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Após seis horas de negociação, polícia prende suspeitos e libera reféns de casa lotérica em Ponta de Pedras, no Marajó

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Terminou na tarde desta segunda-feira (30) a ocorrência de roubo com reféns em uma casa lotérica de Ponta de Pedras, no Arquipélago do Marajó. A ação foi encerrada com a prisão dos dois suspeitos e a liberação de todos os reféns, sem registro de feridos.

O caso teve início por volta das 12h15, quando dois homens armados invadiram o estabelecimento e fizeram três pessoas reféns durante uma tentativa de assalto.

Ao longo da ocorrência, uma das vítimas foi liberada durante as negociações conduzidas pela Polícia Militar. Em seguida, após horas de gerenciamento da crise, os outros dois reféns também foram libertados e os suspeitos se renderam, sendo presos pelas forças de segurança.

A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil, além de policiais da ROTAM e do Batalhão de Ação com Cães (BAC), que realizaram o isolamento da área e atuaram na negociação até o desfecho da ocorrência.

Os suspeitos foram encaminhados à delegacia, onde permanecerão à disposição da Justiça. O caso será investigado pela Polícia Civil.

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Pesquisadora da UFPA lança livro com memórias e histórias de mulheres quilombolas do Marajó

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Já está disponível o livro “Marajó: mulheres, memórias, quilombos” que reúne histórias, memórias e vivências de mulheres quilombolas do Marajó, contribuindo para a valorização de suas trajetórias e para o fortalecimento da memória coletiva dessas comunidades. A publicação é resultado do projeto de pesquisa Mulheres a(es)quecidas: (re)contando histórias de mulheres quilombolas, vinculado à Faculdade de Letras (Fale) do Campus Breves da Universidade Federal do Pará (UFPA).

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De autoria da docente da Fale Sandra Maria Job, a obra é composta por narrativas de mulheres de quatro comunidades quilombolas no Marajó: Gurupá Mirim, Jocojó, Povoação e Maria Ribeira. As protagonistas são senhoras que relatam as experiências vividas no seu território.

A ideia de fazer um livro surgiu a partir da quantidade significativa de dados e descobertas gerados ao longo da pesquisa desenvolvida por Sandra Maria, que iniciou em 2016. Segundo a pesquisadora, a publicação é um meio de visibilizar e ampliar a voz das mulheres do quilombo, permitindo que elas sejam protagonistas das próprias histórias.

“Quando chegava nas comunidades e explicava que queria falar só com mulheres e sobre elas, elas estranharam. Estão acostumadas a receber pesquisadores/as, inclusive estrangeiros, contudo, nunca pararam para falar com elas, sobre elas. No geral, a mulher, em especial a mulher preta e indígena,  tem sido silenciada. Então, oportunizar a essas mulheres esse momento para escutá-las e reverberar essas vozes é muito importante”, explica a autora.

Dividido em cinco capítulos, o livro aborda a história dos territórios e o processo de luta em defesa de seus direitos. Com relatos em primeira pessoa, a obra reúne narrativas sobre relacionamentos, luta, sobrevivência pós-república e resistência em torno do Marajó. Para as(os) interessadas(os), a obra está disponível em formato físico e pode ser adquirida por meio do contato [email protected]

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