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CIIR celebra o Dia da Atividade Física com prática de esportes adaptados para as PcD’s 

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O Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR), em Belém, promoveu a prática de esportes adaptados para celebrar o Dia Mundial da Atividade Física, lembrado nesta quinta-feira (6). As atividades foram propostas pela equipe da Mecanoterapia, no Centro Especializado em Reabilitação (CER IV), setor pertencente ao CIIR que conduz as práticas de judô, canoagem, vôlei, boxe, bocha, halterofilismo e basquete.

“Reunimos em um só dia, todas as terapias que envolvem os esportes adaptados para celebrarmos a atividade física, que é muito importante para a manutenção do nosso corpo. Toda semana, os nossos usuários têm como suporte terapêutico, atividades esportivas”, descreve Reinaldo Costa, educador físico do CIIR. 

Para o terapeuta João Rodrigues, que conduz uma das terapias esportivas no CIIR, destaca os benefícios da educação física às PcD´s. “Estimula o tônus muscular, o equilíbrio corporal, o controle de tronco, a coordenação motora e noção espacial, tudo para que o usuário possa ter inclusão social na sua rotina fora do CIIR”, pontua ao complementar que, de acordo com o perfil do reabilitando, a equipe de educadores físicos monta o plano terapêutico incluindo o esporte adaptado como um dos suportes no acompanhamento clínico. 

Diagnosticado com paralisia cerebral, o usuário Felipe Soares, de 28 anos, realiza, semanalmente, a prática de esportes adaptados, como a canoagem e o vôlei. Segundo a mãe dele, Margareth Soares, de 53 anos, as terapias esportivas trazem diversos benefícios para a evolução clínica do rapaz como a melhora da coordenação e do equilíbrio corporal.  

“Atualmente, o Felipe já segura os objetos. Na piscina, por exemplo, nas atividades, ele não precisa mais do auxílio do terapeuta para ficar imerso na água. Em quatro anos de reabilitação, o meu filho consegue realizar movimentos do vôlei, como bater na bola simulando um saque. Então, é uma evolução significativa porque antes ele era totalmente dependente. Claro, dentro de seus limites, o Felipe realiza algumas tarefas de forma independente”, afirmou a mãe Margareth Soares.  

Terapias Esportivas – Denominada de Meninos do Rio, o projeto de canoagem adaptada melhora a qualidade de vida e bem-estar emocional aos praticantes. A terapia inclui todas às PcD’s e visa a preparação física desses usuários com foco no trabalho cardiorrespiratório, fortalecimento muscular dos membros superiores e inferiores, além do controle de tronco. Ainda, fortalece a socialização do grupo durante a terapia. 

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A atividade é realizada duas vezes ao mês na Baía do Guajará e, duas vezes por semana, na área aquática do CIIR, local que garante treinamento dentro da piscina para que os reabilitandos estejam aptos à prática na baía.  

“Somos o primeiro Centro de Reabilitação com esta atividade às PcD’s. A canoagem proporciona aos usuários de baixa visão e cegos, por exemplo, trabalhar várias áreas. Somente o fato de realizar a terapia em um ambiente com natureza, eles atingem mais de 40% do resultado clínico”, pontua João Rodrigues ao destacar que a prática deste esporte possibilita ao reabilitando visual sentir o movimento da canoa para ajudar os companheiros a remar. 

“É preciso ter concentração para perceber o movimento que a canoa está fazendo. Incrível que eles percebem, conseguem remar de acordo com os demais, mesmo sem visualizar o que está acontecendo”.  

O profissional salienta que durante a condução da canoagem é narrado aos reabilitandos o que há ao redor do grupo. “Explicamos todo o visual que a atividade está proporcionando a quem enxerga. Eu descrevo que estamos em frente à orla do CIIR; do lado direito está a Estação das Docas; para trás, estão as ilhas de Icoaraci e Mosqueiro; no lado esquerdo está o aeroporto internacional da cidade. Com isso, repasso o encantamento do cenário da natureza e eles conseguem visualizar do jeito deles”, finaliza.   

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Outra terapia que potencializa a reabilitação das PcD’s é o Judô adaptado. Reinaldo Costa destaca a importância deste esporte inclusivo como reabilitação global que abrange as quadro deficiências: visual, física, auditiva e intelectual. “Então, conseguimos fazer com que o usuário, incluindo os reabilitandos vindos do Núcleo de Atendimento ao Transtorno do Espectro Autista (Natea), desenvolva com agilidade a recuperação de seu quadro clínico em um formato mais preciso. Na prática, o judô simplifica isso”, pontua. 

O profissional revela que a prática potencializa o trabalho de força, equilíbrio e o tempo de reação, além de ser um complemento também na socialização entre os participantes. “Cada reabilitando tem um plano de acompanhamento e um local específico de realização das terapias, logo, eles se encontram aqui no tatame. Assim como na canoagem é uma socialização do grupo, porque eles conversam, brincam e interagem”.

O CIIR é referência no Pará na assistência de média e alta complexidade às Pessoas com Deficiência (PcDs) visual, física, auditiva e intelectual. Os usuários podem ter acesso aos serviços do Centro por meio de encaminhamento das unidades de Saúde, acolhidos pela Central de Regulação de cada município, que por sua vez encaminha à Regulação Estadual. O pedido será analisado conforme o perfil do usuário pelo Sistema de Regulação Estadual (SER).

Serviço

O CIIR é um órgão do Governo do Pará administrado pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). O Centro funciona na rodovia Arthur Bernardes, n° 1000, em Belém. Mais informações: (91) 4042.2157 / 58 / 59.

Fonte: Governo PA

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‘Uma Noite no Museu’ amplia horário e promove roteiro por vários espaços culturais de Belém

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Nem mesmo a chuva afastou o público de mais uma edição do Projeto “Uma Noite no Museu”, na noite desta quinta-feira (30), em Belém. O circuito noturno promovido pelo Governo do Pará proporcionou ao público exposições, visitas guiadas e atividades culturais em diversos equipamentos museais da capital paraense, até às 22h.

Entre famílias, grupos de amigos e visitantes de várias idades, o movimento se espalhou pelos espaços do circuito. A trabalhadora Vitória Leão aproveitou o horário para levar o filho, e destacou a praticidade da programação. “Eu trabalho durante o dia. Esse é o horário que fico mais livre para sair com ele. É um espaço bom para trazer crianças, para conhecer um pouco mais da história”, disse a participante.

A proposta do horário ampliado é facilitar o acesso do público, destacou o secretário de Estado de Cultura, Bruno Chagas. “Não é somente chamar a população para visitar os museus, mas dar oportunidade para aquelas pessoas que não conseguem ir nos horários comerciais. Com os espaços abertos até às 22h, as famílias podem vir juntas e aproveitar a programação”, ressaltou o titular da Secult.

No centro histórico – Na Casa das Onze Janelas, no centro histórico de Belém, o público percorreu as exposições “Amazônia Imersiva” e “Tridimensionalidades”, além da Aquapraça, que reabriu para visitação durante o circuito. No Museu de Arte Sacra, a nave da Igreja de Santo Alexandre e a exposição “Circulação Insular” também conquistaram os visitantes.

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A pedagoga Alcione Moraes também integrou o circuito com a família. “Sempre fazemos esse tipo de passeio. Como estava gratuito, viemos juntos”, contou, destacando a experiência da filha durante a visita. “Ela ficou encantada. Foi a primeira vez. É uma imersão mesmo”, disse.

Enquanto circulava entre os espaços, Alcione já organizava o roteiro da noite. “A gente ainda quer passar pelo Museu do Estado do Pará (MEP) e pelo Soledade (Cemitério Parque). A ideia é aproveitar o máximo antes das 22h”, informou a pedagoga.

No Museu do Estado, visitantes aproveitaram os salões históricos e tiveram contato com a reserva técnica, além de visitarem a exposição “Lá Vem a Corda”. Na mesma área da Cidade Velha, o Forte do Presépio reuniu o público na feira de artesanato indígena, na roda de capoeira e na apresentação ao pôr do sol.

No Palacete Faciola, que abriga o Museu da Imagem e do Som (MIS), a programação incluiu visita ao memorial, à exposição “Povos da Floresta” e à Mostra Colombiana de Cinema. Do circuito fez parte ainda o Parque Cemitério Soledade, aberto para visitação ao sítio histórico e ao conjunto de esculturas.

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Conteúdo acadêmico – A estudante Índia Eduardo, da Universidade Federal do Pará (UFPA), também participou da programação, mas com outro objetivo. “A proposta não foi vir só a passeio. A visita teve um fim acadêmico”, explicou. Segundo ela, a atividade está relacionada à disciplina Comunicação e Assuntos Contemporâneos.

Além dos equipamentos do Estado, o público circulou por espaços convidados. Na Caixa Cultural Belém estavam abertas as exposições “Amostradas” e “A Forma Viva na Arte de Véio”. A Galeria de Arte da UFPA apresentou a mostra “Terra Incógnita”, enquanto o Centro Cultural Banco da Amazônia reuniu as exposições “Trabalhadores”, de Sebastião Salgado, e “Trajetórias, Arte Contemporânea Paraense de 1959 a 2026”.

Também integraram o circuito o Centro de Memória da Polícia Militar do Pará e o Museu de Arte de Belém, ampliando as opções de visitação.

Fonte: Governo PA

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