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Hospital do Sudeste do Pará promove ações educativas sobre saúde mental neste mês

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O Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá, promoveu, na terça-feira, 10, ações educativas em alusão ao Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção do suicídio. Com o apoio da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), as atividades procuraram conscientizar pacientes e profissionais de saúde sobre a importância do equilíbrio emocional e da prevenção do suicídio.
 
Elisa Almeida, colaboradora da ouvidoria do hospital, enfatizou a relevância das ações. “Falar sobre saúde mental é fundamental, especialmente em um ambiente hospitalar, onde enfrentamos situações de grande responsabilidade. Essas palestras são uma oportunidade para cuidarmos uns dos outros e compreendermos melhor como podemos oferecer apoio àqueles que estão passando por momentos difíceis”, destacou.
 
A iniciativa, promovida pelos serviços de humanização e de gestão de pessoas da unidade do governo do Pará, faz parte das ações de humanização do hospital, que busca promover a saúde integral de colaboradores e pacientes, reforçando a rede de apoio na instituição.
 
De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil registra cerca de 12 mil suicídios anuais, com uma incidência alarmante entre os jovens. No grupo etário de 15 a 29 anos, o suicídio é a quarta principal causa de morte, ficando atrás apenas de acidentes de trânsito, tuberculose e violência interpessoal.
 
Arthur Zanelli, psicólogo e coordenador de gestão de pessoas do hospital, destacou a importância da sensibilização. “Essas palestras são essenciais para criar uma cultura de prevenção e apoio. Identificar sinais precoces e oferecer suporte pode fazer toda a diferença na vida de alguém que está em sofrimento”, explicou.
 
Prevenção

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As ações educativas realizadas no hospital, sob a gestão do Instituto de Saúde Social e Ambiental da Amazônia (ISSAA) e em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), contaram com a participação de Roberson Geovani Casarin, professor da Unifesspa e doutor em saúde.
 
“É crucial que todos, especialmente os profissionais de saúde, estejam bem informados e preparados para identificar sinais de sofrimento mental. Somente com um esforço conjunto podemos construir uma rede de suporte eficaz e oferecer à pessoa a chance de encontrar a ajuda necessária em momentos de crise”, enfatizou o psicólogo.
 
O especialista ainda explicou os sinais de alerta que podem indicar pensamentos suicidas. “Alterações comportamentais significativas, como isolamento social, sinais de desespero ou culpa, variações extremas de humor e falta de motivação, são indicativos importantes. Além disso, a presença de doenças mentais na família, abuso de substâncias e experiências traumáticas podem aumentar consideravelmente o risco”, destacou.  

Entre as ações educativas do setembro amarelo na unidade, destaca-se um painel interativo com QR Code no corredor principal da instituição. No dispositivo, os usuários têm acesso a frases motivacionais e informativas sobre saúde mental e prevenção ao suicídio, reforçando a conscientização durante todo o mês. 

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Maria Euzimar, moradora de Itupiranga, que acompanha o filho internado na unidade comentou a iniciativa. “Achei essa ação muito interessante. Escaneei um dos QR codes e a mensagem sobre a importância de estar bem consigo mesmo me fez pensar sobre como é fundamental cuidar da saúde mental. Esse tipo de iniciativa pode fazer a diferença para muitas pessoas”, explicou. 

Perfil – Os serviços no Hospital Regional do Sudeste do Pará são 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A unidade é referência na região, com 135 leitos, sendo 97 de internação clínica e 38 Unidades de Terapia Intensiva (UTI) – Adulto, Pediátrica e Neonatal.

Fonte: Governo PA

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Pará tem maior taxa do país de acidentes com crianças e adolescentes

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Foto: Divulgação

O Pará teve a maior taxa do país de internações de crianças e adolescentes de até 14 anos por acidentes em 2025. Foram 120 hospitalizações a cada 100 mil habitantes, quase o dobro da média nacional, de 63 internações.

Os dados fazem parte de um levantamento do Projeto Criança Segura, da Aldeias Infantis SOS, com informações do Ministério da Saúde, por meio do DataSUS. Ao todo, 9.737 crianças e adolescentes foram internados no estado por acidentes no ano passado

Diferentemente do cenário nacional, em que as quedas são a principal causa de internação, no Pará as queimaduras lideraram os registros.

Em 2025, foram 3.611 hospitalizações por queimaduras entre crianças e adolescentes no estado, o equivalente a 37,1% de todas as internações por lesões não intencionais na faixa etária.

Segundo o levantamento, em 3.400 desses casos, ou 94,2%, não houve especificação sobre a origem da queimadura no registro do atendimento médico.

Quedas aparecem em segundo lugar

As quedas foram a segunda principal causa de internação de crianças e adolescentes no Pará, com 2.477 registros em 2025.

No Brasil, as hospitalizações por quedas nessa faixa etária cresceram 3,3% em relação a 2024.

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Para José Carlos Sturza de Moraes, cientista social e pesquisador da Aldeias Infantis SOS, a alta taxa de internações no Pará pode estar relacionada a desigualdades socioeconômicas e ao acesso a políticas públicas de proteção à infância.

Acidentes com animais também chamam atenção

O levantamento identificou ainda 459 internações por intoxicações de crianças e adolescentes no Pará em 2025.

O estado concentrou 233 internações causadas pelo contato com serpentes e lagartos venenosos, o equivalente a 25,1% dos casos registrados no país para esse tipo de acidente.

Também foram registrados 60 casos de contato com animais ou plantas venenosas, representando 17,2% do total nacional.

Acidentes de trânsito

Os acidentes de trânsito foram responsáveis por 1.022 hospitalizações de crianças e adolescentes no Pará em 2025, o equivalente a 10,5% do total registrado no estado.

As motocicletas aparecem entre os principais pontos de atenção. Foram 428 internações relacionadas a acidentes com esse tipo de veículo, correspondendo a 41,9% das hospitalizações por acidentes de trânsito envolvendo crianças e adolescentes no Pará.

Segundo Sturza, houve uma mudança no perfil das vítimas de acidentes de trânsito nos últimos dez anos. De acordo com o pesquisador, elas passaram de uma maioria formada por pedestres para ocupantes de motocicletas e bicicletas.

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Mortes

O estudo também analisou mortes de crianças e adolescentes de até 14 anos no Brasil em 2024. Nas oito categorias de acidentes avaliadas, foram registradas 3.341 mortes.

As sufocações foram a principal causa, com 1.039 óbitos, seguidas pelos acidentes de trânsito, com 922 mortes, e pelos afogamentos, com 850. Juntas, essas três causas representaram cerca de 84% das mortes analisadas.

As crianças de 1 a 4 anos concentraram 1.095 mortes, o equivalente a 32,8% do total. Já os menores de 1 ano tiveram 930 óbitos, ou 27,8%.

Entre as mortes por sufocação, 75% das vítimas eram bebês. Os afogamentos tiveram maior concentração entre crianças de 1 a 4 anos.

O levantamento aponta a necessidade de ampliar ações de prevenção de acidentes e melhorar o registro das informações sobre as ocorrências.

A Aldeias Infantis SOS informou que iniciou articulação com o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Pará (CEDCA) e com conselhos de outros estados para discutir medidas de prevenção de acidentes envolvendo crianças e adolescentes.

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