PARÁ
Governadora Hana Ghassan entrega Centro de Reabilitação da PM e anuncia creche para filhos de policiais
PARÁ
A governadora do Estado, Hana Ghassan, participou nesta terça-feira (12) da entrega da reconstrução do novo Centro de Reabilitação da Polícia Militar do Pará, em Belém. A obra recebeu investimento de R$ 655.813,98 do Governo do Estado. A unidade desempenha um papel fundamental na recuperação e manutenção da saúde de militares da corporação. No mesmo evento, também foi lançada a Creche da PMPA, projeto-piloto voltado ao suporte de filhos de policiais militares que será construído com investimento inicial de R$ 2 milhões.
O valor investido no Centro de Reabilitação da PM foi aplicado em infraestrutura, mobiliário e modernização dos serviços de equoterapia e fisioterapia, oferecidos a policiais militares e seus dependentes.
Durante a entrega, a governadora Hana Ghassan enfatizou a gama de serviços prestados pelo centro e sua importância no tratamento terapêutico dos que lá são atendidos.
“É fundamental a realização de obras em geral, mas é igualmente importante o cuidado com as pessoas. Neste momento, estamos concretizando essa preocupação, demonstrando atenção àqueles que zelam por nós, como os policiais militares. A Polícia Militar é essencial para a segurança de toda a sociedade. É relevante que o Governo do Estado reforce essa mensagem, tanto para a Polícia Militar quanto para os demais órgãos governamentais e forças de segurança, reiterando o compromisso de ampará-los, pois eles são os responsáveis por nossa proteção”, reiterou a governadora.
Novos espaços
Após onze meses de obra, o Centro de Reabilitação da Polícia Militar ganhou novo ambulatório de fisioterapia e audiologia e consultórios de avaliação clínica, além de picadeiro reformado, para os atendimentos de equoterapia.
O Comandante-Geral da PMPA, coronel Sérgio Neves, reforçou que o trabalho realizado no centro garante melhoria na qualidade de vida de policiais militares, de seus familiares e da sociedade civil.
“É com grande satisfação que celebramos um dia de alegria para a Polícia Militar. Hoje, recebemos importantes investimentos da nossa governadora. A equoterapia foi reinaugurada, totalmente reequipada, e proporcionará maior qualidade de vida aos seus usuários. É importante ressaltar que o atendimento não se restringe a indivíduos com problemas neurológicos, mas também abrange aqueles com dificuldades comportamentais”, ressaltou o comandante Sérgio Neves.
As obras no centro incluiram a troca de piso, pintura, forro e iluminação. O picadeiro também recebeu iluminação própria, permitindo atendimentos e eventos noturnos.
Atendimento
O Centro de Reabilitação foi criado ainda em 2014. A ele, foram incorporados os serviços de Fisioterapia, Fonoaudiologia e o Programa de Equoterapia, voltado ao atendimento especializado de policiais militares e seus dependentes. Posteriormente, em 2020, o serviço de Terapia Ocupacional também foi incluído ao Centro de Reabilitação, fortalecendo o trabalho multiprofissional oferecido pela PMPA.
A entrega da obra permite um melhor atendimento realizado pelo Programa de Equoterapia, que é referência em reabilitação, inclusão e promoção da qualidade de vida. Hoje, o programa conta com oito cavalos exclusivos e equipe multiprofissional, nas áreas de equitação, fisioterapia, fonoaudiologia, pedagogia, psicologia e terapia ocupacional.
A capacidade é de 60 praticantes, atendidos nos turnos da manhã e da tarde. Cada paciente cumpre 20 sessões semanais, conforme plano terapêutico individual e, ao ano, são 3.600 atendimentos, em média.
Para a diretora do Centro de Reabilitação, tenente-coronel Mardônia Alves, o espaço revitalizado garante melhorias no serviço prestado pela equipe multiprofissional e também leva a resultados exitosos.
“Essa melhoria estrutural e instrumental representa um marco importante de valorização e preocupação com a saúde do policial militar e de seus dependentes, pois é fundamental cuidarmos deles e de seus familiares. Assim, conseguimos oferecer um serviço de maior qualidade e promover uma recuperação mais rápida e eficaz. Além disso, permite a atuação de forma preventiva”, avalia.
Uma das frequentadora do centro, Melinda, de 7 anos, foi diagnosticada com paralisia infantil e, há um ano, vem colhendo melhorias na postura e na coordenação motora. Sua mãe, Lilian Batista, comenta os progressos da sua filha.
“Embora ela faça outras terapias, Melinda tinha dificuldades motoras e ficava frequentemente trêmula. A postura no cavalo tem sido fundamental para sua melhora. Agora ela consegue ficar sozinha no cavalo, e demonstra gostar muito disso. Observar a evolução diária de Melinda, especialmente para uma criança que recebeu um prognóstico negativo, é motivo de grande satisfação. Ela agora consegue sentar e andar, do seu jeito. Sou muito grata”, comemora a mãe.
Creche PMPA: apoio às famílias policiais
Durante a solenidade, a governadora Hana Ghassan e o Comandante-geral da PM, Cel Neves, anunciaram a Creche PMPA. O projeto-piloto atenderá inicialmente 50 crianças de 0 a 6 anos, filhos de policiais militares. O objetivo é dar suporte, principalmente às policiais femininas, oferecendo um ambiente seguro e estruturado, para que possam trabalhar com tranquilidade.
“Este é um dia de grande satisfação, em que podemos anunciar a expansão do programa, agora abrangendo o cuidado com os filhos dos policiais militares. Considero este programa de extrema importância, pois ele se dedica ao presente e ao futuro. É essencial que olhemos para o futuro de forma contínua, construindo um legado para as famílias. Acreditamos que a educação é o caminho para alcançarmos esse objetivo. Costumo dizer que o lugar da criança é na creche e na escola. Nada é mais gratificante do que concretizar essa visão, construindo e inaugurando novas creches para a comunidade”, pontuou a governadora Hana Ghassan.
A unidade terá profissionais qualificados e contará com gestão do Departamento Geral de Educação e Cultura da PMPA. Com investimento inicial de R$ 2 milhões, a creche funcionará no complexo operacional da corporação, na avenida Brigadeiro Protásio, em Belém. A iniciativa busca criar uma rede de apoio entre as famílias e reconhecer os desafios enfrentados pelos profissionais de segurança.
“A creche oferecerá apoio às famílias dos policiais militares, em especial às mães policiais, que poderão usufruir de um espaço com estrutura pedagógica para o cuidado de seus filhos. A proposta apresenta uma estrutura educacional que permitirá à criança concluir a creche, aos cinco anos, com habilidades de leitura. Essa iniciativa representa um benefício e um progresso para a Polícia Militar. Agradecemos à governadora pela sensibilidade e pelo investimento realizado em nossa corporação”, disse o Coronel Neves.
Fonte: Governo PA
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Governo endurece regras do chocolate e Pará surge como maior beneficiado
O chocolate produzido no Pará pode ganhar ainda mais espaço e valor agregado no mercado brasileiro após a nova regulamentação federal que endurece as regras para a fabricação do produto no país. Publicada no Diário Oficial da União desta segunda, 11, a nova lei redefine os critérios mínimos de cacau exigidos na composição dos chocolates vendidos no Brasil. Ela estabelece parâmetros específicos para diferentes categorias — como chocolate ao leite, meio amargo e branco — e reforça a diferenciação entre produtos genuinamente feitos com cacau e aqueles classificados apenas como “sabor chocolate”.
A mudança ocorre em um momento em que o Pará consolida sua liderança absoluta na cadeia produtiva do cacau brasileiro. O que antes era tratado como uma promessa agrícola tornou-se uma realidade econômica e industrial. O estado já responde por mais de 51% de toda a produção nacional de amêndoas de cacau. Além disso, vem transformando essa força agrícola em uma sofisticada indústria de chocolates finos.
Em 2024, a safra paraense alcançou cerca de 150 mil toneladas de amêndoas, confirmando a ultrapassagem histórica sobre a Bahia no ranking nacional. O epicentro dessa produção está na região da Transamazônica, especialmente em municípios como Medicilândia — oficialmente reconhecida como a “Capital Nacional do Cacau” — além de Uruará e Altamira.
O diferencial paraense está justamente na produtividade superior à média brasileira. Ademais, se destaca pelo modelo de cultivo em sistemas agroflorestais, que alia geração de renda, recuperação ambiental e manutenção da floresta em pé.
A força da produção impulsionou uma nova etapa econômica no estado: a verticalização da cadeia do chocolate. O Pará deixou de exportar apenas amêndoas para se tornar referência nacional em chocolates artesanais premium no modelo “tree-to-bar”. Neste modelo, todo o processo, da lavoura à barra final, é controlado localmente. Hoje, cerca de 50 fábricas artesanais operam no estado, produzindo chocolates de alta pureza e forte identidade amazônica.
O reconhecimento internacional também já chegou. Em 2026, amêndoas paraenses conquistaram medalhas de ouro no tradicional prêmio internacional Cacao of Excellence, realizado em Amsterdã. Isso colocou o terroir amazônico entre os mais valorizados do planeta.
Nesse cenário, especialistas avaliam que a nova legislação pode fortalecer ainda mais produtores de qualidade. Isso é especialmente verdadeiro para aqueles que trabalham com maior concentração de cacau e rastreabilidade da produção — perfil predominante entre as marcas artesanais paraenses.
Percentuais mínimos de cacau
Pelas novas regras, o governo federal passa a definir percentuais mínimos de cacau para diferentes tipos de chocolate. Até então, a legislação reconhecia oficialmente apenas duas categorias: “chocolate” e “chocolate branco”.
Na norma anterior, válida desde 2022, o chocolate precisava conter pelo menos 25% de sólidos totais de cacau. Enquanto isso, o chocolate branco exigia no mínimo 20% de manteiga de cacau.
Agora, a regulamentação detalha melhor as categorias comerciais e endurece os critérios técnicos para evitar produtos com baixo teor de cacau sendo vendidos como chocolate tradicional. A medida acompanha uma tendência internacional de maior transparência para o consumidor. Ela também valoriza produtos com mais concentração de cacau.
Apesar disso, especialistas afirmam que o impacto para a indústria deve ser limitado. Segundo eles, muitas fabricantes já utilizam percentuais acima dos mínimos exigidos para atender consumidores mais exigentes e acompanhar a valorização dos chocolates premium no mercado.
Outro fator apontado é a expansão dos produtos classificados como “sabor chocolate”, categoria que utiliza menor quantidade de cacau e que tem crescido principalmente em segmentos mais populares.
Parte da indústria, no entanto, criticou a proposta. Em nota divulgada anteriormente, a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab) afirmou que os novos conceitos podem restringir pesquisas, inovação e o desenvolvimento de novas categorias de produtos já previstas em normas técnicas da Anvisa.
Para o Pará, porém, a nova legislação surge como mais um elemento capaz de valorizar o chamado “chocolate amazônico”. A identidade do produto está cada vez mais associada à sustentabilidade, origem controlada, alto teor de cacau e qualidade internacional. Em um mercado que passa a exigir regras mais rígidas e produtos mais puros, o estado chega à nova fase ocupando justamente o segmento mais valorizado da cadeia.
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