ATLAS 2026
Pará derruba violência e lidera maior queda de homicídios da Região Norte
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O Pará se consolidou como o estado da Região Norte com a maior queda na taxa de homicídios nos últimos dez anos. Os dados do Atlas da Violência 2026 mostram que o estado reduziu em 36,4% os registros proporcionais de mortes violentas entre 2014 e 2024, desempenho que colocou o território paraense na liderança regional da redução da violência letal. Os resultados refletem o investimento em segurança pública ao longo dos últimos anos, especialmente desde o início do governo Helder Barbalho.
A trajetória paraense aparece na Tabela 2.1 do estudo, que reúne as taxas de homicídios registrados por 100 mil habitantes em todas as unidades da federação. Em 2014, o Pará registrava 43,1 homicídios por 100 mil habitantes. Dez anos depois, o índice caiu para 27,4. O movimento ocorreu em um cenário nacional também de retração da violência letal, já que o Brasil reduziu a taxa em 33,4% no mesmo intervalo, passando de 30,2 para 20,1 homicídios por 100 mil habitantes.
O resultado do Pará ganha ainda mais relevância quando o recorte se volta para a Região Norte. Entre os estados nortistas, nenhum apresentou queda proporcional superior à paraense ao longo da série histórica analisada pelo Atlas.
O Acre aparece logo depois, com retração de 30,3%. Em seguida surgem Tocantins (25,0%), Roraima (-19%), Rondônia (-13,9%) e Amazonas (-5,3%). O cenário muda completamente no Amapá, que seguiu na direção oposta e registrou alta de 30,2% na taxa de homicídios, tornando-se a única unidade da federação com crescimento expressivo no período.
Os dados mostram que a redução da violência ocorreu de forma desigual na região. Apesar da melhora, o Pará ainda terminou 2024 acima da média nacional. Enquanto o Brasil registrou 20,1 homicídios por 100 mil habitantes, o estado fechou o ano com 27,4, índice que revela avanço importante, mas ainda distante de um cenário considerado menos crítico.
A melhora também aparece no número absoluto de vítimas, detalhado na Tabela 2.2. Em 2014, o Pará registrou 3.446 homicídios. Em 2024, esse total caiu para 2.364 mortes, redução de 31,4% em dez anos. O recuo se manteve consistente no comparativo mais recente. Entre 2019 e 2024, o estado reduziu as ocorrências em 30,6%, passando de 3.405 para 2.364 registros.
Menor patamar de homicídios
O desempenho paraense chama atenção porque ocorreu em uma região que ainda concentra indicadores elevados de violência letal. O ranking do Norte em 2024, considerando as taxas de homicídios registrados, manteve o Amapá na liderança regional, com 45,7 homicídios por 100 mil habitantes. Depois aparecem Amazonas (32,2), Rondônia (30,3), Roraima (27,8) e Pará (27,4). Em posição mais favorável estão Acre (20,2) e Tocantins (19,8), com os menores índices nortistas no último ano analisado.
O próprio Atlas destaca que o Brasil chegou a 2024 no menor patamar recente de homicídios, mas ressalta que a redução não ocorreu de forma homogênea. O estudo aponta que parte importante dos estados do Norte e Nordeste ainda concentra níveis elevados de violência, mantendo diferenças territoriais profundas no mapa da segurança pública brasileira.
Nesse cenário, o Pará aparece como principal destaque regional pela intensidade da queda registrada na última década, embora a permanência de índices acima da média nacional mostre que o enfrentamento da violência letal segue como desafio estrutural para o estado e para a Região Norte.
Investimentos e redução na Grande Belém reforçam tendência apontada pelo Atlas
Enquanto o Atlas da Violência 2026 coloca o Pará como o estado com a maior queda proporcional da taxa de homicídios da Região Norte entre 2014 e 2024, dados do Governo do Estado mostram que a redução da violência também aparece nos indicadores mais recentes da Região Metropolitana de Belém (RMB). Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), a Grande Belém registrou 295 casos de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) em 2025, resultado que representa queda superior a 80% em relação a 2018, quando foram contabilizadas 1.497 ocorrências.
De acordo com a Segup, o comportamento da série histórica reforça uma trajetória contínua de redução dos crimes violentos na RMB. Em 2019, foram 724 registros de CVLI. O número caiu para 479 em 2020, seguido por 450 em 2021, 430 em 2022, 382 em 2023, leve oscilação para 396 em 2024 e nova retração para 295 em 2025.
O governo estadual atribui esse resultado ao volume de investimentos realizados na área da segurança pública. Nos últimos oito anos, foram aplicados mais de R$ 169 milhões na Região Metropolitana de Belém, destinados à modernização das forças, ampliação de estruturas e aquisição de tecnologia.
Somente em Belém, os investimentos somaram R$ 133,5 milhões. Entre as entregas estão a nova Seccional da Sacramenta, a Delegacia da Ilha de Cotijuba, além de lancha blindada do Grupamento Fluvial, rádios digitais, computadores, drones, scanners 3D, equipamentos biométricos e ampliação do videomonitoramento.
Outro eixo destacado pela Segup envolve o reaparelhamento operacional. Segundo o balanço estadual, foram entregues mais de 11,1 mil armas de fogo, 3,1 mil tasers, 6,7 mil algemas, 7,3 mil coletes balísticos e 119 novas viaturas, além de aeronave do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp) e lanchas do programa Pró-Mulher.
A política de monitoramento também avançou. O Pará tornou-se o sexto estado brasileiro a implantar totens de segurança pública, com 48 equipamentos instalados na Região Metropolitana de Belém, integrados ao Centro Integrado de Operações (Ciop) e equipados com câmeras de cobertura de 360 graus e botão de emergência.
Embora o Atlas da Violência não estabeleça relação direta entre políticas específicas e a redução dos homicídios, os dados nacionais confirmam uma tendência consistente de queda da violência letal no Pará, movimento que aparece tanto na série histórica estadual quanto nos indicadores apresentados pela segurança pública para a Grande Belém.
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PC deflagra operação e cumpre dois mandados de prisão por dívida de pensão alimentícia no Marajó
A Polícia Civil, com o apoio da Polícia Militar, deflagrou nesta terça-feira (26), em Oeiras do Pará, no Arquipélago do Marajó, a “Operação Pai Ausente”, que resultou no cumprimento de dois mandados de prisão civil por inadimplência de pensão alimentícia.
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A ação segundo a Polícia Civil teve como objetivo localizar e prender devedores de pensão alimentícia que estavam com mandados judiciais em aberto, além de realizar diligências investigativas e verificar a validade de títulos prisionais pendentes.
O delegado Ceio Versiani explicou que durante a operação, uma das prisões ocorreu na área urbana do município, em uma região de pontes. A outra foi realizada na zona rural e ribeirinha de Oeiras do Pará, após trabalho de monitoramento e levantamento de informações feito pelas equipes policiais, que identificaram o paradeiro do investigado.
Além das prisões, os policiais também realizaram levantamentos cartorários e procedimentos administrativos para atualização e saneamento do banco de dados local, incluindo a verificação de outros mandados pendentes. Também foram expedidos termos de intimação e advertências legais a investigados com débitos alimentícios em atraso.
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