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HRPM realiza cirurgia inédita no Marajó e garante atendimento em tempo recorde a recém-nascido

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Foto: Divulgação

O Hospital Regional Público do Marajó (HRPM), em Breves, alcançou um marco histórico na saúde da região ao realizar, pelo SUS, a primeira cirurgia de correção de mielomeningocele no arquipélago. O procedimento foi feito em um recém-nascido com menos de 24 horas de vida, dentro do tempo ideal para garantir mais chances de recuperação e qualidade de vida.

A intervenção, considerada de alta complexidade, representa um avanço importante para a descentralização da saúde, evitando que o bebê precisasse ser transferido para Belém e reduzindo riscos durante o deslocamento.

“O procedimento realizado no Marajó representa na prática, o compromisso com a regionalização e a qualificação da assistência em saúde. Estamos levando serviços de alta complexidade para mais perto da população, garantindo atendimento no tempo certo e reduzindo riscos para os pacientes. É a prova de que investir na estrutura, nas equipes e na organização da rede salva vidas e transforma realidades”, destacou o secretário de Estado de Saúde Pública, Ualame Machado.

Trata-se do bebê de Valda Rodrigues Gomes, de 26 anos, que avaliou o serviço do hospital e afirmou que está satisfeita. “Eu estou achando bom, agradeço a Deus. Estão cuidando bem do meu filho, e eu me sinto segura com o atendimento que estão dando pra ele aqui no hospital”.

A dona de casa também comentou sobre a estadia como acompanhante, ressaltando o acolhimento recebido. “Tá muito boa, estou sendo bem tratada. A equipe repassou as informações sobre o caso do meu filho direitinho. Não tem outro hospital assim igual, nenhum nos acolheu como aqui, e acho que nunca tinham feito um procedimento como o que fizeram no meu filho”.

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Ao final, ela deixou uma mensagem de agradecimento à equipe. “Graças a Deus, meu filho não precisou ser transferido para Belém. Agradeço primeiro a Deus e depois a todos os
profissionais que fizeram o procedimento e que estão cuidando dele, de coração”, finalizou.

O médico neurocirurgião Murillo Braga explicou o quadro clínico e destacou a complexidade do procedimento realizado no Regional do Marajó, ressaltando a atuação integrada das
equipes assistenciais. “A mielomeningocele é uma malformação congênita em que a coluna do bebê não se fecha completamente durante a gestação. Isso deixa a medula espinhal exposta e sob risco de infecção e de lesão neurológica permanente. A correção cirúrgica precisa ser feita o mais cedo possível após o nascimento, idealmente nas primeiras horas de vida”, explicou o profissional.

Ele acrescenta que, no HRPM, o recém-nascido foi atendido com menos de 24 horas de vida. “Trata-se de um procedimento de alta complexidade técnica, que só pôde ser realizado com segurança e sucesso graças à atuação integrada e altamente qualificada da equipe de neurocirurgia com as equipes de anestesiologia, enfermagem e UTI neonatal,
fundamentais no cuidado de um paciente tão vulnerável”.

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Prevenção – Murillo Braga, ainda, alerta que grande parte desse tipo de malformação pode ser prevenida com planejamento familiar e suplementação de ácido fólico antes da gestação
e durante as primeiras semanas de gravidez. “É uma medida simples que reduz significativamente o risco de defeitos no fechamento do tubo neural”.

Para o diretor técnico do HRPM, o médico Marcello Ferreira, a cirurgia reflete o amadurecimento técnico e institucional do hospital. “Este é um momento que demonstra a real capacidade da nossa Rede de Atenção à Saúde. Resolver uma urgência neurocirúrgica dessa magnitude aqui em Breves, intervindo com menos de 24 horas para garantir a melhor
qualidade de vida possível para este bebê, prova que a gestão focada em resultados transforma vidas. É uma vitória técnica, uma vitória da logística médica na Amazônia e,
acima de tudo, um motivo para dizermos com muito orgulho: feliz em ser SUS”, destaca o diretor.

O HRPM integra a rede pública estadual de saúde. É administrado pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), em parceria com o Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH). A unidade oferece atendimento de média e alta complexidade e é referência para a população marajoara.

Serviço: O Hospital Regional Público do Marajó fica localizado na Avenida Rio Branco, no 1.266, Centro.

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Auditorias do Protocolo Verde dos Grãos no Pará, proposto pelo MPF, crescem mais de seis vezes desde 2017

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O Ministério Público Federal (MPF) e instituições parceiras anunciaram, nesta terça-feira (28), que o mais recente ciclo de auditorias do Protocolo Verde dos Grãos (PVG) no Pará alcançou o volume recorde de 9,7 milhões de toneladas de grãos rastreados, um crescimento superior a 600% em relação ao primeiro ciclo.

O salto quantitativo do terceiro e mais recente ciclo de auditorias consolidou-se com a análise das aquisições de grãos das safras 2022/2023 e 2023/2024, volume que representa 108% da soja produzida no estado, superando 100% devido à inclusão de auditorias de grãos de revenda.

Os números ganham ainda mais relevância quando comparados às edições anteriores da iniciativa. No primeiro ciclo de auditorias (safra 2017/2018), o volume auditado havia sido de 1,5 milhão de toneladas, número que subiu para 3,2 milhões no segundo ciclo (safras 2018/2019 e 2019/2020).

Essa expansão ininterrupta posiciona o Protocolo Verde dos Grãos como uma iniciativa de larga escala, comprovando a eficácia dos acordos setoriais propostos pelo MPF para o desenvolvimento da região, a exemplo do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) da Carne Legal, também conhecido como TAC da Pecuária, que inspirou a proposição do PVG.

Patamares elevados – Além da quebra de recorde no volume, os dados apontam que o compromisso com a regularidade se estabilizou em patamares elevados: 95,3% das operações auditadas respeitaram todas as exigências do acordo (apenas 4,6% de inconformidade).

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O balanço atesta um amadurecimento estrutural na cadeia produtiva, que partiu de 80,3% de conformidade no primeiro ciclo e, a partir do segundo ciclo (96%), manteve um desempenho superior a nove em cada dez transações.

A consolidação desses índices confirma o papel indutor de boas práticas materializado pelo Protocolo, assegurando que o desenvolvimento das atividades agrícolas avance de forma compatível com a efetiva proteção do bioma Amazônia e com a preservação dos seus recursos naturais.

Adesão em crescimento – A credibilidade do sistema tem reflexo direto na adesão corporativa. Neste terceiro ciclo, 36 relatórios foram entregues, englobando 47% das 77 empresas signatárias que estavam ativas no período de medição (julho de 2024).

Trata-se do triplo do número de empresas auditadas na primeira edição (12) e quase o dobro da segunda rodada (19 relatórios). Ao todo, o pacto voluntário alcançou a marca de 95 empresas signatárias ativas.

O engajamento crescente demonstra que ter as operações atestadas pelos critérios do PVG deixou de ser apenas um instrumento de controle para se transformar em um ativo de competitividade para as empresas do setor.

Metodologia e transparência – A metodologia e a transparência desse monitoramento trazem segurança essencial para o mercado consumidor. No atual ciclo, a auditoria avaliou uma amostra equivalente a 35% do volume comercializado, ou seja, 3,4 milhões de toneladas. Desse montante, 3,2 milhões tiveram aprovação de regularidade ambiental e social.

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Sobre o PVG – O PVG é um acordo voluntário que visa a certificar a regularidade ambiental e social nas diversas etapas da cadeia produtiva dos grãos cultivados ou comercializados no Pará.

Proposto pelo MPF e pelo governo estadual, foi assinado em agosto de 2014 em conjunto com diversas secretarias do governo do estado, prefeituras, associações comerciais, sindicatos, setor privado e produtores rurais, entrando em vigor em novembro do mesmo ano.

Por meio do Protocolo, as empresas signatárias se comprometem a adquirir grãos oriundos de imóveis rurais inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR), que emitam a nota fiscal de compra. Além disso, é exigido que os imóveis não estejam na lista de áreas embargadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas/PA), que não estejam inseridos na lista de trabalho escravo do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e que não possuam sobreposição com Terras Indígenas (TI) e Unidades de Conservação (UC).

O objetivo do Protocolo Verde dos Grãos do Pará é promover o desenvolvimento das atividades agrícolas ligadas à cadeia produtiva em consonância com a preservação dos recursos naturais do bioma Amazônia.

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