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Mulher entra no Hospital Regional do Marajó para operar clavícula e sai sem útero; médica admite erro
MARAJÓ
Um erro médico cometido dentro do Hospital Regional do Marajó custou a Rosangela Pureza um útero e o desgaste de uma recuperação que pode demorar até seis meses, sem contar o abalo psicológico e a impossibilidade de ter outros filhos. Ela deu entrada no hospital semana passada para realizar uma cirurgia na clavícula, mas um erro de identificação ocasionou uma troca de prontuário e, consequentemente, de cirurgia. O erro foi admitido pela médica e gravado pela família (assista abaixo).
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Rosângela é moradora de Breves e mãe de quatro filhos. Ela é quem cuida das crianças e é responsável por levá-lo à escola. Agora, ela precisa de uma recuperação que vai demorar de quatro a seis meses e não sabe o que fazer. O tempo, afirmou, vai atrapalhar a mudança para a casa própria, que está em construção sob a sua supervisão.
“Isso acabou com a minha vida. Fui fazer uma cirurgia na clavícula para me recuperar o mais rápido possível e voltar a trabalhar, mas foi totalmente diferente. A vida não vai ser como antes”, afirmou ao Notícia Marajó.
Além das dores físicas, Rosângela revelou sofrer psicologicamente com o erro. Ela sonhava em ter mais filhos, mas agora, sem o útero, acredita que não poderá mais engravidar. A mulher disse que a família já está em contato com um advogado para processar o hospital.
Erro admitido
A família descobriu o erro depois que a médica ginecologista que realizou a operação foi ao leito comunicar o erro aos familiares. Um deles gravou a conversa com a médica admitindo o erro.
“Ontem você viu como o bloco [cirúrgico] estava movimentado né? Eu estava operando no bloco, fazendo cirurgias ginecológicas. Eu tinha feito a cirurgia de uma senhora de 80 anos e estava aguardando a minha outra cirurgia que era uma retirada de útero. O que aconteceu? Houve uma troca de identificação. Rosangela foi identificada como Maria e ela foi encaminhada para a cirurgia na minha sala, com o prontuário da Maria, identificada como Maria e foi realizada a retirada do seu útero”, justificou.
A médica tentou explicar que não haveria prejuízo à saúde de Rosângela e foi rebatida pela família. Em seguida, tentou justificar que o erro foi cometido por uma enfermeira.
“Ela estava identificada como Maria. Na hora que a enfermeira foi colocar ela na sala de cirurgia, em vez de colocar ela [Rosângela] na sala da ortopedia, a enfermeira identificou ela como Maria. Além de identificá-la erroneamente, ela encaminhou a paciente como Maria, para a minha sala. A primeira coisa que a gente faz é conferir o prontuário e o prontuário foi conferido, tanto é que tudo foi feito no prontuário da Maria como se a Maria tivesse sido operada. A cirurgia da Maria [que deveria ter o útero retirado] foi cancelada e está tudo lá descrito [no prontuário] como se a Maria tivesse sido operada. Foi só uma troca de identificação”, acrescentou.
Por fim, a médica tentou uma abordagem “positiva” para a situação dizendo que com a retirada do útero Rosângela está livre de câncer, de hemorragias e que não vai entrar na menopausa imediatamente. “A única coisa que não vai acontecer é não menstruar”, pontuou.
A retirada do útero foi realizada no dia 24 e no dia 26 Rosângela voltou ao bloco cirúrgico para fazer a cirurgia na clavícula. Segundo a médica, o prazo de recuperação não aumentou por causa do erro.
Outro lado
O Notícia Marajó procurou a direção do hospital e a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), que respondeu por nota dizendo “que apura o caso junto à Organização Social de Saúde (OSS) que administra o Hospital Regional Público do Marajó, em Breves, e assim que o fato for esclarecido serão aplicadas as medidas cabíveis”.
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Governdo do Pará entrega creche do programa “Creches Por Todo o Pará” em Curralinho, no Marajó
Nesta segunda-feira (8), a governadora Hana Ghassan irá entregar a creche “Criança Feliz” para o município de Curralinho, no Arquipélago do Marajó. A creche é a 7ª entrega pelo governo do Pará para o arquipélago do Marajó.
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Sob a coordenação da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), o equipamento público vai atender 200 crianças da região, de até cinco anos, com espaço moderno e adequado para o pleno desenvolvimento pedagógico desde a primeira infância.
Com investimento superior a R$ 7 milhões, o espaço foi projetado, modernizado e equipado com dez salas de aula, sala multiuso, banheiros infantis, para professores e pessoas com deficiência (PcD), secretaria, lactário, sala de amamentação, fraldários, refeitório e vestiários, além de área externa com pátio coberto, playground, redário, horta, jardim e estacionamento.
Com a entrega, aproximadamente 1.400 famílias são beneficiadas na região do Marajó, onde os investimentos na primeira infância somam cerca de R$ 42 milhões, com creches entregues em Melgaço, Cachoeira do Arari, Soure, Salvaterra, Santa Cruz do Arari e Breves.
Idealizado pela governadora Hana Ghassan, o programa “Creches Por Todo o Pará” prevê a construção de 150 unidades em todo o território paraense, com investimento superior a R$ 400 milhões para beneficiar cerca de 30 mil famílias.
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