SAÚDE
Em Alagoas, Ministério da Saúde diploma 2.799 Agentes de Saúde e de Endemias
SAÚDE
Nesta sexta-feira (12), o Ministério da Saúde realizou a formatura de mais uma turma de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE) do programa Mais Saúde com Agente, na cidade de Arapiraca (AL). No estado foram diplomados 2.156 ACS e 642 ACE, resultado que representa um marco para o estado e reforça o compromisso com a qualificação das equipes que atuam diretamente na Atenção Básica e na Vigilância em Saúde.
O Mais Saúde com Agente teve o objetivo de oferecer formação de nível técnico aos ACS e ACE de todo o país, por meio de dois cursos articulados: o Curso Técnico em Agente Comunitário de Saúde e o Curso Técnico em Vigilância em Saúde com Ênfase no Combate às Endemias. A formação foi desenvolvida em formato híbrido, com 40% da carga horária realizada em Ensino a Distância (EaD) e 60% em atividades práticas nos próprios territórios de atuação. Para garantir a qualidade do processo educativo, o programa contou com tutores responsáveis por mediar debates e orientar disciplinas no ambiente virtual, além de preceptores – trabalhadores das redes municipais – que acompanharam de perto as atividades desenvolvidas pelos agentes nos serviços e comunidades.
Essa estrutura formativa promoveu uma integração inédita entre ACS e ACE, fortalecendo o trabalho conjunto e estimulando debates, ações educativas e práticas que ampliam o olhar crítico e o escopo de atuação dos profissionais. O resultado se expressa na qualificação do cuidado prestado à população e no fortalecimento das redes locais de saúde. O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, destacou o impacto do programa na educação em saúde: “No Brasil, 80% da formação técnica é ofertada por instituições privadas. Imaginem se, além de todo o trabalho que os agentes já realizam no dia a dia, ainda tivessem que pagar por essa formação. O Ministério da Saúde assumiu essa responsabilidade para garantir equidade, reconhecimento e valorização. A qualificação dos agentes nasce da prática — de saber chegar às casas, conversar, acolher, orientar, identificar necessidades e fortalecer vínculos. ”
Além do avanço técnico, o programa tem importante impacto social. Grande parte dos agentes é formada por mulheres e pessoas negras, parcela da população historicamente sujeita a maiores barreiras de acesso e permanência em cursos de formação. Ao democratizar o ingresso em um curso técnico de qualidade, o Mais Saúde com Agente também se afirma como uma política de equidade, ampliando oportunidades e valorizando as trabalhadoras e trabalhadores que sustentam o cuidado comunitário em todo o país, como fala a presidente da Confederação Nacional dos Agentes de Saúde (CONACS), Ilda Angélica.
“Hoje é dia de celebração e de valorização. Nós, agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias, carregamos uma responsabilidade enorme. Estudamos, trabalhamos na base, enfrentamos nossos desafios pessoais e ainda assim seguimos firmes, porque acreditamos na transformação que fazemos. Não somos apenas agentes de saúde, somos agentes sociais. Atuamos na saúde, na educação, na assistência e no meio ambiente”, afirma a presidente do CONACS.
Mostra nacional
A Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) reforça a importância do envio de trabalhos para a Mostra Nacional do Programa Mais Saúde com Agente, que será realizada nos dias 18 e 19 de março de 2026, em Brasília (DF). Serão selecionados 200 trabalhos de todas as regiões do país. Cada proposta poderá ter dois autores principais, e os 400 agentes selecionados terão participação integralmente custeada para apresentar suas experiências na capital federal. Durante o evento, também serão premiados dois trabalhos por região, que terão suas trajetórias registradas em webdocumentário, produzido pelo Conselho Nacional de Secretarias municipais de Saúde (Conasems).
Juliana Lima
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Vacina pneumo 20 está disponível no SUS para crianças de até 5 anos e grupos especiais
A vacina Pneumo 20, indicada para crianças de até 5 anos e outros grupos especiais está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e demais pontos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). O imunizante protege contra 20 sorotipos da bactéria causadora de doenças graves como pneumonia e meningite, que podem resultar em hospitalizações, sequelas e óbitos.
A vacina amplia a cobertura contra sorotipos relacionados à pneumonia invasiva, incluindo os tipos 3, 6A e 19A. Também contribui para a proteção contra a otite média, que pode evoluir para perda auditiva e, em casos mais graves, infecção generalizada.
A doença pneumocócica é apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das principais causas de mortalidade infantil por doença imunoprevenível. As doenças pneumocócicas também estão associadas a internações hospitalares e atendimentos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Esquema vacinal e substituição de imunizantes
O SUS oferece as vacinas pneumocócicas conjugadas Pneumo 10 e Pneumo 13, além da vacina polissacarídica Pneumo 23, conforme indicação.
Com a Pneumo 20 no calendário infantil, está em andamento uma transição gradual do esquema vacinal. A vacina está indicada para os seguintes grupos:
- Crianças menores de 5 anos;
- Povos indígenas a partir de 5 anos sem histórico vacinal com vacina pneumocócica conjugada;
- Idosos a partir de 60 anos acamados e/ou institucionalizados;
- Pessoas com condições clínicas especiais atendidas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).
Durante o período de transição, o esquema vacinal prevê uma dose da Pneumo 20 aos 2 meses de idade, uma dose da Pneumo 10 aos 4 meses e uma dose de reforço da Pneumo 20 aos 12 meses, respeitando intervalo mínimo de 60 dias entre a segunda dose e o reforço. As vacinas Pneumo 13 e Pneumo 23 seguem sendo utilizadas conforme indicação do Programa Nacional de Imunização (PNI) até a conclusão da transição de estoques.
Após o esgotamento das doses da Pneumo 10, o esquema passará a utilizar exclusivamente a Pneumo 20. O histórico de vacinação pode ser acompanhado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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