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Amêndoas do Pará premiadas atraem o público ao Festival Internacional do Chocolate e do Cacau

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Maior produtor de cacau do Brasil, o Pará também coleciona premiações mundiais pela qualidade de suas amêndoas. O público que visita o Festival Internacional do Chocolate e do Cacau, em Belém, pode comprovar o sabor único do chocolate e dos derivados de cacau produzidos com as amêndoas cultivadas em solo paraense.

O casal Luana Tsutsumi, psicóloga, e Vinicius Marques, engenheiro, esteve no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, no segundo dia do evento em busca do chocolate oriundo de amêndoas premiadas. Eles visitaram o estande da Ascurra Chocolate, do produtor Robson Brogni, com premiações nacionais e internacionais. Em 2024, ele conquistou medalha de prata no Cocoa of Excellence, realizado em Amsterdã, na Holanda.

Luana e Vinícius foram pela primeira vez ao Festival, e aprovaram os estandes e o sabor dos produtos. Para o casal, “o que chamou atenção foi justamente saber que esse chocolate é premiado, e também o sabor”. Ambos gostaram do chocolate misturado com gengibre, e também com açaí, inovações que viram pela primeira vez.

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Agricultura familiar – O cacauicultor Robson Brogni participa pela sétima vez do Festival com estande próprio. Antes, já havia integrado o estande do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). Ele disse que expõe no Festival toda a qualidade do chocolate que produz com amêndoas cultivadas em sua propriedade.

“Para nós, é uma honra participar deste Festival na capital. Nosso produto é oriundo da agricultura familiar. Vem da nossa fazenda. É de alta qualidade, que começa lá na lavoura até chegar na fábrica. Ter essa segurança, com a certeza de oferecer um produto final com muito mais certeza da excelência desse chocolate, e poder mostrar isso ao público deste Festival”, disse Robson Brogni.

Para o diretor de Agropecuária da Sedap, Marcos Grande, a décima edição do Festival do Chocolate e do Cacau consolida o êxito do evento, que neste ano deve ultrapassar 60 mil visitantes. “O Estado quer proteger e levar direitos a quem está produzindo. Mais de 90% da produção vem da agricultura familiar. O evento vem estimular que essas pessoas ampliem suas relações. A gente acredita que esse evento será um novo sucesso”, acrescentou o diretor.

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Um dos pontos mais visitados no Festival é o espaço onde renomados chocolatiers preparam, diante do público, uma escultura de chocolate.

Também houve grande procura, na segunda noite do Festival, pela programação Cozinha Show, na qual é possível aprender receitas com derivados de cacau. O público infantil também participa do Cozinha Show e ainda da programação Flor Kids.

Serviço: O 10° Festival Internacional do Chocolate e do Cacau – Chocolat Amazônia e Flor Pará prossegue até domingo (26), das 14 às 22h, no Hangar – Avenida Dr. Freitas, s/n, Bairro do Marco. A programação completa está disponível no site www.sedap.pa.gov.br

Fonte: Governo PA

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Justiça Federal autoriza retomada do abate experimental de búfalos invasores na Amazônia

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A Justiça Federal autorizou a retomada do abate experimental de búfalos invasores em áreas protegidas de Rondônia, ação conduzida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A atividade foi suspensa em março, poucos dias após seu início, por decisão judicial que atendeu a um pedido do Ministério Público Federal (MPF).

O projeto piloto do ICMBio prevê a eliminação de cerca de 10% dos 5 mil búfalos invasores no Vale do Guaporé. O objetivo é testar os métodos mais eficientes e seguros de abate e avaliar os possíveis impactos ambientais, servindo de base para que o órgão possa elaborar o plano de erradicação.

No entanto, assim que o projeto foi iniciado, o Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma petição alegando que o abate foi iniciado sem apresentação de um plano de controle e que povos indígenas e comunidades quilombolas que são impactadas pelo manejo dos búfalos não foram consultados sobre a ação.

Na decisão que suspendeu o abate, o juiz federal Frank Eugênio Zakalhuk apontou que uma determinação anterior permitia ao ICMBio apenas elaborar o plano de controle da espécie, sem autorizar a execução da eliminação dos animais naquele momento.

No entanto, ao reavaliar o caso, o magistrado considerou os argumentos do ICMBio e concluiu que o projeto piloto tem caráter científico, sendo essencial para responder questões técnicas que vão subsidiar a elaboração de um plano de erradicação consistente.

Também ficou comprovado que o povo indígena Tupari, que é diretamente impactado tanto pela presença dos búfalos quanto pelas atividades de pesquisa, foi consultado previamente e manifestou apoio às ações. Já em relação às demais comunidades tradicionais da região, o entendimento foi de que, neste estágio inicial do estudo, não há impacto direto sobre seus territórios.

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Outro fator decisivo foi o relato de aproximação de búfalos a áreas habitadas por indígenas, o que, segundo o juiz, representa risco concreto à vida e à integridade física, especialmente de crianças e idosos.

Condições estabelecidas

O ICMBio terá que apresentar a cada três meses um relatório com as atividades realizadas no Projeto Piloto, como a quantidade de búfalos abatidos e o resultado das análises feitas pelos pesquisadores. O instituto também deve comunicar formalmente comunidades tradicionais que possam ser impactadas.

A Funai tem 90 dias para auxiliar comunidades indígenas e quilombolas da região a elaborar e formalizar Protocolos de Consulta Prévia, Livre e Informada, caso ainda não os possuam. Além disso, a fundação precisa apresentar uma manifestação conclusiva sobre a situação territorial das comunidades indígenas afetadas, os impactos das operações de manejo sobre seus direitos e a necessidade de realização de consulta prévia.

Por que os búfalos estão sendo abatidos?

Como não são nativos do Brasil, os búfalos não possuem predadores naturais. Soltos e se reproduzindo sem controle, eles provocam graves impactos ambientais, como a extinção de espécies da fauna e da flora nativas e alteração no curso dos campos naturalmente alagados, que fazem parte da biodiversidade local.

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De acordo com o biólogo e analista ambiental do ICMBio, Wilhan Cândido, o abate é, no momento, a única alternativa viável para resolver a questão. Como a região é isolada e de difícil acesso, não existe logística possível para retirar os animais vivos ou mortos. Além disso, como se desenvolveram sem controle sanitário, a carne não pode ser aproveitada.

Atualmente, os animais vivem entre a Reserva Biológica (Rebio) Guaporé, a Reserva Extrativista (Resex) Pedras Negras e a Reserva de Fauna (Refau) Pau D’Óleo, no oeste de Rondônia, uma região de encontro entre três biomas: a Floresta Amazônica, o Pantanal e o Cerrado.

Búfalos selvagens em Rondônia — Foto: Arte g1

Búfalos selvagens em Rondônia — Foto: Arte g1

As reservas biológicas são a categoria de proteção ambiental mais restritiva em Rondônia. As únicas atividades permitidas nessas áreas são a educação ambiental e pesquisas científicas. No entanto, algumas famílias ainda vivem nesses locais, pois já residiam ali antes da criação das unidades de conservação.

“É um ambiente único, com várias espécies endêmicas [nativas] e a presença do búfalo vai levar à extinção de várias delas. Algumas espécies que a gente só tem registros aqui, sejam elas residentes ou migratórias”, explica o biólogo e analista ambiental do ICMBio, Wilhan Cândido.

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