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ABIEC celebra redução de tarifas dos EUA sobre carne bovina brasileira e vê avanço nas relações comerciais

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A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) classificou como “muito positiva” a decisão dos Estados Unidos de reduzir as tarifas aplicadas à carne bovina brasileira. Segundo a entidade, a medida representa um avanço significativo nas relações comerciais entre os dois países e demonstra confiança no diálogo técnico construído ao longo dos últimos anos.

A ABIEC destaca que a redução tarifária reconhece a importância da carne bovina produzida no Brasil, conhecida pela qualidade, regularidade e contribuição para a segurança alimentar global. Além disso, a medida traz previsibilidade ao setor exportador, fator essencial para o bom funcionamento do comércio internacional e para o planejamento das empresas brasileiras.

EUA mantêm papel estratégico nas exportações de carne bovina do Brasil

Os Estados Unidos são o segundo maior destino da carne bovina brasileira, com participação expressiva no volume e no valor das exportações do país. A decisão norte-americana, segundo a associação, fortalece essa parceria comercial e cria condições para uma retomada mais estável e equilibrada das vendas nos próximos meses.

Com a redução das tarifas, as indústrias exportadoras esperam ganhos de competitividade, principalmente em cortes de maior valor agregado, ampliando a presença do produto brasileiro no mercado americano — um dos mais exigentes e valiosos do mundo.

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Setor reforça compromisso com qualidade e sustentabilidade

A ABIEC reafirmou que o setor continuará trabalhando em cooperação com as autoridades brasileiras e americanas, tanto na área sanitária quanto nas questões comerciais, com o objetivo de ampliar as oportunidades de exportação e consolidar o Brasil como um parceiro confiável e competitivo no cenário global.

A entidade também reforçou o compromisso das indústrias associadas com práticas sustentáveis, rastreabilidade e segurança alimentar, pilares que sustentam a reputação da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

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Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

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Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

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