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Deputados aprovam projeto que declara a Praia do Atalaia patrimônio cultural do Pará

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O primeiro dia de sessão ordinária na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), ocorrido nesta terça-feira (2), contou com a aprovação em 1º turno de três Projetos de Lei importantes para o Estado: o que institui a Semana da Mulher Rural (PL nº 21/2021), o que declara Salinópolis patrimônio cultural do Pará (PL nº 294/2021), e o que torna o laudo médico de doença sem cura concedido a paciente válido por tempo indeterminado (PL n° 186/2021). 

De autoria da deputada Dilvanda Faro (PT), a proposição nº 21/2021 institui 15 de outubro como o Dia Estadual da Trabalhadora Rural, que será o ponto de partida para a realização da Semana da Mulher Rural. A intenção é estimular debates, palestras e promover outras ações que destaquem a importância da mulher na agricultura familiar.

Deputada Dilvanda Faro

Entre as atividades previstas no Projeto de Lei para a Semana da Mulher Rural estão a realização de cursos de capacitação técnica em áreas diversas de atuação rural; a divulgação de políticas públicas voltadas às mulheres; o incentivo à criação de grupos, associações ou cooperativas de trabalhadoras rurais. “Uma justa homenagem a essas mulheres, que geram a vida no campo, nos lugares mais secos e longínquos que se possa imaginar”, afirmou a deputada autora da matéria.

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Dilvanda reforçou, na justificativa do projeto, o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que registrou 947 mil mulheres responsáveis pela gestão de propriedades rurais, de um universo de 5,07 milhões; e o número de mulheres dirigindo propriedades rurais no Brasil, que alcançou quase 1 milhão e na região Norte chega à 12% com famílias assentadas na zona rural produzindo mamão, pimentão, banana, tomate, laranja, limão, abacaxi, macaxeira, milho, cacau, maracujá, hortaliças, etc.

“Estaremos, também, proporcionando-lhes o momento ideal para estabelecer contatos entre si, de forma a intercambiar boas práticas e técnicas apuradas que possam ampliar a produção e a qualidade de sua atividade profissional. Registra-se, ainda, que as mulheres rurais são agricultoras, assalariadas, assentadas, pescadoras, indígenas, quilombolas, etc., e têm desempenhado um papel importantíssimo para a agricultura familiar e a economia local”, finaliza Dilvanda.

Já a parlamentar Dra Heloisa (PSDB) aprovou o Projeto de Lei nº 186/2021, que torna válido por tempo indeterminado o laudo médico concedido a paciente diagnosticado com patologia congênita, deficiência, transtorno e/ou síndromes para as quais ainda não se conheça a cura. O objetivo, segundo a deputada, é facilitar a vida dos cidadãos paraenses, já que, segundo ela, não parece razoável estabelecer validade determinada para laudos médicos que atestem uma condição que não se alterará com o tempo.

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Deputada Heloísa Guimarães

“Respeitosamente, não nos parece justo que, por exemplo, portador de síndrome de Down tenha que atualizar seu laudo médico periodicamente, quando sabemos que sua condição é irreversível”, explica.

Praia do Atalaia poderá ser declarada patrimônio cultural do Pará

Os deputados também aprovaram na sessão a proposição nº 294/2021, de autoria da deputada Paula Gomes (MDB), que declara a Praia do Atalaia, no município de Salinópolis, patrimônio cultural material e imaterial, paisagístico, e ecológico do Pará. Considerado pela parlamentar parada obrigatória aos que visitam a cidade, o balneário costuma atrair bastante visitantes devido às duas belezas naturais e seus quilômetros de extensão, sendo escolhido por muitos para passar temporadas de verão e festas de fim de ano.

Deputada Paula Gomes

“Proteger o patrimônio material e imaterial que a praia do Atalaia representa é medida que se impõe também sob o aspecto da preservação de um meio ambiente ecologicamente equilibrado, essencial à qualidade de vida de todos”, pontuou Paula Gomes.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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Pará tem maior taxa do país de acidentes com crianças e adolescentes

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Foto: Divulgação

O Pará teve a maior taxa do país de internações de crianças e adolescentes de até 14 anos por acidentes em 2025. Foram 120 hospitalizações a cada 100 mil habitantes, quase o dobro da média nacional, de 63 internações.

Os dados fazem parte de um levantamento do Projeto Criança Segura, da Aldeias Infantis SOS, com informações do Ministério da Saúde, por meio do DataSUS. Ao todo, 9.737 crianças e adolescentes foram internados no estado por acidentes no ano passado

Diferentemente do cenário nacional, em que as quedas são a principal causa de internação, no Pará as queimaduras lideraram os registros.

Em 2025, foram 3.611 hospitalizações por queimaduras entre crianças e adolescentes no estado, o equivalente a 37,1% de todas as internações por lesões não intencionais na faixa etária.

Segundo o levantamento, em 3.400 desses casos, ou 94,2%, não houve especificação sobre a origem da queimadura no registro do atendimento médico.

Quedas aparecem em segundo lugar

As quedas foram a segunda principal causa de internação de crianças e adolescentes no Pará, com 2.477 registros em 2025.

No Brasil, as hospitalizações por quedas nessa faixa etária cresceram 3,3% em relação a 2024.

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Para José Carlos Sturza de Moraes, cientista social e pesquisador da Aldeias Infantis SOS, a alta taxa de internações no Pará pode estar relacionada a desigualdades socioeconômicas e ao acesso a políticas públicas de proteção à infância.

Acidentes com animais também chamam atenção

O levantamento identificou ainda 459 internações por intoxicações de crianças e adolescentes no Pará em 2025.

O estado concentrou 233 internações causadas pelo contato com serpentes e lagartos venenosos, o equivalente a 25,1% dos casos registrados no país para esse tipo de acidente.

Também foram registrados 60 casos de contato com animais ou plantas venenosas, representando 17,2% do total nacional.

Acidentes de trânsito

Os acidentes de trânsito foram responsáveis por 1.022 hospitalizações de crianças e adolescentes no Pará em 2025, o equivalente a 10,5% do total registrado no estado.

As motocicletas aparecem entre os principais pontos de atenção. Foram 428 internações relacionadas a acidentes com esse tipo de veículo, correspondendo a 41,9% das hospitalizações por acidentes de trânsito envolvendo crianças e adolescentes no Pará.

Segundo Sturza, houve uma mudança no perfil das vítimas de acidentes de trânsito nos últimos dez anos. De acordo com o pesquisador, elas passaram de uma maioria formada por pedestres para ocupantes de motocicletas e bicicletas.

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Mortes

O estudo também analisou mortes de crianças e adolescentes de até 14 anos no Brasil em 2024. Nas oito categorias de acidentes avaliadas, foram registradas 3.341 mortes.

As sufocações foram a principal causa, com 1.039 óbitos, seguidas pelos acidentes de trânsito, com 922 mortes, e pelos afogamentos, com 850. Juntas, essas três causas representaram cerca de 84% das mortes analisadas.

As crianças de 1 a 4 anos concentraram 1.095 mortes, o equivalente a 32,8% do total. Já os menores de 1 ano tiveram 930 óbitos, ou 27,8%.

Entre as mortes por sufocação, 75% das vítimas eram bebês. Os afogamentos tiveram maior concentração entre crianças de 1 a 4 anos.

O levantamento aponta a necessidade de ampliar ações de prevenção de acidentes e melhorar o registro das informações sobre as ocorrências.

A Aldeias Infantis SOS informou que iniciou articulação com o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Pará (CEDCA) e com conselhos de outros estados para discutir medidas de prevenção de acidentes envolvendo crianças e adolescentes.

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