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Ufra abre seleção inédita para imigrantes, indígenas e quilombolas
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A Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) abriu nesta sexta-feira, 15 de maio, as inscrições para o Processo Seletivo Especial Integrado (PSEI IQ) e MIGRE 2026, com oferta de 215 vagas gratuitas distribuídas nos seis campi da instituição. A seleção é voltada para indígenas, quilombolas, refugiados, asilados políticos, apátridas e beneficiários de políticas humanitárias do Governo Federal. As inscrições seguem até 5 de junho.
Pela primeira vez, a UFRA criou uma seleção específica para o público MIGRE, ampliando as políticas de inclusão e acesso ao ensino superior na Amazônia. Segundo a universidade, a iniciativa busca reduzir barreiras burocráticas e linguísticas enfrentadas por imigrantes em situação de vulnerabilidade social e econômica.
De acordo com o pró-reitor de Ensino da Ufra, professor César Tenório, a medida fortalece o direito humano à educação superior e responde ao aumento da migração forçada na região amazônica. Entre os grupos atendidos estão indígenas Warao, venezuelanos e outros imigrantes que necessitam de proteção humanitária.
Além disso, a universidade reforçou que o processo seletivo para indígenas e quilombolas, iniciado em 2024, segue como uma importante política afirmativa da instituição. A Ufra destacou que a presença desses estudantes amplia a diversidade acadêmica, fortalece a interculturalidade e contribui para o desenvolvimento de soluções voltadas às comunidades tradicionais.
A distribuição das vagas seguirá o padrão de quatro vagas para indígenas e quilombolas e uma vaga para o grupo MIGRE em cada curso ofertado. Há oportunidades para cursos como Agronomia, Medicina Veterinária, Enfermagem, Engenharia Florestal, Sistemas de Informação, Pedagogia, Administração, Ciências Biológicas, Letras, Zootecnia e Engenharia de Produção, entre outros.
As vagas são destinadas prioritariamente para candidatos que ainda não ingressaram no ensino superior. Além disso, candidatos vinculados ao PARFOR não poderão participar da seleção.
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Eleição Suplementar em Melgaço: MDB conquista 10 das 11 vagas na Câmara Municipal
Os eleitores de Melgaço, município do arquipélago do Marajó, no Pará, foram às urnas neste domingo (17) para uma eleição suplementar convocada pela Justiça Eleitoral. O pleito foi realizado para preencher as 11 cadeiras da Câmara Municipal após a anulação de quase 80% dos votos válidos das eleições proporcionais de 2024, em razão de fraudes na cota de gênero. O resultado oficial foi definido às 18h, quando a apuração alcançou 100% das seções totalizadas.
Fraudes determinaram novo pleito
As investigações da Justiça Eleitoral apontaram irregularidades envolvendo candidaturas femininas fictícias, utilizadas apenas para cumprir a cota mínima de gênero exigida pela legislação eleitoral. As decisões resultaram na cassação dos mandatos de praticamente toda a Câmara eleita em 2024, obrigando a realização de um novo pleito. Com isso, Melgaço passou a integrar o calendário nacional de eleições suplementares de 2026 definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Estrutura e logística
De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA), 19.156 eleitores estavam aptos a votar. Ao todo, 25 candidatos disputaram as 11 vagas, distribuídos em 65 seções eleitorais organizadas em diferentes pontos do município, incluindo áreas de difícil acesso. Para o transporte de urnas e equipes, a Justiça Eleitoral utilizou 12 embarcações e veículos terrestres. Foram distribuídas 61 urnas eletrônicas, com outras 15 de reserva para casos de contingência.
A segurança foi garantida pela Polícia Judicial do TRE-PA, com apoio da Polícia Militar e da Guarda Municipal. A votação ocorreu das 8h às 17h, horário de Brasília.
A eleição também testou um novo modelo de transmissão de dados eleitorais: todos os locais de votação funcionaram como pontos de transmissão dos resultados.
Os eleitos
O candidato mais votado foi Getulinho (MDB), com 2.224 votos. Clei Guimarães (MDB) ficou em segundo, com 1.804 votos, seguido de Elias Sarraf (MDB), com 1.243 votos.
Completam a nova composição da Câmara: Josy Viegas (MDB), 1.117 votos; Alessandro Leão (MDB), 1.085 votos; Professora Leda Andrade (MDB), 943 votos; Deibson Viegas (MDB), 940 votos; Wanderson Pinheiro (MDB), 919 votos; e Aldrin Souza (MDB), 908 votos. Professora Cilene Almeida (MDB), com 837 votos, e João Corinthiano (PP), com 504 votos, foram eleitos por média partidária.
O MDB conquistou 10 das 11 vagas disputadas. A única cadeira fora da legenda ficou com João Corinthiano, do Progressistas. Os parlamentares eleitos cumprirão mandato até 31 de dezembro de 2028.
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