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FÉ E AVENTURA

Comitiva com 34 veículos sai de Portel rumo a Belém para acompanhar o Círio de Nazaré

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Foto: Reprodução

Uma comitiva formada por moradores de Portel, no Marajó, seguiu nesta quinta-feira (8) rumo a Belém para acompanhar de perto a programação do Círio. Neste ano, cerca de 34 veículos participam da viagem, que reúne fé, amizade e o desejo de viver uma experiência diferente pela estrada.

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A viagem tem pouco mais de 400 quilômetros e inclui trechos de estrada pavimentada (PA – 368), chão batido e travessia de balsa. Entre os participantes, há pessoas que fazem o percurso pela primeira vez e outras que já conhecem o trajeto.

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Para Alessandro Gomes, que participa pela primeira vez, a expectativa é grande. “É a primeira vez que eu vou enfrentar essa viagem até Belém, em direção ao Círio. A expectativa está maravilhosa. É muito bom poder acompanhar essa equipe pela estrada”, contou.

Segundo Daniel Guimarães, organizador da comitiva, a viagem começou há cerca de cinco anos com um pequeno grupo de amigos e foi crescendo ao longo do tempo. Hoje, reúne dezenas de pessoas com diferentes histórias e motivos para participar.

“Eu sei que hoje está em 34 veículos, cara. É muita gente. E o que é importante aqui, e até diferente, é que hoje no grupo existe uma miscigenação de pessoas católicas e evangélicas. Então, hoje muitos vão pela fé, muitos pela aventura”, explicou.

Para quem participa pela primeira vez, a viagem também representa um momento de agradecimento e fortalecimento da fé. Um dos integrantes, o professo Adailton Santa, conta que vem se preparando há algum tempo para enfrentar o percurso.

“É um sonho de realização também, da compra do carro, agradecer também, fortalecer a fé. Então, a gente está ansioso pela viagem, pelo momento, completar o trajeto”, afirmou.

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Quem já conhece o caminho lembra que a viagem nem sempre foi fácil. Um dos romeiros mais experientes conta que, em anos anteriores, havia trechos em condições difíceis, com veículos precisando enfrentar áreas de lama e desníveis na estrada.

“Tinha um lado que o carro andava de banda. Um pneu ia no camalhão, outro ia na vala. E hoje a gente percebe que o movimento está maior, o fluxo. Os carros estão aumentando”, relembrou Alaim Marzo.

Apesar dos desafios, a expectativa para a viagem continua sendo marcada pela emoção e pela fé. Segundo o romeiro, a ansiedade aumenta à medida que a partida se aproxima.

“Faz dias que eu não durmo direito. Eu acordo de madrugada pra ver se já chegou o dia. Então, graças a Deus, já é amanhã. Chegou o momento de a gente sair, pedir as bênçãos de Nossa Senhora”, disse.

A expectativa é que os romeiros cheguem a Belém nesta quinta-feira. Depois de percorrer mais de 400 quilômetros, o grupo deve acompanhar de perto a programação do Círio na capital paraense.

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Projeto de remo olímpico leva esporte de alto rendimento a estudantes ribeirinhos de Portel, no Marajó

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Foto: Ray Nonato

A comunidade de Santo Ezequiel Moreno, localizada às margens do rio Acoti-Pereira, em Portel, no arquipélago do Marajó, recebeu uma atividade de remo olímpico durante as Olimpíadas Escolares. A iniciativa proporcionou aos estudantes o primeiro contato com a modalidade e com uma embarcação utilizada em competições de alto rendimento.

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O projeto surgiu em 2025, após jovens de Portel participarem de uma formação no Clube do Remo, em Belém. A apresentação na comunidade integrou a programação das Olimpíadas Escolares, que, segundo a organização, reuniu mais de cinco mil participantes.

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Esporte e identidade ribeirinha

O professor Leonardo destacou que levar o remo olímpico para uma comunidade distante dos grandes centros representa um desafio, mas também uma oportunidade de ampliar o acesso dos jovens à modalidade.

Para o líder comunitário Teofro Lacerda, a atividade tem um significado que vai além da prática esportiva. Segundo ele, a relação com os rios faz parte da história e da formação dos moradores de Santo Ezequiel Moreno.

Lacerda classificou a chegada do projeto como um marco para a comunidade e para os estudantes, que tiveram a oportunidade de conhecer de perto o remo olímpico e uma embarcação utilizada no esporte de alto rendimento.

Akuanduba: novas possibilidades sobre as águas

Adquirida recentemente pelo São Vicente Futebol Clube, de Portel, a embarcação recebeu o nome de Akuanduba, uma referência apresentada pelo projeto à Amazônia milenar e à força da natureza.

A presença do barco na comunidade aproximou o cotidiano ribeirinho de novas possibilidades de formação esportiva, conectando a familiaridade dos estudantes com os rios ao conhecimento de uma modalidade olímpica.

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Valorização das comunidades

O secretário de Esporte e Turismo de Portel, Idinor Ferreira, destacou a importância de compartilhar a experiência com estudantes e moradores da comunidade.

Segundo ele, apresentar um esporte centenário em Santo Ezequiel Moreno representa uma oportunidade de valorizar a identidade amazônica e ampliar os caminhos de acesso dos jovens ao esporte de alto rendimento.

A atividade reforçou a relação entre esporte, educação e cultura ribeirinha, colocando os estudantes em contato com novas possibilidades nos mesmos rios que fazem parte da história e do cotidiano da comunidade.

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