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Codec promove aproximação entre Basa e empresa do setor de logística

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A Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec) reuniu, na última quarta-feira (17), com representante da empresa Rio Marabá Logística, para debater a possibilidade de financiamento em projeto que visa promover melhorias na infraestrutura em torno da BR-158, rodovia que é um forte corredor estratégico para o escoamento da produção de sojicultura. O empreendimento consiste na criação de um centro logístico no distrito municipal de Miritituba e pretende verticalizar a produção de soja, fortalecendo a atuação do agronegócio no Pará.

De acordo com o diretor-geral da Rio Marabá Logística, Antônio Carlos Gorski, a proposta  busca melhorar o fluxo em estradas do Pará. “Viemos trocar informações sobre o corredor logístico da 158 que é muito importante, porque a produção do Pará está acontecendo por lá e em Marabá há o transbordo dessa carga, que é um ponto fundamental. Então, viemos discutir justamente o fluxo desse processo e principalmente apoio das secretarias e licença ambiental.”

O projeto já encontra-se habilitado para instalação da pavimentação asfáltica, dependendo, apenas, da avaliação da carta consulta que está em análise no Banco da Amazônia. Nesse aspecto, a companhia promoveu aproximação com a instituição para que o projeto seja avaliado. “Hoje nós estivemos aqui para conhecer mais um projeto onde nós vamos avaliar a participação do banco com investimentos, com recursos para que a gente possa contribuir com o desenvolvimento do Estado, com a geração de emprego e renda, trazendo bons resultados para os investidores mas também para a população local”, destacou Wanderley Santos, superintendente do Basa.

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Após o resultado da carta de consulta, a Codec vai acompanhar a evolução das tratativas do negócio. Manoel Ibiapina, diretor de Atração de Investimentos e Negócios da instituição, fala sobre o trabalho que é feito para impulsionar novos investimentos no Estado. “Essa reunião reforça o papel da Codec em promover a aproximação de empresas com financiadores, neste caso, com o Banco da Amazônia, que vem se mostrando um parceiro importante nesses trâmites nos últimos anos. É importante lembrar que sempre queremos apresentar o ambiente de negócios do Pará bem integrado e favorável para empreendimentos que têm a intenção de se instalar na região”, enfatizou o diretor. 

Fonte: Governo PA

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Pará tem maior taxa do país de acidentes com crianças e adolescentes

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Foto: Divulgação

O Pará teve a maior taxa do país de internações de crianças e adolescentes de até 14 anos por acidentes em 2025. Foram 120 hospitalizações a cada 100 mil habitantes, quase o dobro da média nacional, de 63 internações.

Os dados fazem parte de um levantamento do Projeto Criança Segura, da Aldeias Infantis SOS, com informações do Ministério da Saúde, por meio do DataSUS. Ao todo, 9.737 crianças e adolescentes foram internados no estado por acidentes no ano passado

Diferentemente do cenário nacional, em que as quedas são a principal causa de internação, no Pará as queimaduras lideraram os registros.

Em 2025, foram 3.611 hospitalizações por queimaduras entre crianças e adolescentes no estado, o equivalente a 37,1% de todas as internações por lesões não intencionais na faixa etária.

Segundo o levantamento, em 3.400 desses casos, ou 94,2%, não houve especificação sobre a origem da queimadura no registro do atendimento médico.

Quedas aparecem em segundo lugar

As quedas foram a segunda principal causa de internação de crianças e adolescentes no Pará, com 2.477 registros em 2025.

No Brasil, as hospitalizações por quedas nessa faixa etária cresceram 3,3% em relação a 2024.

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Para José Carlos Sturza de Moraes, cientista social e pesquisador da Aldeias Infantis SOS, a alta taxa de internações no Pará pode estar relacionada a desigualdades socioeconômicas e ao acesso a políticas públicas de proteção à infância.

Acidentes com animais também chamam atenção

O levantamento identificou ainda 459 internações por intoxicações de crianças e adolescentes no Pará em 2025.

O estado concentrou 233 internações causadas pelo contato com serpentes e lagartos venenosos, o equivalente a 25,1% dos casos registrados no país para esse tipo de acidente.

Também foram registrados 60 casos de contato com animais ou plantas venenosas, representando 17,2% do total nacional.

Acidentes de trânsito

Os acidentes de trânsito foram responsáveis por 1.022 hospitalizações de crianças e adolescentes no Pará em 2025, o equivalente a 10,5% do total registrado no estado.

As motocicletas aparecem entre os principais pontos de atenção. Foram 428 internações relacionadas a acidentes com esse tipo de veículo, correspondendo a 41,9% das hospitalizações por acidentes de trânsito envolvendo crianças e adolescentes no Pará.

Segundo Sturza, houve uma mudança no perfil das vítimas de acidentes de trânsito nos últimos dez anos. De acordo com o pesquisador, elas passaram de uma maioria formada por pedestres para ocupantes de motocicletas e bicicletas.

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Mortes

O estudo também analisou mortes de crianças e adolescentes de até 14 anos no Brasil em 2024. Nas oito categorias de acidentes avaliadas, foram registradas 3.341 mortes.

As sufocações foram a principal causa, com 1.039 óbitos, seguidas pelos acidentes de trânsito, com 922 mortes, e pelos afogamentos, com 850. Juntas, essas três causas representaram cerca de 84% das mortes analisadas.

As crianças de 1 a 4 anos concentraram 1.095 mortes, o equivalente a 32,8% do total. Já os menores de 1 ano tiveram 930 óbitos, ou 27,8%.

Entre as mortes por sufocação, 75% das vítimas eram bebês. Os afogamentos tiveram maior concentração entre crianças de 1 a 4 anos.

O levantamento aponta a necessidade de ampliar ações de prevenção de acidentes e melhorar o registro das informações sobre as ocorrências.

A Aldeias Infantis SOS informou que iniciou articulação com o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Pará (CEDCA) e com conselhos de outros estados para discutir medidas de prevenção de acidentes envolvendo crianças e adolescentes.

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