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Polícia Civil prende homem que escondia drogas em urso de pelúcia no Marajó
MARAJÓ
Investigadores da Superintendência Regional de Polícia Civil do Marajó Ocidental (Sudepol) prenderam, no final de semana, um homem identificado como Wemerson Fabrício Costa Souza sob a acusação de tráfico de drogas. Ele foi flagrado com aproximadamente 130 gramas de entorpecentes escondidos dentro de um urso de pelúcia.
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Os investigadores chegaram até o suspeito após receberem denúncias apontando intenso tráfico de drogas na casa de Wemerson, na rua Doutor Teixeira da Costa.
Após o trabalho de investigação, que incluiu campana em frente à residência para confirmar o tráfico, os investigadores fizeram a “batida’ e, com a autorização do irmão de Wemerson, entraram na casa para fazer as buscas.
Dentro de um urso estavam escondidos 107 gramas de oxi e 22 gramas de maconha.
Segundo a polícia, Wemerson teria confirmado ser o proprietário das drogas e confessado que traficava no município marajoara.
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Chuva e vulnerabilidade social aumentam acidentes com serpentes no Pará Um estudo recente da
Um estudo publicado pela em revista científica Tropical Medicine & International Health, mostra que chuva, cheias e vulnerabilidade social aumentam risco de acidentes com serpentes no Pará, estado que registra o maior número absoluto de ocorrências do país. O estudo internacional, publicado em uma das principais publicações mundiais na área de medicina tropical e saúde global, analisou dados epidemiológicos, ambientais e socioeconômicos de 2007 a 2023.
Conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), o trabalho identificou que fatores climáticos e condições de vulnerabilidade social têm influência direta na ocorrência desses acidentes, especialmente nas regiões mais rurais e com menor acesso a serviços básicos.
Estudo revela padrão sazonal de acidentes ofídicos
Ao longo de 17 anos, os pesquisadores examinaram mais de 87 mil casos registrados no Pará e constataram que os acidentes ofídicos apresentam um padrão sazonal bem definido, com maior incidência durante o primeiro semestre do ano, período que coincide com a estação mais chuvosa em grande parte da Amazônia.
O que é um acidente ofídico?
Acidente ofídico é o termo utilizado para designar o envenenamento provocado pela picada de serpentes peçonhentas, como jararacas, surucucus e cascavéis. Essas ocorrências representam um importante problema de saúde pública na Amazônia, principalmente porque muitas comunidades vivem em áreas remotas, distantes de hospitais e do atendimento médico especializado.
Os sintomas podem variar desde dor intensa, inchaço e sangramentos até complicações graves, como insuficiência renal, amputações e, em casos extremos, a morte. O tratamento depende da administração rápida do soro antiofídico, considerado a principal medida para neutralizar o veneno.
Vulnerabilidade social e fatores ambientais ampliam o risco
Segundo o estudo, os acidentes são mais frequentes em municípios que apresentam maior percentual de população rural, elevadas taxas de analfabetismo e condições precárias de saneamento básico.
Os pesquisadores também verificaram que fatores ambientais, especialmente os volumes de chuva e as oscilações dos níveis dos rios, alteram a dinâmica entre as populações humanas e as serpentes, aumentando as chances de encontros e, consequentemente, de acidentes.
Impacto e contribuição da pesquisa da Ufopa
O primeiro autor do estudo é o pesquisador Jorge Emanuel Cordeiro Rocha, egresso do Programa de Pós-Graduação em Recursos Naturais da Amazônia (PPGRNA) da Ufopa. A pesquisa foi orientada pela professora doutora Ana Carla dos Santos Gomes, do Instituto de Engenharia e Geociências (IEG), e teve coorientação do professor doutor Joacir Stolarz-de-Oliveira, do Instituto de Ciências da Educação (Iced). Também assina o artigo o pesquisador Samuel Campos Gomides, do Campus Oriximiná da universidade.
Para a professora Ana Carla Gomes, os resultados oferecem informações estratégicas para fortalecer as políticas públicas de saúde na Amazônia.“A pesquisa contribui para aprimorar a distribuição de soros antiofídicos, fortalecer ações de educação em saúde e qualificar a assistência às populações mais vulneráveis da Amazônia. Além disso, evidencia a importância de considerar fatores ambientais e sociais na formulação de políticas públicas voltadas ao enfrentamento desse problema de saúde pública”, destacou.
A docente também ressaltou que a publicação reforça o papel da Ufopa na produção de conhecimento científico sobre os desafios socioambientais da região. Segundo ela, o estudo demonstra a capacidade da pós-graduação da instituição de formar pesquisadores aptos a desenvolver investigações de relevância regional e internacional, ampliando a inserção da universidade em redes globais de pesquisa.
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