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Corpo de Bombeiros promove capacitação para busca, resgate e salvamento com cães

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O Corpo de Bombeiros Militar do Pará (CBM-PA) realiza o primeiro Curso de Busca, Resgate e Salvamento com Cães, em parceria com a Vale. A qualificação trouxe ao Pará, instrutores de Santa Catarina, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e do Acre, e a expectativa é formar militares para que até o final deste ano os formandos possam ter pelo menos cinco cães em treinamento na capital pelo CBM-PA.

Sargento da corporação e instrutora do curso, Inêz Teixeira conta que, na aula inaugural, os alunos conheceram os primeiros cinotécnicos do CBM-PA, e participaram de uma palestra sobre a importância do emprego do Cão de Busca, Resgate e Salvamento na atividade Bombeiro Militar, ministrada pelo presidente do Conselho Nacional de Busca, Resgate e Salvamento com Cães Ten. Cel Walter Parizoto, do CBM-SC.

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“Nesta semana a turma está em Canaã dos Carajás para continuar o curso. Estamos planejando fazer umas atividades bem interessantes nas instruções de deslizamentos, o que inclui preparar os alunos para treinar cães nas mais variadas especialidades – desde busca por vivos e restos mortais em vários tipos de terreno (escombros, área de mata, rios e em áreas deslizadas) até a terapia assistida”, detalha a sargento.

Isabela do Couto Lima é da mesma patente e está participando do curso como aluna, e relata que esperou muito para poder ter acesso a esses ensinamentos. “A aula inaugural foi muito importante, porque mostrou a história desse tipo de treinamento, até um pouco desconhecida para muitos da nossa própria corporação, e mostrou personalidades que iniciaram esse trabalho muito importante. Hoje tenho as melhores expectativas sobre o curso, pois sei que serei instruída e formada pelos melhores cinotécnicos do Brasil, com experiência na formação, figuração de cães de busca”, anseia a militar.

Fonte: Governo PA

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Pará tem maior taxa do país de acidentes com crianças e adolescentes

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Foto: Divulgação

O Pará teve a maior taxa do país de internações de crianças e adolescentes de até 14 anos por acidentes em 2025. Foram 120 hospitalizações a cada 100 mil habitantes, quase o dobro da média nacional, de 63 internações.

Os dados fazem parte de um levantamento do Projeto Criança Segura, da Aldeias Infantis SOS, com informações do Ministério da Saúde, por meio do DataSUS. Ao todo, 9.737 crianças e adolescentes foram internados no estado por acidentes no ano passado

Diferentemente do cenário nacional, em que as quedas são a principal causa de internação, no Pará as queimaduras lideraram os registros.

Em 2025, foram 3.611 hospitalizações por queimaduras entre crianças e adolescentes no estado, o equivalente a 37,1% de todas as internações por lesões não intencionais na faixa etária.

Segundo o levantamento, em 3.400 desses casos, ou 94,2%, não houve especificação sobre a origem da queimadura no registro do atendimento médico.

Quedas aparecem em segundo lugar

As quedas foram a segunda principal causa de internação de crianças e adolescentes no Pará, com 2.477 registros em 2025.

No Brasil, as hospitalizações por quedas nessa faixa etária cresceram 3,3% em relação a 2024.

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Para José Carlos Sturza de Moraes, cientista social e pesquisador da Aldeias Infantis SOS, a alta taxa de internações no Pará pode estar relacionada a desigualdades socioeconômicas e ao acesso a políticas públicas de proteção à infância.

Acidentes com animais também chamam atenção

O levantamento identificou ainda 459 internações por intoxicações de crianças e adolescentes no Pará em 2025.

O estado concentrou 233 internações causadas pelo contato com serpentes e lagartos venenosos, o equivalente a 25,1% dos casos registrados no país para esse tipo de acidente.

Também foram registrados 60 casos de contato com animais ou plantas venenosas, representando 17,2% do total nacional.

Acidentes de trânsito

Os acidentes de trânsito foram responsáveis por 1.022 hospitalizações de crianças e adolescentes no Pará em 2025, o equivalente a 10,5% do total registrado no estado.

As motocicletas aparecem entre os principais pontos de atenção. Foram 428 internações relacionadas a acidentes com esse tipo de veículo, correspondendo a 41,9% das hospitalizações por acidentes de trânsito envolvendo crianças e adolescentes no Pará.

Segundo Sturza, houve uma mudança no perfil das vítimas de acidentes de trânsito nos últimos dez anos. De acordo com o pesquisador, elas passaram de uma maioria formada por pedestres para ocupantes de motocicletas e bicicletas.

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Mortes

O estudo também analisou mortes de crianças e adolescentes de até 14 anos no Brasil em 2024. Nas oito categorias de acidentes avaliadas, foram registradas 3.341 mortes.

As sufocações foram a principal causa, com 1.039 óbitos, seguidas pelos acidentes de trânsito, com 922 mortes, e pelos afogamentos, com 850. Juntas, essas três causas representaram cerca de 84% das mortes analisadas.

As crianças de 1 a 4 anos concentraram 1.095 mortes, o equivalente a 32,8% do total. Já os menores de 1 ano tiveram 930 óbitos, ou 27,8%.

Entre as mortes por sufocação, 75% das vítimas eram bebês. Os afogamentos tiveram maior concentração entre crianças de 1 a 4 anos.

O levantamento aponta a necessidade de ampliar ações de prevenção de acidentes e melhorar o registro das informações sobre as ocorrências.

A Aldeias Infantis SOS informou que iniciou articulação com o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Pará (CEDCA) e com conselhos de outros estados para discutir medidas de prevenção de acidentes envolvendo crianças e adolescentes.

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