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MPPA realiza operação contra esquema de jogo do bicho e lavagem de dinheiro no Pará

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O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) realizou, nesta sexta-feira (3), a operação “Fim de Jogo”, em Abaetetuba e em cidades do Baixo Tocantins. A ação tem como objetivo cumprir medidas cautelares patrimoniais e restritivas contra os investigados que atuam no jogo do bicho.

De acordo com o MPPA, a investigação apura crimes de associação criminosa, exploração do jogo do bicho e lavagem de dinheiro. O grupo investigado teria movimentado mais de R$ 40 milhões em atividade considerada ilegal, valor incompatível com as rendas declaradas.

  • Entre as medidas determinadas pela Justiça estão o sequestro de seis imóveis em Belém e Abaetetuba, além de oito veículos, entre caminhões, caminhonetes e motocicletas.
  • Também foi autorizado o bloqueio de ativos financeiros dos denunciados até o valor de R$ 43.906.417,22.
  • Outras decisões incluem a indisponibilidade das quotas sociais de sete empresas ligadas aos investigados e a proibição de abertura de novas empresas.
  • Quatro imóveis usados para exploração de jogos de azar foram interditados nos municípios de Abaetetuba, Moju, Cametá e Acará.

Como funcionava o esquema

Segundo as investigações, o dinheiro obtido com o jogo do bicho era ocultado por meio de empresas e pessoas jurídicas ligadas a diferentes atividades econômicas.

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Entre os setores utilizados estão postos de combustíveis, empresas de prestação de serviços e outros empreendimentos comerciais, que serviriam para dissimular a origem dos recursos.

As apurações foram conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO), com apoio do NAI/CI e do GSI. A denúncia apresentada pelo Ministério Público foi aceita pela Justiça, e o processo segue em tramitação sob supervisão do Poder Judiciário.

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MPPA monitora o cumprimento do Pacto Antirracista e da Educação do Campo e Quilombola em Salvaterra

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Foto: Divulgação

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio da Promotoria de Justiça Agrária da 1ª Região (Castanhal), do Núcleo Agrário e Fundiário (NAF) e do Núcleo de Promoção da Igualdade Étnico-Racial (NIERAC), participou, no dia 2 de julho, em Salvaterra, no Arquipélago do Marajó, de reunião de monitoramento do Pacto Antirracista, Educação do Campo e Quilombola.

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O encontro reuniu representantes do poder público municipal, lideranças quilombolas, conselhos de educação, profissionais da rede de ensino e membros das comunidades tradicionais para avaliar os avanços e desafios na implementação das políticas educacionais voltadas às populações do campo e quilombolas no município de Salvaterra, no arquipélago do Marajó.

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Durante a programação, foram debatidos temas como fortalecimento da educação antirracista, melhoria da infraestrutura escolar, transporte escolar, alimentação adequada às realidades territoriais, acesso a recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), formação continuada de professores e a importância da consulta prévia, livre e informada às comunidades tradicionais.

A promotora de Justiça Ione Nakamura destacou a necessidade de fortalecimento dos instrumentos de participação social e da construção de currículos conectados às realidades locais. Já a promotora de Justiça Lilian Braga reforçou a importância de avançar em ações concretas para promoção da equidade racial e garantia de direitos.

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