Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Educação

Brasil e Espanha debatem ensino de espanhol no Brasil

Publicados

Educação

Na segunda-feira, 3 de novembro, o Ministério da Educação (MEC), por meio das Assessorias Internacional e Parlamentar, recebeu a comitiva da Comissão de Educação, Formação Profissional e Esporte do Congresso dos Deputados, das Cortes Gerais do Reino da Espanha. O objetivo da visita foi apresentar propostas da Espanha para a inserção do ensino de língua espanhola na educação brasileira.  

A comitiva foi recebida pelo assessor especial para Assuntos Internacionais do Ministério da Educação, Felipe Heimburger, que apresentou os cumprimentos do ministro Camilo Santana. A delegação demonstrou interesse em discutir iniciativas para fortalecer o ensino de espanhol no Brasil. 

Em maio deste ano, o Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão colegiado de participação social do MEC, aprovou a Resolução CNE/CEB nº 5/2025, que institui diretrizes para a oferta preferencial de língua espanhola, em conformidade com a Lei nº 14.945/2024, que define as diretrizes para o ensino médio brasileiro. 

Espanhol no Brasil – O MEC tem desenvolvido iniciativas para ampliar o acesso ao ensino da língua espanhola no Brasil. Por meio da plataforma Aprenda Mais, estão disponíveis novas turmas para cursos gratuitos de língua espanhola. O MEC também tem trabalhado em conjunto com a contraparte espanhola para fomentar o ensino de espanhol no Brasil, especialmente por meio de cooperação para formação de professores. 

Leia Também:  Abertas inscrições para o primeiro Sisu+

Educação Superior – Na educação superior, a cooperação entre Brasil e Espanha também é bastante intensa. O país hispânico é um dos principais destinos de estudantes brasileiros que recebem bolsas da Capes para estudar no exterior, em cursos de mestrado, doutorado e outros. Em 2023, o Ministério da Educação do Brasil e o Ministério de Universidades da Espanha assinaram um Memorando de Entendimento que prevê a colaboração entre os sistemas universitários dos dois países, contribuindo para a internacionalização de suas instituições de educação superior. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Assessoria de Assuntos Internacionais (AI) 

Fonte: Ministério da Educação

Propaganda

Educação

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

Publicados

em

A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

Leia Também:  Webinário orienta sobre gestão escolar e educação Infantil

Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

Leia Também:  PND: divulgado resultado da isenção da taxa de inscrição

Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

Continue lendo

CIDADES

PARÁ

POLÍTICA

VARIEDADES

MAIS LIDAS DA SEMANA