PARÁ
Capacitação em Sistemas Agroflorestais incentiva sustentabilidade no Xingu
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Nos dias 13 e 14 de junho, o município de Altamira, na região sudoeste paraense, recebeu a capacitação em “Sistemas Agroflorestais (SAFs), Viveiros e Mudas Agroflorestais”. A iniciativa faz parte do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável (PDRS) do Xingu, em parceria com o Consórcio Intermunicipal da Transamazônica e Xingu (CIDS), a empresa Flora Amazônia, com o apoio do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio).
A capacitação contou com a participação de importantes nomes do cenário acadêmico e da pesquisa. Entre os palestrantes estavam o doutor em Fitopatologia pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e professor da Universidade Federal do Pará (UFPA), Miguel Alves; Fernanda Cardoso e Thaisa Moreti, ambas pesquisadoras especialistas do Instituto Senai de Inovação. Cada um trouxe contribuições valiosas, compartilhando conhecimentos e experiências sobre técnicas e inovações no campo dos SAFs e viveiros agroflorestais.
O professor, Miguel Alves, destacou a importância da integração de sistemas agroflorestais como uma alternativa sustentável para a recuperação de áreas degradadas. “Os SAFs são uma ferramenta crucial para a sustentabilidade ambiental e socioeconômica, especialmente em regiões como a Amazônia, onde a pressão sobre os recursos naturais é intensa”, afirmou ele.
Novas tecnologias
As pesquisadoras do Instituto Senai de Inovação, Fernanda Cardoso e Thaisa Moreti, focaram suas apresentações nas novas tecnologias e práticas de manejo para viveiros e produção de mudas. Fernanda enfatizou a necessidade de inovação constante para enfrentar desafios climáticos e biológicos, enquanto Thaisa abordou a importância da qualidade das mudas para garantir o sucesso dos projetos de reflorestamento.
O evento também foi marcado pela participação do gerente de Tecnologia Florestal do Ideflor-Bio, Cleberson Salomão, que apresentou as ações desenvolvidas pelo órgão na região. Salomão parabenizou a organização e o esforço conjunto das instituições envolvidas, destacando o impacto positivo dessas iniciativas na recuperação ambiental e no desenvolvimento sustentável local.
Oportunidades – De acordo com o coordenador do projeto 061-2015 do PDRS-X, Maxwell Medeiros, essa capacitação é importante para que os técnicos possam, a partir daí, conseguir tocar o projeto por conta própria em suas localidades. “Neste sentido, estamos fornecendo aqui a base técnica, com a parte prática, para que eles coloquem em prática nos seus municípios”, frisou.
Para o coordenador do campus da Universidade Federal do Pará (UFPA) de Altamira, Djair Alves Moreira, falar em desenvolvimento regional é algo muito importante para qualquer região do mundo, principalmente em se tratando de Transamazônica.
“Essa é uma região com tantos potenciais, mas com tanta dificuldade. Esse evento é muito importante justamente porque você está falando da cultura do cacaueiro, que é uma das principais atividades dessa região e que tem uma deficiência de pesquisa e de ciência inovação muito grande. Trabalhar com a cultura, como o professor Miguel falou na palestra dele, inicialmente você tem que produzir mudas de qualidade e a partir daí, se trabalhar a produtividade do cacau”, destacou.
Aprendizagem – Os técnicos presentes na capacitação tiveram a oportunidade de participar de oficinas práticas, onde puderam aplicar os conhecimentos adquiridos e discutir soluções para os problemas enfrentados no dia a dia. Essas oficinas são essenciais para garantir que as teorias aprendidas sejam efetivamente implementadas em campo.
Além das oficinas, o evento proporcionou um espaço de networking entre profissionais e pesquisadores, promovendo a troca de experiências e o fortalecimento de parcerias. Essa interação é crucial para o desenvolvimento de projetos mais robustos e inovadores.
O gerente do Escritório Regional do Xingu do Ideflor-Bio, Israel Oliveira, afirma que essa é uma iniciativa que, além do fomento, também trás a capacitação.
“Existe muitos projetos que trazem o fomento, porém, a gente se perde por não estar preparado para implantar no campo, por exemplo, o Sistema Agroflorestal. Com a capacitação, isso vai ser implantado de alto nível. Portanto, é uma atividade que já começa produzindo acima da média regional. Além de ter o fomento, com a capacitação, o produtor já vai fazer de forma diferenciada com a tecnologia que está sendo difundida e a inovação que está sendo colocada através desse projeto, que é baseado na tecnologia do PROSAF que o Ideflor-Bio desenvolveu, o qual já está mudando a realidade da região da Transamazônica”, enfatizou.
Na avaliação do Ideflor-Bio, os participantes saíram do evento com uma nova visão sobre o potencial dos Sistemas Agroflorestais e a importância dos viveiros e mudas de alta qualidade para a recuperação de ecossistemas. A capacitação procurou enriquecer os conhecimentos técnicos dos profissionais, e reforçar o compromisso com práticas sustentáveis na região.
Fonte: Governo PA
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Marajó recebe reforço na reciclagem com equipamentos para fortalecer economia circular em Salvaterra
Além da experiência da ReciclAssu e da visibilidade alcançada durante a COP30, a Semas ampliou as ações de economia circular em territórios turísticos do Pará, com destaque para o arquipélago do Marajó, onde o aumento do fluxo de visitantes também amplia os desafios relacionados à geração e destinação correta de resíduos sólidos.
Em Salvaterra, no Marajó, a Semas entregou à Cooperativa Cata Salvaterra uma estrutura completa para fortalecer a cadeia da reciclagem no município. Entre os equipamentos entregues estão uma prensa hidráulica de 35 toneladas, triturador de vidro, empilhadeira, esteira separadora de 10 metros, dois carrinhos carregadores de resíduos, um tuk-tuk e 50 Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).
A iniciativa busca ampliar a capacidade de coleta, triagem, armazenamento, transporte e destinação correta dos materiais recicláveis na região, fortalecendo o trabalho dos catadores e impulsionando a economia circular em um dos principais destinos turísticos do Pará.
Além de Salvaterra, a Semas também desenvolve ações em outros territórios turísticos, como a APA Algodoal-Maiandeua, na ilha de Maiandeua, em Maracanã, onde foram entregues dois trituradores de vidro e 105 bombonas para apoiar a destinação correta de resíduos sólidos nas vilas de Fortalezinha, Mocooca, Nazaré, Camboinha e Algodoal.
Segundo a Semas, os investimentos em cooperativas e infraestrutura de reciclagem ajudam a transformar resíduos em oportunidade de renda, inclusão social e preservação ambiental, especialmente em regiões turísticas e ambientalmente estratégicas como o Marajó.
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