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ELEIÇÕES 2026

Faltam dois meses para o eleitorado escolher seis candidatos

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Faltando dois meses para o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, os brasileiros devem estar cada vez mais atentos aos procedimentos para a votação e também para os seis candidatos que terão seus números digitados nas urnas eletrônicas para os cinco cargos em questão: presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual.  Este ano, 158.745.463 brasileiros, sendo 6.265.355 paraenses, deverão definir os rumos da administração pública nacional e estadual pelos próximos quatro anos, e, pelos próximos oito, no caso do Senado Federal.

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Poder Executivo

Para os cargos do Poder Executivo (Presidente da República e Governador), os mandatos são cumpridos durante quatro anos e as eleições funcionam sob o sistema majoritário, no qual vence o candidato que obtiver a maioria absoluta dos votos válidos, ou seja, 50% dos votos mais um. Caso nenhum concorrente alcance essa marca no primeiro turno, os dois mais votados voltarão a se enfrentar no segundo turno, previsto para o dia 25 de outubro de 2026. Vale ressaltar ainda que, de acordo com a legislação eleitoral, votos brancos e nulos não são contabilizados na apuração.

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Poder Legislativo 

O Poder Legislativo desempenha uma dupla missão essencial no sistema democrático: elaborar e votar as leis que regem o país e fiscalizar continuamente as ações do Poder Executivo, incluindo o uso dos recursos públicos. Essa atuação divide-se entre os âmbitos federal e estadual, cada um com papéis e dinâmicas eleitorais próprias. Em nível federal, o Congresso Nacional é composto por duas casas: a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, que atuam em conjunto e também separadamente.

No Senado, os eleitos representam os Estados e o Distrito Federal e têm a tarefa de criar e analisar leis federais e também aprovar indicações para cargos estratégicos, como ministros do Supremo Tribunal Federal, embaixadores e diretores do Banco Central, e julgar autoridades em processos de impeachment.

Com mandato de oito anos, o Senado adota o sistema eleitoral majoritário simples. Nas eleições de 2026, cada estado e o Distrito Federal vão eleger dois representantes, sendo os mais votados no pleito. Isso porque do total de 81 cadeiras de senador, 54 estarão em disputa, o que significa renovação de dois terços da Casa. As 27 cadeiras restantes (um terço) continuarão ocupadas pelos eleitos em 2022, pois o mandato de senador é de oito anos.

Também na esfera federal, a Câmara reúne os Deputados Federais, que têm a missão de representar diretamente o povo brasileiro. Eles debatem e votam leis de impacto nacional, elaboram o Orçamento da União, entre outras deliberações.

Com mandato de quatro anos, os deputados federais são eleitos pelo sistema proporcional, no qual as 513 cadeiras são distribuídas entre partidos e federações conforme a votação total e preenchidas pelos candidatos mais votados dentro das legendas, em cada estado e no Distrito Federal. Além disso, o número de deputados é proporcional à população dos estados, com limite mínimo de 8 e máximo de 70 deputados para cada um.

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No âmbito regional, a função legislativa cabe aos Deputados Estaduais ou Distritais, estes especificamente no Distrito Federal. Eles atuam nas Assembleias Legislativas, cumprem mandatos de quatro anos e são responsáveis por elaborar leis estaduais, aprovar o orçamento do estado e fiscalizar diretamente a gestão e as contas do governo estadual e órgãos públicos. Atualmente, a Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) conta com 41 parlamentares.

Ordem de votação na Urna Eletrônica

No dia 4 de outubro, quando será realizado o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, os eleitores terão que digitar os números dos seis candidatos da sua preferência para os cargos de presidente da República, governador, senador e deputados federais e estaduais, na seguinte ordem:

1. Deputado Federal: 4 dígitos
2. Deputado Estadual: 5 dígitos
3. Senador (Primeira vaga): 3 dígitos
4. Senador (Segunda vaga): 3 dígitos
5. Governador: 2 dígitos
6. Presidente: 2 dígitos

Para não esquecer, a Justiça Eleitoral orienta os eleitores a anotarem os números de todos os seus candidatos em um papel, na ordem da votação. A famosa “colinha” também ajuda a agilizar a permanência e a diminuir as filas nas seções eleitorais. Além disso, é importante lembrar que só pode levar as anotações no papel. Celulares e qualquer outro tipo de aparelhos eletrônicos não são permitidos nas cabines de votação.

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Conta de luz no Pará pode subir 7,60% a partir de sexta, 7, afirma Dieese-PA

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A conta de luz dos paraenses pode ficar mais cara a partir da próxima sexta-feira, 7 de agosto de 2026. A Diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) se reúne nesta terça-feira (4) para deliberar sobre o Reajuste Tarifário Anual da Equatorial Pará.

A proposta em análise prevê um aumento médio de 7,60% nas tarifas, impactando diretamente cerca de 3,12 milhões de unidades consumidoras nos 144 municípios do estado.

Se aprovado, o reajuste deve pressionar ainda mais o custo de vida no Pará no segundo semestre, em um ano marcado pela retomada da força da inflação em diversos setores da economia nacional, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA).

Como ficam as tarifas propostas:

  • Consumidores de Baixa Tensão (residências e comércio): alta de 7,40%
  • Consumidores de Alta Tensão (indústrias e grandes empresas): alta de 8,42%
  • Reajuste médio proposto: 7,60%
  • Início da vigência: 7 de agosto de 2026

Alívio temporário evitou alta de 13%

De acordo com os documentos técnicos que subsidiam a decisão da agência reguladora, o impacto no bolso do consumidor paraense poderia ter sido quase o dobro.

Caso fossem considerados apenas os componentes econômicos tradicionais do cálculo tarifário, o reajuste médio seria de 13,41% (com alta de 13,92% para a baixa tensão e de 11,30% para a alta tensão).

O impacto foi mitigado pela inclusão antecipada de R$ 500 milhões oriundos do Uso do Bem Público (UBP), recurso que foi revertido para amortecer a alta e reduzir o índice final para a média de 7,60%.

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O que puxa o aumento da energia?

Segundo dados da ANEEL, cerca de 61% da composição da tarifa de energia no Pará corresponde aos custos da chamada Parcela A. Essa fatia engloba despesas que fogem ao controle direto da distribuidora, como:

  • Compra de energia;
  • Encargos setoriais;
  • Custos de transmissão;
  • Componentes financeiros de ciclos tarifários anteriores

Já os custos operacionais próprios da distribuidora (chamados de Parcela B) representam 39% da tarifa e, neste ciclo, ajudaram a amortecer parcialmente o índice final de reajuste.

Impactos

As análises do Dieese-PA apontam que a tarifa de energia elétrica é um dos itens mais sensíveis para o orçamento das famílias, pois gera um “efeito cascata” na economia regional.

Para Everson Costa, supervisor técnico do Dieese, “a energia elétrica tem um comportamento diferente da maioria dos produtos”.

“O primeiro impacto é direto, quando o consumidor recebe a conta de luz mais cara em casa e isso é captado imediatamente pelos índices de inflação, como o IPCA e o INPC. O segundo impacto é indireto: como comércio, supermercados, padarias e indústrias usam muita energia, eles acabam repassando essa alta para o preço final dos produtos e serviços”, explica.

O aumento ocorre em um momento delicado para os trabalhadores locais. Embora a inflação tenha dado sinais de desaceleração em alguns meses de 2026, o custo de vida, especialmente o preço dos alimentos, continua comprometendo uma fatia significativa da renda de quem ganha até um salário mínimo.

Paradoxo energético

O reajuste também reacende o debate sobre uma contradição histórica apontada pelo DIEESE/PA, que é Pará ser um dos maiores produtores de energia elétrica do país, abrigando grandes usinas hidrelétricas que abastecem o Sistema Interligado Nacional (SIN). Apesar da riqueza de recursos, a população local continua pagando tarifas elevadas.

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Um levantamento histórico realizado pelo órgão revela que, entre 2016 e 2025, a tarifa residencial acumulou uma alta de 81,62%, enquanto a inflação oficial medida pelo INPC no mesmo período ficou em torno de 56%.

Na prática, mesmo os trabalhadores que tiveram salários reajustados integralmente pela inflação perderam poder de compra para arcar com a conta de luz ao longo da última década, segundo o Dieese.

O que diz a concessionária

A Equatorial Pará, concessionária de energia no estado, disse que “o processo de definição das tarifas de energia elétrica é conduzido exclusivamente pela ANEEL, responsável por analisar os componentes tarifários e homologar os índices aplicáveis a cada distribuidora”.

A nota afirmou ainda que “a empresa aguarda a conclusão e a publicação oficial da decisão da ANEEL para aplicar as tarifas que vierem a ser homologadas pelo órgão regulador”.

“É importante destacar que o processo previsto para agosto refere-se ao reajuste tarifário anual, mecanismo regulatório previsto no contrato de concessão e na regulamentação do setor elétrico” e “não se trata de uma revisão tarifária, que possui objetivos e metodologia distintos”, disse a Equatorial.

Após a divulgação oficial da ANEEL, a Equatorial Pará prestará todos os esclarecimentos necessários sobre os novos índices e sua aplicação aos consumidores.

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