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Governo do Brasil anuncia subvenção da gasolina
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O Governo do Brasil anunciou, nesta quarta-feira (13/5), que irá subvencionar a gasolina produzida no Brasil ou importada de outros países. A ação será autorizada por meio de Medida Provisória e, nos próximos dias, portaria do Ministério da Fazenda estabelecerá os valores subvencionados. O subsídio será pago diretamente aos produtores e importadores de gasolina, por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A MP, que também vale para o óleo diesel, estabelece que a subvenção não pode ultrapassar o teto dos tributos federais incidentes sobre os combustíveis. Atualmente, o litro da gasolina é tributado em R$ 0,89 por litro, o que inclui PIS, Cofins e CIDE. O óleo diesel, por sua vez, teve a sua tributação de R$ 0,35 de PIS e Cofins por litro suspensa no mês de março.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, reforçou a importância do alinhamento entre o setor público e os agentes da cadeia de combustíveis para garantir que os benefícios das medidas adotadas pelo Governo do Brasil cheguem rapidamente à população, especialmente em um cenário internacional de instabilidade.
“No momento de guerra deve haver esse espírito cívico e o espírito da compreensão, de que há um esforço por parte do poder público. Por isso quero fazer um apelo às distribuidoras e aos postos de gasolina, para que eles acelerem o processo de repasse dessas medidas tomadas pelo Governo do Brasil. É preciso proteger a população brasileira e trazer resultados efetivos para que a gente continue crescendo, para que a gente continue fazendo inclusão social, para que a gente continue gerando emprego e renda”, ressaltou.
A nova subvenção terá início pela gasolina, que ainda não teve nenhum tipo de subsídio ou corte de tributos desde a eclosão da guerra. Mas poderá ser estendida ao diesel quando a subvenção estabelecida pela Medida Provisória 1.340, com prazo de duração prevista para os meses de abril e maio, deixe de ser aplicada.
As medidas utilizarão recursos do Orçamento Geral da União. A despesa mensal estimada é de R$ 272 milhões para cada R$ 0,10 de subvenção no litro de gasolina e de R$ 492 milhões para cada R$ 0,10 de subvenção no litro do diesel. Como a receita da União por meio de dividendos, royalties e participação tem crescido com o aumento da cotação do petróleo no mercado internacional, a medida será neutra do ponto de vista fiscal.
De acordo com o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, o trabalho feito pelo Governo do Brasil para enfrentar os impactos econômicos recentes já começa a refletir na dinâmica dos preços no país. “Após a adoção das medidas emergenciais pelas quais o país passou, mas também pela função estrutural do Brasil como exportador líquido de petróleo, a gente já começa a observar uma desaceleração dos preços”, destacou.
Os preços dos combustíveis vêm sendo pressionados pela alta no preço do petróleo: até o início da guerra em 28 de fevereiro, o barril do tipo Brent tinha uma cotação inferior a US$ 70, e hoje está a pouco mais de US$ 100. A elevação está sendo sentida em países de todo o mundo e, em alguns, diferente do cenário brasileiro, o risco de desabastecimento está levando a racionamentos de energia e outras medidas.
Ações do Governo do Brasil
A nova subvenção é mais uma das muitas medidas do Governo do Brasil para conter a alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio.
Até o momento, já foram anunciadas subvenções de R$ 1,52 por litro de diesel importado e de R$ 1,12 para o nacional. No caso do diesel importado, 26 estados aderiram ao regime extraordinário criado pelo Governo do Brasil e irão contribuir com R$ 0,60 do custo por litro.
O Governo do Brasil também destinou R$ 330 milhões à subvenção do Gás Liquefeito de Petróleo – o que equivale a R$ 11 em cada botijão de gás de cozinha. Além disso, os impostos federais (Pis e Cofins) do diesel e do biodiesel foram zerados com o objetivo de conter os preços.
Além das medidas econômicas, o governo criou regras mais duras para evitar abusos. A ANP passou a ter a competência – até então inexistente – de fiscalizar e punir a prática de preços abusivos em postos, distribuidoras e demais agentes econômicos. E a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) passou a ter mais poder para exigir que as empresas respeitem o piso mínimo do frete dos caminhoneiros, para que eles não sejam afetados pelo aumento nos combustíveis.
Por fim, o Governo do Brasil criou uma força-tarefa que uniu Procons de todo o Brasil, a Secretaria Nacional do Consumidor, a ANP e as polícias Federal e Rodoviária Federal que, desde o início da guerra, já fiscalizaram mais de 11 mil postos de combustíveis, além de distribuidoras e refinarias, com o objetivo de coibir a prática de preços abusivos.
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Com apoio do MME, PotencializEE inicia agenda nacional de incentivo à eficiência energética
O Programa de Investimentos Transformadores de Eficiência Energética na Indústria (PotencializEE) iniciou, nesta terça-feira (12), em Belo Horizonte (MG), a rodada de apresentações estaduais para ampliar sua atuação em todo o país. A iniciativa tem como objetivo promover a eficiência energética entre micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) industriais.
A expansão nacional do programa se iniciou com a assinatura de convênio, realizada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em fevereiro deste ano, entre a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar), por meio do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). A iniciativa contará com R$ 75 milhões em investimentos, bem como contrapartidas dos demais parceiros.
Durante os encontros estaduais, empresários poderão conhecer as ações previstas no PotencializEE, os benefícios oferecidos e as formas de participação. O programa disponibilizará consultoria especializada para redução do consumo de energia e para acesso a linhas de crédito destinadas à substituição de equipamentos antigos por modelos mais eficientes.
As próximas etapas do roadshow acontecerão no Rio Grande do Sul, em 15/5; em Santa Catarina, em 26/5; e no Paraná, em 29/5. A programação dos próximos meses será divulgada pela Agência de Notícias da Indústria.
O programa
O PotencializEE foi criado a partir de um projeto financiado pela Mitigation Action Facility e é implementado pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), sob coordenação do MME.
O programa surgiu diante do diagnóstico de que a baixa adoção de medidas de eficiência energética reduz a competitividade da indústria brasileira. Atualmente, os custos com energia representam mais de um terço das despesas de produção do setor industrial.
Na primeira fase, o projeto testou um modelo de apoio técnico e financeiro voltado às MPMEs industriais no estado de São Paulo. A execução contou com parceria do SENAI-SP, responsável pela assistência técnica às empresas participantes, e da DesenvolveSP, agência de fomento do Estado de São Paulo, por meio da qual foi desenvolvido um fundo garantidor para projetos de eficiência energética industrial. Têm apoiado o Programa, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
A iniciativa busca aumentar a competitividade das indústrias, reduzir custos operacionais e estimular a descarbonização do setor, em alinhamento às metas climáticas do país.
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