Educação
MEC autoriza obras da moradia estudantil do Campus Minas Novas
Educação
O ministro da Educação, Camilo Santana, visitou, nesta sexta-feira, 13 de março, o Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG), Campus Montes Claros, para autorizar o início das obras da moradia estudantil do Campus Minas Novas. A moradia será construída em quatro módulos (dois femininos e dois masculinos) e poderá abrigar até 92 estudantes.
A obra já possui licitação e contrato firmados, com investimento total de R$ 2,6 milhões. Desses, R$ 1 milhão já foi liberado pelo Ministério da Educação (MEC) para o início da construção. O restante da estrutura do campus — que inclui blocos de salas de aula, laboratórios, restaurante estudantil e áreas de convivência — está em obras desde o ano passado, com previsão de conclusão ainda em 2026.
Durante a agenda, o ministro ressaltou que a ampliação e a melhoria da infraestrutura integram as prioridades da atual gestão. “Isso faz parte da política lançada pelo Governo do Brasil para consolidar os campi já existentes que não têm moradia nem restaurante. O campus de Minas Novas já vai nascer com moradia estudantil. Também estamos implantando 12 restaurantes estudantis e autorizando três ginásios poliesportivos para os campi do IFNMG”, afirmou.
O Campus Minas Novas visa atender prioritariamente às comunidades quilombolas e aos demais povos tradicionais da região, articulando o contexto local com os conhecimentos tradicionais e seus arranjos produtivos, sociais e culturais. A oferta de cursos da nova unidade será organizada nos eixos tecnológicos produção cultural e design; recursos naturais; produção alimentícia; ambiente e saúde. Desde o ano passado, o campus já oferta qualificações profissionais em instalação provisória cedida pela prefeitura do município.
A unidade faz parte do plano de expansão do Governo do Brasil para a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, com a construção de mais de 100 novos campi de institutos federais em todo o Brasil. As novas unidades estão sendo construídas com investimento de R$ 2,5 bilhões, com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).
Visita – A visita institucional da comitiva do MEC no IFNMG incluiu também participação em uma mostra de projetos institucionais, com iniciativas de professores e alunos que representam as atividades das áreas de tecnologia e ciências agrárias de diferentes campi do instituto.
Além disso, a caravana entregou as chaves da nova sede própria da Reitoria do IFNMG, em Montes Claros (MG). O imóvel foi adquirido com recursos do Novo PAC, pelo valor de R$ 5,9 milhões. O prédio, que pertencia à Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), está localizado em área estratégica no centro da cidade.
Atualmente, a Reitoria funciona em um prédio alugado, com custo mensal de R$ 70 mil. Com a aquisição do novo espaço, a instituição deverá economizar cerca de R$ 840 mil por ano. A previsão é que as adequações estruturais necessárias sejam licitadas ainda neste ano, permitindo a mudança dos mais de 150 servidores da Reitoria no primeiro semestre de 2027.
Reconhecimento – Durante a agenda, a instituição concedeu ao ministro Camilo Santana uma homenagem em reconhecimento aos investimentos do Governo do Brasil no IFNMG desde 2023. Entre as ações destacadas estão a implantação de 11 novos restaurantes estudantis, a criação e a construção do campus com foco nos quilombolas, a compra da sede própria da Reitoria, a contratação de novos servidores, a retomada de obras paralisadas e a construção de novos prédios pedagógicos, além do anúncio de investimentos em ginásios poliesportivos.
As iniciativas têm contribuído para ampliar o acesso, a permanência e a qualidade da educação pública na região, impactando diretamente a formação de estudantes e a transformação social de milhares de famílias no Norte de Minas.
IFNMG – O Instituto Federal do Norte de Minas Gerais conta com 12 campi e um polo de inovação, além de ofertar 267 cursos, com 23.354 matrículas. Atualmente, possui 613 servidores técnico-administrativos em educação e 691 professores.
Além da construção de novos campi, o Novo PAC prevê recursos para a melhoria da infraestrutura dos institutos federais já existentes em todo o país, com investimento de R$ 1,4 bilhão. Para o IFNMG, são R$ 36,2 milhões de investimento na ação de consolidação. Entre 2023 e 2025, foram repassados R$ 26,7 milhões. Ainda estão previstos outros R$ 9,6 milhões.
Resumo | Mais educação para Minas Gerais
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) e do IFNMG
Fonte: Ministério da Educação
Educação
Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência
A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026.
A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782.
No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas.
A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios.
Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso.
Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade.
Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”.
Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações.
A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais.
A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade.
“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”.
Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência.
A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção.
No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades.
A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão.
Multimídia
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação
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