AGRONEGÓCIO
Vale dos Vinhedos projeta inverno histórico e reforça liderança no enoturismo brasileiro em 2026
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O Vale dos Vinhedos se prepara para uma das temporadas de inverno mais movimentadas de sua história. Impulsionado pela recuperação do turismo gaúcho e pelo fortalecimento do enoturismo nacional, o principal destino do vinho brasileiro projeta receber mais de 120 mil visitantes entre junho e agosto de 2026.
A expectativa acompanha o avanço do fluxo turístico no Rio Grande do Sul. Segundo projeções apresentadas pelo Governo do Estado durante o lançamento oficial da Temporada de Inverno 2026, os aeroportos gaúchos devem registrar mais de 1,26 milhão de desembarques no período, crescimento estimado de 18,7% em relação ao ano anterior.
Ocupação hoteleira deve superar 80% no inverno
O cenário otimista já é percebido no setor de hospedagem. Dados do Sindicato Empresarial de Gastronomia e Hotelaria (SEGH) mostram que os meios de hospedagem instalados no Vale dos Vinhedos registram média próxima de 61% de reservas para os finais de semana da estação.
A expectativa do setor é ultrapassar 80% de ocupação ao longo do inverno de 2026, consolidando a Serra Gaúcha como um dos destinos mais procurados do país durante os meses frios.
Segundo o presidente da Aprovale, André Larentis, o Vale dos Vinhedos consolidou-se como um destino turístico completo, capaz de atender diferentes perfis de visitantes ao longo de todo o ano.
Experiências ampliam permanência dos turistas na região
Reconhecido nacionalmente pelo enoturismo, o Vale dos Vinhedos vive o inverno como uma de suas principais vitrines turísticas. O frio típico da Serra Gaúcha, os vinhedos em período de dormência e a gastronomia regional fortalecem experiências mais intimistas e contemplativas.
Nos últimos anos, o território ampliou significativamente sua oferta turística, reunindo atrações que vão além das tradicionais visitas às vinícolas.
Entre as experiências disponíveis estão:
- degustações técnicas e harmonizações;
- wine bars e experiências gastronômicas;
- piqueniques em vinhedos;
- jantares autorais;
- hospedagens de charme;
- trilhas e passeios culturais;
- atividades de bem-estar e contemplação.
O objetivo é ampliar o tempo de permanência do visitante e fortalecer a conexão com o território.
Nova ciclovia fortalece turismo contemplativo
Entre os investimentos recentes, destaque para a recém-inaugurada Ciclovia Vale dos Vinhedos, considerada uma das principais obras estruturantes do turismo local.
O projeto, defendido há mais de duas décadas pela comunidade e pela Aprovale, amplia a mobilidade dos visitantes e reforça a proposta de um turismo mais seguro, sustentável e integrado à paisagem.
A iniciativa também fortalece o turismo de experiência, tendência crescente no setor enoturístico mundial.
Vale dos Vinhedos consolida protagonismo no turismo do vinho
Primeira Denominação de Origem de vinhos e espumantes do Brasil, o Vale dos Vinhedos reúne empreendimentos dos municípios de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul.
A região tornou-se uma das áreas enoturísticas mais reconhecidas da América Latina, unindo tradição vitivinícola, gastronomia, hospitalidade e experiências ligadas à cultura do vinho.
Para o setor, o fortalecimento da malha aérea, a retomada da imagem do Rio Grande do Sul como destino turístico e o crescimento do interesse internacional pelo enoturismo brasileiro devem impulsionar ainda mais o fluxo de visitantes na Serra Gaúcha em 2026.
Enoturismo brasileiro vive fase de expansão
O avanço do Vale dos Vinhedos acompanha uma tendência mais ampla de crescimento do turismo ligado ao vinho no Brasil. O segmento vem registrando aumento da demanda por experiências personalizadas, roteiros gastronômicos e viagens focadas em cultura, natureza e bem-estar.
Nesse cenário, o Vale dos Vinhedos chega ao inverno de 2026 reforçando sua posição como um dos destinos turísticos mais desejados do país e referência nacional em enoturismo de alto valor agregado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Impressão 3D e óleos essenciais podem revolucionar controle sustentável de pragas na agricultura
A busca por soluções mais sustentáveis para o controle de pragas agrícolas ganhou um novo avanço com um estudo que combina impressão 3D, nanotecnologia e óleos essenciais biodegradáveis. A pesquisa apresenta uma alternativa inovadora ao uso excessivo de pesticidas e biopesticidas convencionais, abrindo caminho para sistemas mais eficientes e ambientalmente responsáveis no campo.
O trabalho desenvolveu dispositivos biodegradáveis impressos em 3D capazes de promover a liberação controlada de compostos naturais utilizados no combate a insetos-praga. A proposta surge em meio à crescente pressão mundial por práticas agrícolas menos agressivas ao meio ambiente e mais alinhadas aos princípios da sustentabilidade.
Agricultura busca alternativas aos pesticidas tradicionais
Durante décadas, o modelo agrícola baseado em pesticidas sintéticos garantiu altos níveis de produtividade, mas também gerou impactos ambientais significativos.
Entre os principais problemas associados ao uso intensivo desses produtos estão a contaminação do solo e da água, os danos à biodiversidade e os riscos potenciais à saúde humana.
Nesse cenário, os biopesticidas formulados com compostos naturais, especialmente óleos essenciais, passaram a ganhar espaço como alternativas ecológicas para o manejo de pragas agrícolas.
Apesar do potencial, esses compostos apresentam limitações importantes, como alta volatilidade, rápida degradação no ambiente e necessidade de reaplicações frequentes, fatores que reduzem sua eficiência operacional no campo.
Nanotecnologia e impressão 3D ampliam eficiência dos bioativos
Para superar esses desafios, os pesquisadores desenvolveram hidrogéis impressos em 3D utilizando Alginato de Sódio, Pectina e Pluronic F127.
Os materiais receberam incorporação de Geraniol e Eugenol — compostos naturais conhecidos pelo potencial bioativo — encapsulados em nanopartículas de Zeína.
A tecnologia permitiu aumentar a estabilidade dos compostos e controlar sua liberação gradual no ambiente agrícola.
Os testes demonstraram eficiência de encapsulamento superior a 99%, além de estabilidade das nanopartículas por mais de 60 dias, fator considerado estratégico para aplicações práticas no campo.
Os dispositivos também apresentaram estrutura homogênea, resistência mecânica e capacidade de liberação prolongada dos ativos, características fundamentais para sistemas agrícolas sustentáveis.
Controle da mosca-branca apresenta resultados promissores
Um dos resultados mais relevantes da pesquisa foi observado nos testes com a mosca-branca Bemisia tabaci, considerada uma das principais pragas agrícolas em diversas culturas.
Os dispositivos produzidos com pectina registraram taxas de atração superiores a 50%, indicando potencial não apenas para liberação lenta de compostos bioativos, mas também para utilização como atrativos em armadilhas inteligentes.
Segundo os pesquisadores, a tecnologia pode fortalecer estratégias de Manejo Integrado de Pragas (MIP), reduzindo a necessidade de pulverizações frequentes e permitindo intervenções mais seletivas e menos agressivas ao meio ambiente.
Tecnologia pode transformar agricultura sustentável
Ao integrar compostos naturais, nanoencapsulamento e manufatura aditiva em estruturas biodegradáveis, o estudo aponta para uma nova geração de tecnologias agrícolas sustentáveis.
A proposta busca substituir métodos convencionais de combate indiscriminado a insetos por soluções mais precisas, eficientes e ambientalmente equilibradas.
Os próximos passos da pesquisa incluem testes em condições reais de cultivo, aperfeiçoamento dos formatos dos dispositivos e avaliação de novos compostos bioativos capazes de ampliar a aplicação da tecnologia.
Para os pesquisadores, o avanço representa um passo importante rumo a uma agricultura mais inteligente, sustentável e alinhada às demandas ambientais e produtivas do século XXI.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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