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CBA consolida nova fase e amplia parcerias na bioeconomia amazônica

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Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) desde 2023, quando passou a operar sob um modelo de gestão como Organização Social, o Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) vem ampliando sua atuação no desenvolvimento da bioeconomia e de negócios sustentáveis baseados na biodiversidade amazônica.

Entre 2024 e 2025, o Centro captou R$ 17,6 milhões para projetos de pesquisa e inovação, principalmente por meio de editais da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM).

Em 2025, o CBA atendeu 24 empresas com serviços tecnológicos e apoio a projetos de inovação e aprovou cinco novos projetos de pesquisa e desenvolvimento. Entre as parcerias estratégicas estão iniciativas com o Instituto Eldorado, o Instituto de Desenvolvimento Tecnológico (INDT) e o Instituto CESAR.

Outro avanço foi a criação do Espaço CBA de Inovação (ECBAI), em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). O espaço abriga atualmente 21 startups que atuam em áreas como fármacos, cosméticos, alimentos e economia criativa, além de escritórios do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

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O Centro também ampliou sua presença no ecossistema regional de inovação. Somente em 2025, promoveu 71 eventos voltados à promoção de bionegócios e recebeu mais de 4.200 visitantes, entre empresários, pesquisadores, estudantes e investidores interessados no potencial da bioeconomia amazônica.

Outro destaque é a reestruturação do Banco de Microrganismos do CBA, que reúne mais de três mil espécies com potencial para o desenvolvimento de novas tecnologias. Com apoio da FINEP, o espaço passa por modernização para preservar esse patrimônio biológico e ampliar seu uso em pesquisas.

A partir desse acervo, são desenvolvidos estudos em biotecnologia voltados à bioeconomia, como bioinsumos agrícolas, biorremediadores para tratamento de resíduos, leveduras para produção de biocombustíveis e corantes naturais para a indústria têxtil.

Entre 2024 e 2025, o CBA também firmou 122 instrumentos de cooperação, incluindo acordos técnicos, contratos de serviços e parcerias institucionais. O processo de reestruturação envolve ainda a modernização de 21 laboratórios e uma equipe de cerca de 60 profissionais dedicados à pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico.

“Nossa missão é ajudar empresas a transformar o potencial da biodiversidade amazônica em inovação com valor agregado local, por meio de novos produtos e modelos de negócio baseados na bioeconomia”, afirma o diretor-geral do CBA, Marcio Miranda.

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O CBA

Desde a adoção do novo modelo de gestão, em 2023, o CBA passou a atuar como articulador do ecossistema de inovação em bioeconomia, conectando universidades, institutos de pesquisa, empresas, produtores e comunidades tradicionais para transformar conhecimento científico em produtos e soluções para o mercado.

O modelo de governança foi estruturado pelo MDIC e conta com a gestão da Fundação Universitas de Estudos Amazônicos, além da parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o IPT. A estrutura trouxe mais segurança jurídica para investidores, parceiros e para o próprio governo federal.

O avanço do Centro acompanha o crescimento da bioeconomia no país e reforça seu papel no desenvolvimento da bioindústria amazônica, em linha com a Nova Indústria Brasil (NIB), política industrial coordenada pelo MDIC.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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MDIC lança iniciativa para acelerar tecnologias voltadas à resiliência climática

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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou, em Porto Alegre (RS), uma iniciativa para conectar empresas, instituições científicas e tecnológicas, universidades, startups e governos com o objetivo de acelerar o desenvolvimento e a adoção de soluções inovadoras voltadas ao enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas.

O projeto foi apresentado na última terça-feira (18/06) e é financiado pelo programa Euroclima e implementado pelo MDIC, com apoio da Fundação para a Internacionalização das Administrações Públicas (FIAP). A iniciativa prevê a realização de rodadas de negócios, conexões entre ofertantes e demandantes de tecnologias e a articulação de parcerias entre atores nacionais e europeus, com foco em soluções aplicadas à infraestrutura resiliente rural e urbana.

Durante a abertura do evento, o secretário de Competitividade e Política Regulatória do MDIC, Pedro Ivo Sebba Ramalho, destacou a importância da inovação e da cooperação para ampliar a capacidade de resposta do país aos desafios climáticos.

“A resiliência climática é também uma agenda de competitividade. Precisamos fortalecer os mecanismos que conectam conhecimento, tecnologia e investimento para transformar desafios em oportunidades de desenvolvimento sustentável e inovação para o país”, explicou.

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Embora tenha alcance nacional, a iniciativa foi concebida a partir das lições aprendidas com as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, reforçando a necessidade de ampliar capacidades institucionais e tecnológicas voltadas à prevenção, mitigação e resposta a eventos climáticos extremos.

Na ocasião, também foi apresentado o edital “Conexões em Infraestrutura Rural e Urbana”, lançado pelo MDIC para identificar ofertantes e demandantes de soluções tecnológicas voltadas à resiliência climática. A chamada contempla áreas como monitoramento hidrometeorológico, sistemas de alerta precoce, drenagem urbana inteligente, soluções baseadas na natureza, energia resiliente, mobilidade para evacuação e gestão inteligente de resíduos. As inscrições estão abertas até 3 de julho.

Cooperação para a inovação climática

O projeto reúne parceiros nacionais e internacionais, entre eles a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), a Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (SICT) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A iniciativa faz parte do programa Euroclima, voltado ao fortalecimento da cooperação entre a União Europeia e países da América Latina e do Caribe na agenda climática.

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Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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