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Etanol mantém tendência de alta e encerra semana valorizado nas usinas, aponta Cepea/Esalq

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Os preços dos etanóis hidratado e anidro encerraram a semana entre 10 e 14 de novembro em alta, segundo dados do Indicador Cepea/Esalq, da USP. O destaque ficou para o etanol hidratado, utilizado diretamente em veículos flex ou movidos a álcool, que registrou a quinta semana consecutiva de valorização.

O litro do hidratado foi negociado a R$ 2,8236, avanço de 0,85% em relação aos R$ 2,7997 registrados na semana anterior. Especialistas apontam que a demanda firme e o menor volume de oferta por parte das usinas vêm sustentando a trajetória positiva do biocombustível.

Etanol anidro mantém estabilidade, mas registra leve ganho

O etanol anidro, usado na mistura com a gasolina, apresentou movimento praticamente estável, com uma pequena alta de 0,01% no comparativo semanal. O litro foi comercializado a R$ 3,2097, acréscimo de três centavos de real frente ao valor médio de R$ 3,2064 da semana anterior.

Mesmo com variação discreta, o indicador segue em campo positivo, refletindo o equilíbrio entre a oferta controlada das usinas e a demanda regular do setor de combustíveis.

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Indicador Diário Paulínia confirma avanço no mercado físico

O Indicador Diário Paulínia, referência nacional para o etanol hidratado, também encerrou a sexta-feira (14) em alta. A cotação atingiu R$ 2.938,50 por metro cúbico, ante R$ 2.914,00 do dia anterior — um ganho de 0,84% em apenas 24 horas.

No acumulado de novembro, o indicador apresenta valorização de 1,52%, evidenciando a tendência de recuperação dos preços do biocombustível nas principais regiões produtoras.

Perspectivas para o setor: demanda aquecida e suporte nos preços

Com o avanço do consumo interno e a proximidade do fim da safra 2024/25, o mercado de etanol tende a manter preços sustentados no curto prazo. Além disso, o aumento da competitividade frente à gasolina e a maior busca por combustíveis renováveis devem continuar impulsionando o setor nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de café na Ásia enfrenta escassez de oferta e preocupa traders com riscos climáticos do El Niño

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O mercado de café no Sudeste Asiático segue operando com oferta restrita e baixa liquidez nas últimas semanas, em um cenário marcado pela retenção de vendas no Vietnã, atrasos na colheita da Indonésia e crescente preocupação com os impactos climáticos associados ao possível retorno do fenôeno El Niño. A avaliação é da Hedgepoint Global Markets, que monitora o comportamento do mercado global da commodity.

Segundo a análise, o Vietnã — maior produtor mundial de café robusta — registrou forte desempenho nas exportações até abril da safra 2025/26, embarcando 18,6 milhões de sacas, volume 23,9% superior ao observado no mesmo período do ciclo anterior.

Vietnã reduz disponibilidade de café após vendas aceleradas

De acordo com a Hedgepoint Global Markets, os produtores vietnamitas aproveitaram os preços elevados, a maior oferta da safra e a menor presença do Brasil nas exportações nos últimos meses para intensificar as vendas no início da temporada.

Com grande parte da produção já comercializada e o país entrando no período de entressafra, os produtores passaram a reduzir o ritmo de novos negócios, diminuindo a disponibilidade de café no mercado internacional.

Esse movimento levou compradores a buscar alternativas na Indonésia. No entanto, o país também enfrenta dificuldades de oferta.

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Chuvas atrasam colheita de café na Indonésia

As chuvas intensas registradas nas últimas semanas provocaram atrasos no início da colheita da safra 2026/27 da Indonésia, reduzindo a disponibilidade imediata do produto e limitando os volumes exportados.

“A safra 26/27 da Indonésia tinha previsão de começar em abril, com volumes maiores chegando ao mercado a partir de maio. No entanto, chuvas intensas ao longo do mês passado atrasaram o início da colheita, limitando a disponibilidade de café”, afirma Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.

Oferta restrita sustenta preços do café robusta

O cenário de menor disponibilidade na Ásia também tem sustentado os preços internacionais do café robusta, principalmente porque a entrada da safra brasileira 2026/27 ainda ocorre de forma lenta, apesar da expectativa de produção recorde.

Outro fator que contribui para o suporte das cotações é o fortalecimento do real frente ao dólar, condição que reduz o interesse de produtores brasileiros em acelerar vendas no curto prazo.

El Niño amplia preocupações para próximas safras

Além das restrições imediatas de oferta, o clima segue no radar do mercado cafeeiro global. No Vietnã, abril registrou chuvas abaixo da média após um março mais úmido, aumentando as preocupações sobre a floração e o desenvolvimento das lavouras.

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As atenções do mercado se concentram na possibilidade de formação de um novo episódio de El Niño ao longo do segundo trimestre, fenômeno que pode afetar a disponibilidade hídrica nas regiões produtoras.

“Até o momento, nenhum impacto negativo foi relatado, e chuvas adicionais são esperadas nos próximos dias, o que deve proporcionar algum alívio aos agricultores”, destaca Laleska Moda.

Segundo a analista, os maiores riscos climáticos ainda estão concentrados nas próximas temporadas.

“Os principais riscos são vistos atualmente para a safra 27/28, já que o El Niño poderia restringir a disponibilidade de água para irrigação e atrasar a floração do café”, afirma.

Mercado segue atento à oferta global de café

Com estoques reduzidos no Vietnã, atraso da colheita na Indonésia e incertezas climáticas para os próximos ciclos, o mercado internacional de café segue monitorando de perto a evolução da oferta asiática.

A combinação entre menor disponibilidade imediata e riscos climáticos futuros mantém o setor em alerta e reforça a volatilidade nas cotações globais do café robusta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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