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Governo do Estado atua em Oriximiná com mais ações integradas de atendimento a vítimas das chuvas

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O Governo do Estado vem atuando de forma integrada para dar assistência à população atingida pelas fortes chuvas no município de Oriximiná, na região da Calha Norte, e solucionar os estragos causados pela chuva, como o desalojamento de moradores causado pela abertura de uma cratera. Com o monitoramento intensivo, os órgãos estaduais já avaliam que a situação na cidade é considerada estável.

Desde as primeiras horas do início dos transtornos no município, no dia 19 de fevereiro, o Governo enviou equipes do Corpo de Bombeiros Militar e Defesa Civil Estadual, que fizeram o sobrevoo da área para o levantamento preliminar dos impactos. Também foi realizado um mapeamento das áreas atingidas, para levantar o número de vítimas e o impacto estrutural na cidade, que fica a cerca de 800 quilômetros da capital, Belém. O local mais sensível fica localizado no bairro Novo Horizonte, onde uma cratera se abriu com a força da correnteza. 

“Estamos com equipes em campo. Fizemos o auxílio para a Defesa Civil Municipal para que fosse colocado o decreto solicitando o reconhecimento da situação de emergência, assim como o acompanhamento junto com o município. A situação já está estabilizada, já foi possível ligar uma nova rua no sentido latitudinal. Estamos disponíveis para ajudar nas situações que ocorrerem”, explica o tenente coronel Celso Piquet Júnior, comandante do 4º Grupamento de Bombeiros Militar de Santarém.

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O Governo do Estado decretou situação de emergência no município de Oriximiná no dia 21 de fevereiro em publicação na edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE). O coordenador interino da Defesa Civil municipal da cidade, Luís Vitor Alves Veras, afirma que o apoio estadual foi fundamental para minimizar os impactos das chuvas.

“No dia 19 desse mês houve uma grande potencialização dos impactos dessa boçoroca, que é a formação de acentuada erosão causada pela água da chuva, fazendo a destruição da malha asfáltica da rua Marechal Castelo Branco e colocando em risco a vida de moradores das proximidades. Realizamos a retirada desses moradores e atuamos em conjunto com a Defesa Civil do Estado nas ações”, frisa o coordenador municipal. 

Ainda como parte das ações articuladas, o governo instalou no município uma ‘Sala de Situação’ para gerenciar a força-tarefa que lida com a questão, composta por várias pastas estaduais, como a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), a Secretaria Regional de Governo, a Secretaria Estadual de Transporte (Setran) e a Secretaria de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), além da Prefeitura Municipal.

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Equipes da Setran se deslocaram para a área para avaliar possíveis situações de risco de desmoronamento na sede do município. “Técnicos especializados em drenagem se deslocaram para fazer a avaliação. Foi feita uma contenção emergencial, em que as águas foram redirecionadas para as ruas adjacentes através de barreiras físicas com a técnica de RIP RAP, que auxilia na estabilização de taludes e possibilitou que as águas excedentes não mais atingissem aos locais sensíveis. Outros projetos já estão sendo elaborados para conseguir a solução definitiva para a situação de desmoronamento no município”, informa o titular da Setran, Adler Silveira.

O secretário Regional de Governo do Baixo Amazonas, José Maria Tapajós, reforça que entre os esforços para a estabilidade da situação estão o desvio da água e o isolamento da via, a partir da abertura de uma nova rua para proporcionar mais tranquilidade para a população do entorno.

“Essas medidas foram necessárias enquanto aguardamos a decisão final das análises da Defesa Civil Nacional, que está verificando o Decreto de Situação de Emergência homologado pelo governo do estado, que está sempre presente, especialmente em momentos como esse”, afirma.

Fonte: Governo PA

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Filme sobre abusos na Ilha de Marajó completa um ano e segue gerando impacto no Brasil

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O longa-metragem “Manas”, da diretora Mariana Brennand, completa um ano de lançamento nos cinemas com repercussão nacional e internacional. O filme, protagonizado pela atriz Jamilli Correa, é baseado em mais de uma década de pesquisa sobre os abusos cometidos contra mulheres e crianças na Ilha de Marajó, no Pará.

Brennand afirmou que ouvir histórias de meninas de 8 e 10 anos sendo abusadas foi o que a motivou a transformar a pesquisa em ficção.

“Como mulher, depois de ouvir isso, de saber dessa realidade, para mim era fundamental fazer alguma coisa para tentar ajudar.” — Mariana Brennand, diretora

Segundo a diretora, o objetivo foi dar visibilidade a crimes que ocorrem de forma frequente e velada no arquipélago. “Manas surge como uma ficção para tentar dar conta dessa realidade, dessas histórias que são nossas histórias. De nós mulheres no Brasil”, disse ela em entrevista durante o Prêmio Platino Xcaret deste ano.

O filme acumulou prêmios em festivais de cinema ao redor do mundo. Brennand relatou ainda que recebe relatos de mulheres que buscaram ajuda após assistir à obra. A diretora disse esperar que a atenção gerada pelo filme resulte em maior presença do Estado no Marajó, com acesso a educação para crianças e punição aos agressores.

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“São nossas histórias”, diz Mariana Brennand sobre Manas – Veja matéria do Metrópoles

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