Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

VÍDEO

Mulher entra no Hospital Regional do Marajó para operar clavícula e sai sem útero; médica admite erro

Publicados

MARAJÓ

Foto: Arquivo Pessoal

Um erro médico cometido dentro do Hospital Regional do Marajó custou a Rosangela Pureza um útero e o desgaste de uma recuperação que pode demorar até seis meses, sem contar o abalo psicológico e a impossibilidade de ter outros filhos. Ela deu entrada no hospital semana passada para realizar uma cirurgia na clavícula, mas um erro de identificação ocasionou uma troca de prontuário e, consequentemente, de cirurgia. O erro foi admitido pela médica e gravado pela família (assista abaixo).

– NOTÍCIAS EM TEMPO REAL: participe do grupo do Notícia Marajó no WhatsApp e acompanhe tudo em primeira mão. Inscreva-se aqui no Grupo 1aqui no Grupo 2aqui no Grupo 3, aqui no Grupo 4, aqui no Grupo 5aqui no Grupo 6aqui no Grupo 7  aqui no Grupo 8,  aqui no grupo 9, aqui no grupo 1,  aqui no grupo 11 ou aqui no grupo 12. Ainda temos o Grupo 1 de Discussão e o Grupo 2 de Discussão. Nas redes sociais, siga-nos no Instagram, no Facebook e no Youtube.

Rosângela é moradora de Breves e mãe de quatro filhos. Ela é quem cuida das crianças e é responsável por levá-lo à escola. Agora, ela precisa de uma recuperação que vai demorar de quatro a seis meses e não sabe o que fazer. O tempo, afirmou, vai atrapalhar a mudança para a casa própria, que está em construção sob a sua supervisão.

Leia Também:  PM prende mulher por tráfico de drogas e tentativa de suborno no Marajó

“Isso acabou com a minha vida. Fui fazer uma cirurgia na clavícula para me recuperar o mais rápido possível e voltar a trabalhar, mas foi totalmente diferente. A vida não vai ser como antes”, afirmou ao Notícia Marajó.

Além das dores físicas, Rosângela revelou sofrer psicologicamente com o erro. Ela sonhava em ter mais filhos, mas agora, sem o útero, acredita que não poderá mais engravidar. A mulher disse que a família já está em contato com um advogado para processar o hospital.

Erro admitido

A família descobriu o erro depois que a médica ginecologista que realizou a operação foi ao leito comunicar o erro aos familiares. Um deles gravou a conversa com a médica admitindo o erro.

“Ontem você viu como o bloco [cirúrgico] estava movimentado né? Eu estava operando no bloco, fazendo cirurgias ginecológicas. Eu tinha feito a cirurgia de uma senhora de 80 anos e estava aguardando a minha outra cirurgia que era uma retirada de útero. O que aconteceu? Houve uma troca de identificação. Rosangela foi identificada como Maria e ela foi encaminhada para a cirurgia na minha sala, com o prontuário da Maria, identificada como Maria e foi realizada a retirada do seu útero”, justificou.

A médica tentou explicar que não haveria prejuízo à saúde de Rosângela e foi rebatida pela família. Em seguida, tentou justificar que o erro foi cometido por uma enfermeira.

“Ela estava identificada como Maria. Na hora que a enfermeira foi colocar ela na sala de cirurgia, em vez de colocar ela [Rosângela] na sala da ortopedia, a enfermeira identificou ela como Maria. Além de identificá-la erroneamente, ela encaminhou a paciente como Maria, para a minha sala. A primeira coisa que a gente faz é conferir o prontuário e o prontuário foi conferido, tanto é que tudo foi feito no prontuário da Maria como se a Maria tivesse sido operada. A cirurgia da Maria [que deveria ter o útero retirado] foi cancelada e está tudo lá descrito [no prontuário] como se a Maria tivesse sido operada. Foi só uma troca de identificação”, acrescentou.

Leia Também:  Violinista do Pará brilha no Festival Internacional Sesc de Música

Por fim, a médica tentou uma abordagem “positiva” para a situação dizendo que com a retirada do útero Rosângela está livre de câncer, de hemorragias e que não vai entrar na menopausa imediatamente. “A única coisa que não vai acontecer é não menstruar”, pontuou.

A retirada do útero foi realizada no dia 24 e no dia 26 Rosângela voltou ao bloco cirúrgico para fazer a cirurgia na clavícula. Segundo a médica, o prazo de recuperação não aumentou por causa do erro.

Outro lado

O Notícia Marajó procurou a direção do hospital e a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), que respondeu por nota dizendo “que apura o caso junto à Organização Social de Saúde (OSS) que administra o Hospital Regional Público do Marajó, em Breves, e assim que o fato for esclarecido serão aplicadas as medidas cabíveis”.

 

 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

HOME

Surfistas pegam onda na pororoca no Pará

Publicados

em

Foto: Divulgação

O final de semana foi de competições em São Domingos do Capim, município do nordeste paraense, distante 157 km da capital Belém. A cidade foi a primeira a realizar evento do gênero e é conhecida como capital do surfe na pororoca.

Esse tipo de disputa também acontece em outros dois municípios do Maranhão e um no Amapá.

O evento é realizado há 13 anos e, desde 2019, é reconhecido como Patrimônio Cultural e Imaterial do Pará. Ao todo, 119 atletas, de 18 a 40 anos, participaram. A maioria é morador do município, mas há atletas de fora de olho no prêmio de R$ 20 mil distribuído aos cinco melhores.

As baterias aconteceram entre a sexta (17) e o domingo (19), incluindo desafio noturno, e foram acompanhadas por mais de 30 mil pessoas. Diferente da maioria dos lugares, onde o fenômeno do encontro das águas ocorre entre o rio e o oceano, em São Domingos a disputa é em ondas que se formam no encontro de dois rios.

“As ondas da pororoca de São Domingos do Capim não são tão altas, chegam a dois metros, mas elas quebram paradigmas porque não são encontro do mar com o rio, mas dos rios Capim e Guamá. Até porque eles ficam a 180 quilômetros do mar. Isso foi comprovado por pesquisas, que mostram que não há nenhuma salinidade da água, quebrando esse mito”, explica o presidente da Associação Brasileira de Surf na Pororoca, Noélio Sobrinho.

Leia Também:  Violinista do Pará brilha no Festival Internacional Sesc de Música

As regras da disputa são semelhantes às do surfe tradicional, com um critério de desempate específico. “Temos as regras das baterias, como a verticalidade, como no surfe tradicional, mas o critério de desempate é o tempo de onda surfado, que, por bateria, pode ser dez minutos ou até meia hora”, revela Sobrinho.

Entre os participantes estava Gilvandro de Almeida Souza Junior, conhecido como “Caçador de Poroca” e ultramaratonista de stand up paddle. Ele participa desde o começo do surfe na pororoca e realiza uma expedição com um grupo de maratonistas que vai de Belém para São Domingos do Capim, pelo rio.

“Esse ano a viagem que fizemos é o remapeamento da área para, no ano que vem, fazer a ultramaratona da rota da pororoca de stand up paddle, canoa havaiana, surfe e caiaque”, revela.

A melhor marca da prova foi na bateria noturna, pelo atleta e professor de educação física Gilvan Batista Nascimento, 35, com tempo de permanência de mais de dois minutos na onda. Ele já participou de quatro edições e, em uma delas, foi vice-campeão.

Leia Também:  Depois de Salvaterra no sábado, Soure ficará sem água no domingo

“O maior desafio nessa competição, tanto pra mim, como para os outros atletas, era o número de surfistas na água, já que eram mais de cem. E esse ano também teve muitas embarcações, como rabetas, caiaques e veículos motorizados. Mas valeu a pena e deu tudo certo e acabei sendo campeão”.

Fonte: Folha de S.Paulo

 

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CIDADES

PARÁ

POLÍTICA

VARIEDADES

MAIS LIDAS DA SEMANA