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AGRICULTURA

Governo do Pará lança ‘Acelera Ater’ para injetar R$ 222 milhões na agricultura familiar

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Transformar vidas, garantir segurança alimentar e melhorar a produção com sustentabilidade são diretrizes do governo do Pará, por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-Pará). Entre as principais ações levadas aos 144 municípios está a emissão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), documento que comprova a atividade rural e garante acesso a linhas de crédito como o Pronaf, PAA e Pnae.

Um dos beneficiados recentes é o pecuarista Adílio Pinheiro, de Dom Eliseu, que recebeu seu primeiro financiamento de R$ 124 mil para investir em gado e capital de giro. “O apoio da Emater é bom demais. Eles emitem o CAF, o CAR, verificam o pasto e fazem o projeto do crédito. Esse suporte em todo o processo é muito importante”, afirmou.

O pecuarista Salatiel Fonseca também foi beneficiado pela segunda vez com um projeto de R$ 200 mil. “O primeiro projeto eu paguei antes de vencer e agora aprovei outro. Esse dinheiro dá uma alavancada boa no giro da gente”, ressaltou. Já em Terra Alta, o agricultor Juscelino Ramos Costa, assistido pela Emater há 20 anos, recebeu R$ 51 mil via Pronaf para investir em hortaliças e frutíferas. “Agradeço aos técnicos que me acompanharam e ajudaram em todo o processo, desde a emissão do CAF e do CAR”, disse.

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Acelera Ater – O novo plano de ação contemplará as 12 regiões de integração do Estado. “O acesso ao crédito rural, viabilizado pelo CAF, aumenta a produtividade, o PIB municipal e a renda no meio rural”, explicou a coordenadora técnica da Emater, Cristiane Corrêa. Segundo ela, os mutirões funcionam como mecanismo de ativação econômica, permitindo que recursos públicos cheguem de forma ágil às comunidades.

As metas para este ano incluem dez mil novos CAFs e três mil projetos do Pronaf, contemplando pelo menos 30% de mulheres, jovens, quilombolas e indígenas. O plano prevê ainda a indicação de seis mil beneficiários para o Microcrédito Orientado (PNMPO) e o incremento de R$ 222 milhões na agricultura familiar. Para garantir o alcance, serão realizados 75 mutirões simultâneos em todo o Estado, com palestras e atendimentos individualizados.

Para o presidente da Emater-Pará, Joniel Abreu, o Acelera Ater reforça o compromisso institucional. “Buscamos converter a formalização e o crédito em desenvolvimento rural com justiça social. É uma assistência técnica mais resolutiva, ágil e próxima do agricultor”, afirmou.

Investimentos e resultados – Somente em 2025, a Emater viabilizou quase R$ 7 milhões para o plantio de dendê no Rio Capim e R$ 450 mil para o açaí no Marajó. Em Alenquer, foram projetados R$ 12 milhõees em crédito para o primeiro semestre. O apoio também chegou a indígenas Tembé, com R$ 1,8 milhão para manejo de açaizais, e a comunidades quilombolas de São Miguel do Guamá, que se tornaram fornecedoras de merenda escolar.

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Em Altamira, o agricultor Laudio Leite aguarda a aprovação de um projeto via Pronaf B para modernizar a irrigação de seu cacau clonado. “Pretendo investir em tecnologia para ter mais qualidade de vida”, contou.

Assistência Técnica em números – Em 2025, a Emater-Pará já realizou 77.171 atendimentos, beneficiando 43.094 produtores. As regiões do Tocantins e Guamá lideram a execução física. Além disso, foram inscritos 2.287 novos CARs, alcançando 90% da meta prevista, e emitidos 27.327 CAFs.

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Governo endurece regras do chocolate e Pará surge como maior beneficiado

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Foto: Divulgação

O chocolate produzido no Pará pode ganhar ainda mais espaço e valor agregado no mercado brasileiro após a nova regulamentação federal que endurece as regras para a fabricação do produto no país. Publicada no Diário Oficial da União desta segunda, 11, a nova lei redefine os critérios mínimos de cacau exigidos na composição dos chocolates vendidos no Brasil. Ela estabelece parâmetros específicos para diferentes categorias — como chocolate ao leite, meio amargo e branco — e reforça a diferenciação entre produtos genuinamente feitos com cacau e aqueles classificados apenas como “sabor chocolate”.

A mudança ocorre em um momento em que o Pará consolida sua liderança absoluta na cadeia produtiva do cacau brasileiro. O que antes era tratado como uma promessa agrícola tornou-se uma realidade econômica e industrial. O estado já responde por mais de 51% de toda a produção nacional de amêndoas de cacau. Além disso, vem transformando essa força agrícola em uma sofisticada indústria de chocolates finos.

Em 2024, a safra paraense alcançou cerca de 150 mil toneladas de amêndoas, confirmando a ultrapassagem histórica sobre a Bahia no ranking nacional. O epicentro dessa produção está na região da Transamazônica, especialmente em municípios como Medicilândia — oficialmente reconhecida como a “Capital Nacional do Cacau” — além de Uruará e Altamira.

O diferencial paraense está justamente na produtividade superior à média brasileira. Ademais, se destaca pelo modelo de cultivo em sistemas agroflorestais, que alia geração de renda, recuperação ambiental e manutenção da floresta em pé.

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A força da produção impulsionou uma nova etapa econômica no estado: a verticalização da cadeia do chocolate. O Pará deixou de exportar apenas amêndoas para se tornar referência nacional em chocolates artesanais premium no modelo “tree-to-bar”. Neste modelo, todo o processo, da lavoura à barra final, é controlado localmente. Hoje, cerca de 50 fábricas artesanais operam no estado, produzindo chocolates de alta pureza e forte identidade amazônica.

O reconhecimento internacional também já chegou. Em 2026, amêndoas paraenses conquistaram medalhas de ouro no tradicional prêmio internacional Cacao of Excellence, realizado em Amsterdã. Isso colocou o terroir amazônico entre os mais valorizados do planeta.

Nesse cenário, especialistas avaliam que a nova legislação pode fortalecer ainda mais produtores de qualidade. Isso é especialmente verdadeiro para aqueles que trabalham com maior concentração de cacau e rastreabilidade da produção — perfil predominante entre as marcas artesanais paraenses.

Percentuais mínimos de cacau

Pelas novas regras, o governo federal passa a definir percentuais mínimos de cacau para diferentes tipos de chocolate. Até então, a legislação reconhecia oficialmente apenas duas categorias: “chocolate” e “chocolate branco”.

Na norma anterior, válida desde 2022, o chocolate precisava conter pelo menos 25% de sólidos totais de cacau. Enquanto isso, o chocolate branco exigia no mínimo 20% de manteiga de cacau.

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Agora, a regulamentação detalha melhor as categorias comerciais e endurece os critérios técnicos para evitar produtos com baixo teor de cacau sendo vendidos como chocolate tradicional. A medida acompanha uma tendência internacional de maior transparência para o consumidor. Ela também valoriza produtos com mais concentração de cacau.

Apesar disso, especialistas afirmam que o impacto para a indústria deve ser limitado. Segundo eles, muitas fabricantes já utilizam percentuais acima dos mínimos exigidos para atender consumidores mais exigentes e acompanhar a valorização dos chocolates premium no mercado.

Outro fator apontado é a expansão dos produtos classificados como “sabor chocolate”, categoria que utiliza menor quantidade de cacau e que tem crescido principalmente em segmentos mais populares.

Parte da indústria, no entanto, criticou a proposta. Em nota divulgada anteriormente, a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab) afirmou que os novos conceitos podem restringir pesquisas, inovação e o desenvolvimento de novas categorias de produtos já previstas em normas técnicas da Anvisa.

Para o Pará, porém, a nova legislação surge como mais um elemento capaz de valorizar o chamado “chocolate amazônico”. A identidade do produto está cada vez mais associada à sustentabilidade, origem controlada, alto teor de cacau e qualidade internacional. Em um mercado que passa a exigir regras mais rígidas e produtos mais puros, o estado chega à nova fase ocupando justamente o segmento mais valorizado da cadeia.

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