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RECONHECIMENTO

Acordos de Pesca do Pará recebem Prêmio de Serviço Público da ONU

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A política de Acordos de Pesca do Governo do Pará, desenvolvida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), foi reconhecida nesta quinta-feira (25) com o Prêmio de Serviço Público das Nações Unidas (UN Public Service Awards) durante o Fórum de Serviço Público da Organização das Nações Unidas (ONU), realizado em Tbilisi, capital da Geórgia.

Representando o Governo do Pará, o secretário adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da Semas, Rodolpho Zahluth Bastos, recebeu a premiação acompanhado dos servidores da secretaria Selma Santos e Rômulo Malta.

O reconhecimento foi concedido à política de Acordos de Pesca na categoria “Participação e engajamento público para a tomada de decisão inclusiva”, destinada a iniciativas que fortalecem a participação da sociedade na construção de políticas públicas.

Fórum de Serviço Público da ONU

Realizado a cada dois anos, o Fórum de Serviço Público da ONU reúne servidores públicos, especialistas, gestores e representantes de governos dos cinco continentes para debater os desafios da administração pública e compartilhar experiências capazes de tornar os governos mais inovadores, eficientes, transparentes e próximos da sociedade.

Nesta edição, o encontro teve como tema “Transformando as instituições públicas: promovendo inovação, responsabilidade, participação e inclusão”.

Destaque internacional e impacto social

O reconhecimento internacional coloca o Pará em posição de destaque entre as experiências de gestão pública voltadas à participação social e à governança ambiental.

A política paraense foi escolhida entre mais de 700 candidaturas de 62 países, confirmando que soluções públicas construídas com a participação de pescadoras e pescadores artesanais, comunidades tradicionais, instituições públicas e parceiros locais podem alcançar reconhecimento internacional.

Para o secretário de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade, Raul Protázio Romão, o prêmio consolida o protagonismo do Pará na construção de políticas públicas capazes de conciliar proteção ambiental, inclusão social e desenvolvimento sustentável.

“Esse reconhecimento da ONU demonstra que o Pará está na vanguarda de uma agenda que alia conservação da biodiversidade, participação social e inovação na gestão pública. Os Acordos de Pesca mostram que ouvir as comunidades, fortalecer a governança local e construir soluções compartilhadas é o caminho para gerar resultados duradouros para a Amazônia e para as futuras gerações.”

O secretário adjunto da Semas, Rodolpho Zahluth Bastos, destacou que o reconhecimento internacional também valoriza o trabalho desenvolvido pelos servidores públicos e pelas comunidades que ajudaram a construir a política.

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“Receber este prêmio em nome do Governo do Pará é a confirmação de que as melhores políticas públicas nascem da participação das pessoas. Os Acordos de Pesca demonstram que a conservação da biodiversidade, a segurança alimentar e o desenvolvimento podem caminhar juntos quando o Estado fortalece soluções territoriais construídas por comunidades pesqueiras locais. Este reconhecimento também pertence a toda a rede de parceiros e aos servidores públicos que, diariamente, transformam diálogo, conhecimento técnico e compromisso em políticas capazes de melhorar a vida das pessoas da Amazônia.”

Contribuição aos ODS e parcerias

A política paraense também foi reconhecida por sua contribuição relevante aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), 14 (Vida na Água) e 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes), evidenciando o papel da gestão pública na promoção do desenvolvimento sustentável. Apoiar as regras de manejo comunitário dos recursos pesqueiros também contribui para o alcance das metas dos ODS 2 (Fome Zero e Agricultura Sustentável) e 12 (Consumo e Produção Responsáveis).

Além dos resultados sociais e econômicos, Rodolpho Zahluth Bastos ressaltou que a conservação da biodiversidade depende diretamente do protagonismo das comunidades tradicionais.

“Pescadores e pescadoras artesanais são agentes fundamentais de conservação da biodiversidade amazônica porque sua sobrevivência, cultura e identidade estão diretamente associadas à manutenção da integridade dos rios, lagos, florestas inundáveis e demais ecossistemas aquáticos. Por meio dos Acordos de Pesca, essas populações estabelecem regras de uso e monitoramento dos recursos pesqueiros, definindo formas de manejo, períodos de defeso, apetrechos utilizados e proibições.”

No âmbito do ODS 17, as parcerias e meios de implementação envolvem uma ampla rede composta pela Semas, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), Movimento dos Pescadores e Pescadoras Artesanais do Oeste do Pará e Baixo Amazonas (Mopebam), Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), Sociedade para a Pesquisa e Proteção do Meio Ambiente (Sapopema), The Nature Conservancy, Hidrovias do Brasil, prefeituras municipais de Santarém, Faro, Abaetetuba, Óbidos, Igarapé-Miri e Bragança, além de colônias, conselhos, núcleos, sindicatos e associações de pesca, e do Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia.

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Servidores públicos e o desenvolvimento sustentável

A visão apresentada durante o Fórum reforça esse entendimento. Para a chefe do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (UN DESA), Elizabeth Niland, são os servidores públicos que transformam compromissos globais em resultados concretos para a população.

“Os servidores públicos são essenciais para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável porque transformam compromissos globais em serviços reais que melhoram a vida das pessoas. Eles também ajudam a reconstruir a confiança nas instituições ao garantir transparência, participação, inclusão e capacidade de resposta às necessidades da sociedade.”

Programa Regulariza Pará e a Amazônia

Os Acordos de Pesca integram o Programa Regulariza Pará, eixo de ordenamento territorial para a implementação da Política Estadual sobre Mudanças Climáticas, e constituem uma das principais agendas de governança participativa do Estado.

Construídos de forma coletiva entre comunidades tradicionais, pescadores, instituições públicas e organizações parceiras, os acordos estabelecem regras para o uso sustentável dos recursos pesqueiros, contribuindo para a recuperação dos estoques de pescado, a conservação da biodiversidade, o fortalecimento da segurança alimentar e a geração de renda para centenas de comunidades amazônicas.

Ao receber o prêmio em Tbilisi, o Governo do Pará levou ao principal fórum mundial de inovação no serviço público uma política construída nas comunidades amazônicas, reafirmando que participação social, conservação da biodiversidade e desenvolvimento sustentável podem caminhar juntos e inspirar soluções para diferentes regiões do mundo.

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Água potável chega a escola e comunidade no Marajó com tecnologia da Funasa

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Foto: Divulgação

O acesso à água de qualidade para consumo humano passa a ser realidade no município de Soure, no Arquipélago do Marajó, com a inauguração, nesta quinta-feira (25), de uma unidade da Solução Alternativa de Tratamento de Água com Zeólita (Salta-Z) na Escola Municipal de Educação Infantil Dom Alquílio Alvarez Diez. A iniciativa beneficiará diretamente cerca de 280 estudantes e também permitirá o fornecimento gratuito de água tratada para moradores da comunidade do entorno.

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A unidade instalada em Soure é a primeira de um projeto-piloto que prevê a implantação de até 15 sistemas Salta-Z em municípios do arquipélago do Marajó com baixos indicadores sociais e dificuldades históricas de acesso à água potável. A ação é resultado de uma parceria entre o Ministério da Saúde, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e organizações da sociedade civil que atuam na região.

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Antes da implantação do sistema, a escola era abastecida por água proveniente de um poço particular com elevados níveis de ferro e manganês. Com a nova estrutura, a instituição passa a contar com um poço próprio e um sistema de tratamento capaz de fornecer água mais segura para consumo, preparo de alimentos e demais atividades escolares. Com a Salta-Z, a escola poderá colocar em funcionamento estruturas que estavam sem uso, como a piscina destinada às atividades recreativas e pedagógicas dos estudantes.

Além de atender os estudantes, a unidade contará com quatro torneiras instaladas na área externa da escola, permitindo que moradores da comunidade tenham acesso gratuito à água tratada em horários determinados.

“A entrega desta unidade representa muito mais do que a instalação de um equipamento. Estamos levando uma solução concreta para melhorar a saúde, a qualidade de vida e a dignidade das pessoas. Garantir água segura é um passo fundamental para reduzir desigualdades e fortalecer o desenvolvimento das comunidades do Marajó”, afirma o presidente da Funasa, Lenildo Morais.

Mais qualidade de vida

Desenvolvida por técnicos da Funasa no Pará, a tecnologia Salta-Z foi criada para atender localidades que enfrentam desafios de abastecimento e qualidade da água. O sistema utiliza zeólita em seu processo de filtração, contribuindo para a redução da turbidez e a remoção de elementos como ferro e manganês, tornando a água mais adequada ao consumo humano.

Para o diretor de Administração da Funasa, Jacy Braga Rodrigues, a inauguração marca o início de uma iniciativa com potencial de transformar a realidade de diversas comunidades da região. “Esta é a primeira unidade de um projeto-piloto que poderá chegar a 15 localidades do Marajó. Estamos começando por uma escola que atende quase 300 alunos e que agora passa a contar com água tratada para consumo e alimentação, além de disponibilizar água gratuitamente para a comunidade”, destaca.

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A implantação das novas unidades priorizará localidades em situação de maior vulnerabilidade social. Entre os municípios previstos para receber a tecnologia está Melgaço, que registra um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do país.

Mais do que ampliar o acesso à água potável, a iniciativa busca fortalecer a saúde ambiental e reduzir riscos associados ao consumo de água de baixa qualidade, especialmente entre crianças e populações vulneráveis. A expectativa é que o projeto contribua para melhorar as condições sanitárias e promover mais qualidade de vida em comunidades que convivem diariamente com limitações de infraestrutura básica.

Como funciona a Salta-Z

A Solução Alternativa de Tratamento de Água com Zeólita (Salta-Z) é uma tecnologia social desenvolvida pela Funasa para atender comunidades sem acesso a sistemas convencionais de abastecimento. O sistema utiliza processos de filtração e desinfecção para melhorar a qualidade da água captada em poços ou outras fontes locais, contribuindo para a remoção de contaminantes e para a oferta de água mais segura à população.

Além da instalação dos equipamentos, a Funasa promove capacitação de operadores locais e apoio técnico contínuo, garantindo a sustentabilidade da operação e o fortalecimento da gestão comunitária dos sistemas.

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