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Governo do Estado avança com obras de Macrodrenagem do Canal da Mundurucus, em Belém
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As obras da segunda etapa da Macrodrenagem do Canal da Mundurucus, no Guamá, em Belém, seguem avançando. Com um investimento superior a R$ 52 milhões, o canal integra a Macrodrenagem da Bacia do Tucunduba, que vai beneficiar mais de 300 mil pessoas nos bairros do Guamá, Terra Firme, Marco e Canudos.
“Essa obra de recuperação e construção do canal da Mundurucus, junto com os outros 12 canais da Bacia do Tucunduba, vai auxiliar na drenagem de diversos bairros de Belém. Vamos dar mais mobilidade e qualidade de vida para essas pessoas que tanto são afetadas com lama e água quando chove, perdem os seus bens por conta disso. O governo do Estado está dando continuidade ao programa de assistência à Macrodrenagem da Bacia do Tucunduba para melhorar a vida da população de Belém”, pontuou o secretário de Obras Públicas, Ruy Cabral.
Obras – No trecho de aproximadamente 400 metros, estão sendo executados os serviços de rede de esgoto, rede de distribuição de água, drenagem pluvial, preparação para a pavimentação asfáltica, quadra poliesportiva, calçadas, rampas e passarelas.
Atualmente, já se encontram executados 620 metros de canal retangular com placas de concreto. Os serviços se concentram nos últimos 60 metros, cujo comprimento pertence ao trecho destinado à Feira da Mundurucus.
Feira – Na esquina das avenidas Teófilo Conduru e Mundurucus, acima do canal, vai ficar a nova Feira da Mundurucus. Para sustentar a estrutura e dar mais segurança aos feirantes, estão sendo cravadas estacas pré-moldadas de concreto com 20 metros de comprimento nas duas margens do canal. O projeto da feira deverá ser uma doação por parte da prefeitura de Belém, porém ele ainda não foi apresentado para os permissionários.
Primeira etapa – Em janeiro de 2024, o governo do Estado entregou para a população um trecho de 300 metros de canal retangular em concreto, além de uma praça, 600 metros de rede de esgotamento sanitário, 600 metros de rede de distribuição de água, 240 metros de rede de drenagem pluvial, 600 metros de pavimentação asfáltica, calçadas, rampas de acessibilidade e duas passarelas. Ao todo, já foram concluídos 3.095 metros de canal, com obras de infraestrutura e saneamento básico.
Texto: Lucas Rocha/Ascom Sedop
Fonte: Governo PA
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Safra do açaí começa em agosto e pode reduzir preço do litro em até 40%
A safra do açaí deve começar oficialmente em agosto. Prevista para a segunda metade do mês, o período é marcado pela abundância do fruto, aumento da oferta e melhoras no sabor e na textura do sumo. Em Belém, já crescem as boas expectativas de venda para os batedores de açaí que já vivenciam recuo no valor dos paneiros do fruto. A época também acompanha o recuo do alimento para os consumidores, que já esperam um preço mais acessível.
De acordo com o presidente da Associação dos Vendedores Artesanais de Açaí de Belém e Região Metropolitana (Avabel), Carlos Alberto Noronha, apesar da expectativa, o período da safra “não vai ser de muita quantidade de frutos”. Isso porque as altas temperaturas registradas no segundo semestre do ano podem prejudicar a produção do açaí.
“Não se espera uma grande safra de açaí esse ano. O consumidor pode esperar ter uma queda no preço, mais ou menos entre 30% a 40%. Esse ano, o litro do açaí do tipo médio na entressafra chegou a custar entre R$40 e R$45. Acredito que o litro na safra vai ficar em torno dos R$26 a R$28, e isso naqueles pontos que tem o fruto e a polpa de açaí com qualidade, que faz o branqueamento, que é o procedimento correto a fazer, e o custo para todo esse processo é alto”, prevê.
Na entressafra, o paneiro de açaí proveniente da cidade Macapá, no Amapá, chegou a custar entre R$150 e R$170. Atualmente, o açaí das ilhas de Belém, considerado de “melhor qualidade”, está custando em torno de R$90 a R$100. “Já teve uma queda, sim, no fruto, assim como já teve queda também da polpa nos pontos de venda”, disse.
Apesar disso, até o momento, os batedores de açaí de Belém e região metropolitana não conseguiram retomar o lucro perdido na entressafra. Segundo Noronha, a situação é explicada pela diminuição da colheita do açaí nas ilhas de Belém neste mês de julho, época de férias escolares, o que faz com que o fruto ainda chegue em pequenas quantidades nos pontos de venda.
“Agora, o problema é que o açaí da região de Macapá parou de vir. Não foi mais viável vir de lá pra cá porque a safra diminuiu e as viagens têm despesa muito alta. O açaí que está tendo em Belém, das ilhas, da região de Igarapé-Miri, não está suprindo a necessidade de consumo da região. Mas afirma dizer que a tendência é melhorar daqui para frente”, garante o presidente da Avabel.
Expectativa de preços e produção
Na Feira da Pedreira, o batedor de açaí Heron Rocha, 57 anos, já espera por uma maior disponibilidade e boa qualidade de frutos durante a safra, que deve ocorrer a partir de 24 de agosto. O preço do sumo da fruta já sofreu um recuo com a chegada do verão amazônico. No Açaí do Heron, por exemplo, o litro do tipo médio está custando R$28, enquanto em março, no pico da entressafra, chegou a R$40.
“Eu costumo observar se os preços se estabilizam para eu poder baixar o meu preço. Não adianta baixar o preço, se o valor do fruto está alto porque eu posso ter que mexer na qualidade, e eu não quero isso. Então, eu aguardo até os últimos momentos para eu manter a qualidade, essa é a prioridade. Hoje, o açaí está de R$28 com uma esperança que esse preço caia para que a gente consiga repassar ao consumidor, assim é possível que a gente aumente o volume de vendas. Pode chegar até R$25”, afirma o batedor.
A queda acompanha a redução do preço do açaí da região das ilhas de Belém, que está estabilizado entre R$100 e R$140, o paneiro com duas latas. Já o fruto da região da Ilha do Marajó, oriundo de São Sebastião da Boa Vista e Curralinho, custa de R$50 a R$60, a lata. A diferença de preço é expressiva em relação a entressafra, quando o custo do paneiro pode chegar a R$600, tendo menos frutos, menor capacidade de produção e inferioridade de sabor.
“A grande vantagem do período da safra é que os apanhadores só conseguem ter uma boa venda se esperarem amadurecer o fruto. Não existe o caso de apanhar verde com intuito de pegar o preço mais alto. Consegue o preço mais alto aquele que consegue deixar amadurecer melhor o fruto. E é isso que garante o melhor sabor, cheiro e a produtividade do fruto”, explica Heron.
Consumo e expectativas dos clientes
Consumidora assídua, Patrícia Silva, de 55 anos, não deixa de comprar o açaí um único dia. Por isso, ela pondera que, mesmo com a baixa mais recente, o preço do sumo poderia diminuir mais um pouco, já que na entressafra o alimento pesou no bolso. Além disso, ela relata que o vinho da fruta já está mais saboroso, o que tende a aumentar a compra de um litro do açaí para dois do tipo médio.
“Nessa época o açaí fica muito mais gostoso, a qualidade é muito melhor, é outra coisa tomar açaí na safra. Eu tomo açaí desde pequena, fui criada tomando açaí todo dia, e na entressafra o preço do açaí vai lá pro alto, fica muito caro. Então, a gente diminui, de um litro, passei a comprar meio litro. Agora eu já to esperando pelo pico da safra porque tem que baixar só mais um pouquinho. Se diminuir, a gente compra mais”, disse a jornaleira.
“Eu costumo tomar sempre, na safra e na entressafra”, afirma o comerciante Antônio Nunes, 59, que sempre compra a mesma quantidade: dois litros do tipo médio, duas vezes na semana. Agora, com a chegada da safra, ele conta que espera pelo menos mais uma diminuição do valor, já que nos meses anteriores o sumo pesou no orçamento. “Além dele ser mais saboroso e mais grosso, eu espero que o preço fique mais barato porque na entressafra estava bem alto, R$40 que pesa no bolso”, disse.
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