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Emater promove Natal Solidário para crianças de comunidades de Marituba 

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Em sua 15° edição, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater) promoveu o Natal Solidário, nesta quarta-feira (20), na Escola de Atividade Complementar Fazendinha Esperança, em Marituba, Região Metropolitana de Belém.

A ação mobilizou servidores do órgão, os “padrinhos solidários”, a doarem brinquedos para crianças e adolescentes, na faixa etária de 4 a 16 anos, que são alunos da Educação Infantil ao Ensino Fundamental da instituição. A escola atende 235 estudantes moradores dos bairros União, São Francisco, Novo Horizonte e Bairro Novo, no município. A Emater arrecadou mais de 300 presentes.

“Para nós, é um sentimento de dever cumprido como ser humano, e também de poder trazer alegria para essas crianças. A gente sabe que não é só isso que elas precisam nesse momento, por isso é tão importante o envolvimento de mais pessoas e instituições; e pode ver cada vez mais ver políticas públicas alcançando as famílias dessas crianças”, explicou um dos coordenadores da programação, o assistente administrativo, do Escritório Central da Emater, André Souza.

“Eu amei meus presentes. Zerei a vida. Zerei não, vida completa”, contou radiante o aluno Ícaro Emanoel Oliveira, 11, do 6° Ano que ganhou uma bola e uma camisa. “A programação foi linda, de um a dez, dou mil à Emater. Muito obrigado por nos proporcionar este momento”, disse.

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Na ação, a Alda Remédio, Engenheira Agrônoma, chefe do Escritório Local de Marituba foi “Madrinha Solidária”, da estudante Renata Lima, 15, do 8° Ano.

“Eu gostei do meu presente, não vejo a hora de poder usar”, declarou Renata. A estudante ganhou uma bolsa.
 
“É com satisfação e carinho que eu entreguei esse presente para a Renata, porque ela juntamente com a família participam das ações que a Emater promove na Fazendinha, e estou alegre em contribuir para que o Natal dessa criançada seja mais feliz”, contou Alda.

Parceria 
A Emater tem um termo de cooperação com a instituição e promove diversas ações como cursos  de aproveitamento integral de alimentos, composto orgânico, cultivo de plantas medicinais e piscicultura.

A Emater planeja fazer em 2024 a implantação de uma unidade de referência tecnológica em Aquaponia. As ações da Emater ocorrem há mais de 15 anos, porém o Termo de Cooperação que oficializou essa parceria foi assinado em 2020.

“Só tenho a dizer gratidão por tudo. Gratidão pela Emater acreditar em nosso trabalho, em se fazer presente não só no Natal Solidário, mas nas ações que envolvem os pais dos alunos, às ações de assistência técnica nas casas dos pais dos nossos alunos. É gratidão a palavra que resume a nossa parceria com a Emater”, agradeceu a gestora da escola, Rosangela Caetano.

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“Esse é um momento especial, para nós, da Emater, em poder proporcionar um sorriso no rosto dessas crianças e adolescentes, e de forma positiva marcar a vida delas e de suas famílias. A Emater tem feito isso, não só no Natal, mas o ano inteiro por meio de suas ações na Fazendinha. É também o papel da Emater desenvolver um trabalho que proporcione mudança na vida das pessoas, levando qualidade de vida às famílias”, afirmou o presidente da Emater, Joniel Vieira de Abreu.

Texto de Sarah Mendes / Ascom Emater 

Fonte: Governo PA

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Pará tem maior taxa do país de acidentes com crianças e adolescentes

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Foto: Divulgação

O Pará teve a maior taxa do país de internações de crianças e adolescentes de até 14 anos por acidentes em 2025. Foram 120 hospitalizações a cada 100 mil habitantes, quase o dobro da média nacional, de 63 internações.

Os dados fazem parte de um levantamento do Projeto Criança Segura, da Aldeias Infantis SOS, com informações do Ministério da Saúde, por meio do DataSUS. Ao todo, 9.737 crianças e adolescentes foram internados no estado por acidentes no ano passado

Diferentemente do cenário nacional, em que as quedas são a principal causa de internação, no Pará as queimaduras lideraram os registros.

Em 2025, foram 3.611 hospitalizações por queimaduras entre crianças e adolescentes no estado, o equivalente a 37,1% de todas as internações por lesões não intencionais na faixa etária.

Segundo o levantamento, em 3.400 desses casos, ou 94,2%, não houve especificação sobre a origem da queimadura no registro do atendimento médico.

Quedas aparecem em segundo lugar

As quedas foram a segunda principal causa de internação de crianças e adolescentes no Pará, com 2.477 registros em 2025.

No Brasil, as hospitalizações por quedas nessa faixa etária cresceram 3,3% em relação a 2024.

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Para José Carlos Sturza de Moraes, cientista social e pesquisador da Aldeias Infantis SOS, a alta taxa de internações no Pará pode estar relacionada a desigualdades socioeconômicas e ao acesso a políticas públicas de proteção à infância.

Acidentes com animais também chamam atenção

O levantamento identificou ainda 459 internações por intoxicações de crianças e adolescentes no Pará em 2025.

O estado concentrou 233 internações causadas pelo contato com serpentes e lagartos venenosos, o equivalente a 25,1% dos casos registrados no país para esse tipo de acidente.

Também foram registrados 60 casos de contato com animais ou plantas venenosas, representando 17,2% do total nacional.

Acidentes de trânsito

Os acidentes de trânsito foram responsáveis por 1.022 hospitalizações de crianças e adolescentes no Pará em 2025, o equivalente a 10,5% do total registrado no estado.

As motocicletas aparecem entre os principais pontos de atenção. Foram 428 internações relacionadas a acidentes com esse tipo de veículo, correspondendo a 41,9% das hospitalizações por acidentes de trânsito envolvendo crianças e adolescentes no Pará.

Segundo Sturza, houve uma mudança no perfil das vítimas de acidentes de trânsito nos últimos dez anos. De acordo com o pesquisador, elas passaram de uma maioria formada por pedestres para ocupantes de motocicletas e bicicletas.

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Mortes

O estudo também analisou mortes de crianças e adolescentes de até 14 anos no Brasil em 2024. Nas oito categorias de acidentes avaliadas, foram registradas 3.341 mortes.

As sufocações foram a principal causa, com 1.039 óbitos, seguidas pelos acidentes de trânsito, com 922 mortes, e pelos afogamentos, com 850. Juntas, essas três causas representaram cerca de 84% das mortes analisadas.

As crianças de 1 a 4 anos concentraram 1.095 mortes, o equivalente a 32,8% do total. Já os menores de 1 ano tiveram 930 óbitos, ou 27,8%.

Entre as mortes por sufocação, 75% das vítimas eram bebês. Os afogamentos tiveram maior concentração entre crianças de 1 a 4 anos.

O levantamento aponta a necessidade de ampliar ações de prevenção de acidentes e melhorar o registro das informações sobre as ocorrências.

A Aldeias Infantis SOS informou que iniciou articulação com o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Pará (CEDCA) e com conselhos de outros estados para discutir medidas de prevenção de acidentes envolvendo crianças e adolescentes.

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