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Projeto “Guardiões do Marajó” promove educação ambiental durante aniversário de Cachoeira do Arari, no Marajó
O município de Cachoeira do Arari, localizado no arquipélago do Marajó, celebrou no dia 10 de maio, 193 anos. Como parte da programação de aniversário da cidade, o projeto de extensão “‘Guardiões do Marajó”’ promoveu ações de educação ambiental e valorização da biodiversidade amazônica junto à população cachoeirense. O evento ocorreu no dia 9 de maio, no Ginásio Municipal Poliesportivo Manelão.
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Com exemplares da fauna, plantas e fungos que fazem parte do acervo didático do Museu Goeldi (MPEG), a atividade teve como objetivo principal ampliar os conhecimentos de crianças, jovens e adultos sobre a riqueza ambiental do Marajó, alertar sobre a importância da conservação desse rico ecossistema e aproximar a ciência do público por meio da troca de saberes e experiências. Nesta ação, também foram utilizados exemplares do acervo didático do Museu de Zoologia da Ufra.
A exposição contou com estandes de artrópodes, répteis, anfíbios, aves, mamíferos, plantas e fungos. Vários exemplares de espécies amazônicas foram selecionados de acordo com os objetivos estabelecidos pelos organizadores de cada estande, principalmente as espécies mais comuns na região e que estão relacionadas com aspectos locais, como saúde, economia e o imaginário popular.
O evento foi promovido pela Prefeitura de Cachoeira do Arari, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Nazaré Amador, titular da pasta, expressou o seu contentamento com a iniciativa de popularização da ciência e destacou o compromisso e dedicação dos integrantes do “Guardiões do Marajó” em compartilhar saberes tão relevantes com a população. A atividade de educação ambiental e divulgação científica na programação do aniversário da emancipação de Cachoeira do Arari é inédita.
“Me chamou a atenção a forma didática como eles [Guardiões do Marajó] enredam as pessoas, a forma como expõem para crianças de quatro anos e para adultos de 65, 70, porque tivemos esse público presente. São formas diferenciadas de fazer a abordagem e de passar o conhecimento”, ressalta a secretária.
Vanize Maria Muribeca, secretária de Educação e Desporto do município também fez questão de destacar o trabalho dos “Guardiões” em tornar a linguagem científica mais compreensível para o público, algo que é considerado um desafio constante para o grupo de pesquisadores.
“Eu acho muito importante o museu trazer para o município essas informações, porque é importante para as crianças. Vi muitas crianças aqui. A Evelyn foi maravilhosa na explicação dela. Trazer o conhecimento, sair dessa zona de conforto, e saber que nós temos uma fauna, uma flora, que nós precisamos preservar, pois se nós não preservarmos, isso tudo vai acabar”, comenta Vanize Muribeca.
Para Melquisedeque Campos, doutorando em Zoologia (PPGZOOL – UFPA/MPEG) e integrante dos Guardiões do Marajó, o trabalho de divulgação científica é fundamental para aproximar as pessoas e ampliar o próprio conhecimento sobre a biodiversidade da região, contribuindo para a sua preservação.
“A divulgação científica tem sido uma experiência muito enriquecedora, tanto no aspecto profissional quanto pessoal de cada colaborador. Ao longo das atividades que desenvolvemos, principalmente por meio do projeto ‘Guardiões do Marajó’ e das ações ligadas ao Museu Paraense Emílio Goeldi, percebemos o quanto a ciência pode aproximar pessoas, despertar curiosidade e transformar a forma como as comunidades enxergam a biodiversidade da própria região”, explica
Melquisedeque também ressalta a oportunidade que os pesquisadores têm em dialogar diretamente com os diferentes públicos, especialmente crianças e jovens. “É muito gratificante perceber o interesse surgindo durante exposições, oficinas e conversas, principalmente quando as pessoas reconhecem que os animais, plantas, fungos, ambientes e conhecimentos apresentados fazem parte da realidade delas. Além disso, a divulgação científica também fortalece a nossa própria formação, porque nos desafia a traduzir conteúdos acadêmicos complexos em uma linguagem mais acessível, sensível e conectada ao cotidiano”.
Mas para que essas iniciativas sejam viáveis, o apoio institucional e das parcerias locais, como as secretarias de meio ambiente e prefeituras dos municípios são fundamentais. Após a exposição em Cachoeira do Arari, o objetivo a longo prazo do grupo de pesquisadores é chegar aos demais municípios do arquipélago marajoara, principalmente aqueles mais afastados e que apresentam maiores dificuldades de acesso à ciência e que, em muitos casos, há pouca infraestrutura, carência de materiais didáticos e poucas oportunidades de contato com instituições de pesquisa.
Nesta edição, o grupo “Guardiões do Marajó” foi formado por Alessandra Cavalcante Guimarães (PPGBE/MPEG), Emanuelle Ferreira Morais Barbosa (PPGZOOL UFPA/MPEG), Évelyn de Oliveira Corrêa ( PPGBE/MPEG), Luiza Fagundes Rodrigues de Souza (GEAA – PPGBE /MPEG), Marcos da Conceição Oliveira (PPGBOT Ufra/MPEG), Melquisedeque Valente Campos (PPGZOOL UFPA/MPEG) e Rafael de Jesus Rodrigues Farias (PPGBOT Ufra/MPEG)
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