONEGÓCIO

Impressão 3D e óleos essenciais podem revolucionar controle sustentável de pragas na agricultura

Publicados

em

A busca por soluções mais sustentáveis para o controle de pragas agrícolas ganhou um novo avanço com um estudo que combina impressão 3D, nanotecnologia e óleos essenciais biodegradáveis. A pesquisa apresenta uma alternativa inovadora ao uso excessivo de pesticidas e biopesticidas convencionais, abrindo caminho para sistemas mais eficientes e ambientalmente responsáveis no campo.

O trabalho desenvolveu dispositivos biodegradáveis impressos em 3D capazes de promover a liberação controlada de compostos naturais utilizados no combate a insetos-praga. A proposta surge em meio à crescente pressão mundial por práticas agrícolas menos agressivas ao meio ambiente e mais alinhadas aos princípios da sustentabilidade.

Agricultura busca alternativas aos pesticidas tradicionais

Durante décadas, o modelo agrícola baseado em pesticidas sintéticos garantiu altos níveis de produtividade, mas também gerou impactos ambientais significativos.

Entre os principais problemas associados ao uso intensivo desses produtos estão a contaminação do solo e da água, os danos à biodiversidade e os riscos potenciais à saúde humana.

Nesse cenário, os biopesticidas formulados com compostos naturais, especialmente óleos essenciais, passaram a ganhar espaço como alternativas ecológicas para o manejo de pragas agrícolas.

Leia Também:  Exportações brasileiras de pulses crescem 30% em 2025

Apesar do potencial, esses compostos apresentam limitações importantes, como alta volatilidade, rápida degradação no ambiente e necessidade de reaplicações frequentes, fatores que reduzem sua eficiência operacional no campo.

Nanotecnologia e impressão 3D ampliam eficiência dos bioativos

Para superar esses desafios, os pesquisadores desenvolveram hidrogéis impressos em 3D utilizando Alginato de Sódio, Pectina e Pluronic F127.

Os materiais receberam incorporação de Geraniol e Eugenol — compostos naturais conhecidos pelo potencial bioativo — encapsulados em nanopartículas de Zeína.

A tecnologia permitiu aumentar a estabilidade dos compostos e controlar sua liberação gradual no ambiente agrícola.

Os testes demonstraram eficiência de encapsulamento superior a 99%, além de estabilidade das nanopartículas por mais de 60 dias, fator considerado estratégico para aplicações práticas no campo.

Os dispositivos também apresentaram estrutura homogênea, resistência mecânica e capacidade de liberação prolongada dos ativos, características fundamentais para sistemas agrícolas sustentáveis.

Controle da mosca-branca apresenta resultados promissores

Um dos resultados mais relevantes da pesquisa foi observado nos testes com a mosca-branca Bemisia tabaci, considerada uma das principais pragas agrícolas em diversas culturas.

Leia Também:  Ministro da Agricultura faz vídeo exaltando a pecuária brasileira

Os dispositivos produzidos com pectina registraram taxas de atração superiores a 50%, indicando potencial não apenas para liberação lenta de compostos bioativos, mas também para utilização como atrativos em armadilhas inteligentes.

Segundo os pesquisadores, a tecnologia pode fortalecer estratégias de Manejo Integrado de Pragas (MIP), reduzindo a necessidade de pulverizações frequentes e permitindo intervenções mais seletivas e menos agressivas ao meio ambiente.

Tecnologia pode transformar agricultura sustentável

Ao integrar compostos naturais, nanoencapsulamento e manufatura aditiva em estruturas biodegradáveis, o estudo aponta para uma nova geração de tecnologias agrícolas sustentáveis.

A proposta busca substituir métodos convencionais de combate indiscriminado a insetos por soluções mais precisas, eficientes e ambientalmente equilibradas.

Os próximos passos da pesquisa incluem testes em condições reais de cultivo, aperfeiçoamento dos formatos dos dispositivos e avaliação de novos compostos bioativos capazes de ampliar a aplicação da tecnologia.

Para os pesquisadores, o avanço representa um passo importante rumo a uma agricultura mais inteligente, sustentável e alinhada às demandas ambientais e produtivas do século XXI.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Continue lendo

CIDADES

PARÁ

POLÍTICA

VARIEDADES

MAIS LIDAS DA SEMANA