ECONOMIA
Alckmin cumpre intensa agenda política e empresarial em Nova Delhi
ECONOMIA
No segundo dia da missão oficial à Índia, o vice presidente Geraldo Alckmin teve reuniões de trabalho com Chandrapuram Ponnusami Radhakrishnan, vice-presidente da Índia; com Piyush Goyal, ministro do Comércio e da Indústria da Índia; e com o ministro do Petróleo e Gás Natural, Hardeep Singh.
Este encontro simboliza mais do que um evento econômico: é um marco no fortalecimento da parceria estratégica entre duas das maiores democracias do Sul Global. Hoje, Brasil e Índia não apenas compartilham valores e aspirações. Compartilham também o dever de transformar potencial em prosperidade”
Geraldo Alckmin, vice-presidente
Na reunião com o vice-presidente indiano, Alckmin anunciou que o Brasil está implementando o visto eletrônico para viagens de negócios dos indianos no Brasil. Alckmin e Radhakrishnan destacaram a importância de avançarem em acordo para garantir voos diretos entre os dois países, para ampliar o fluxo de comércio e de turismo.
Após a reunião com Alckmin, o ministro Singh, de Petróleo e Gás Natural, recordou que seu relacionamento com o Brasil é antigo. “Como muitos de vocês já sabem, tive o privilégio de servir como embaixador da Índia no Brasil entre 2006 e 2008. A Índia e o Brasil são não apenas parceiros em várias iniciativas multilaterais, como nosso relacionamento econômico se torna cada vez mais forte”, disse Singh.
ALIANÇA – Os dois países são membros fundadores da Aliança Global para Biocombustíveis (GBA). A Índia compra 2.5 bilhões de dólares em petróleo bruto do Brasil anualmente e a Petrobras coopera com sua expertise reconhecida mundialmente na prospecção de petróleo em águas profundas na Índia, Singh citou como exemplos.
PERSPECTIVAS – “Esta é uma jornada que começou há muitos anos, no primeiro governo do presidente Lula, e que está ganhando cada vez mais impulso. Vejo uma perspectiva brilhante para cooperação cada vez mais intensa não apenas na esfera econômica, mas também muito além, uma vez que somos stakeholders importantes do multilateralismo”, disse Singh.
FÓRUM EMPRESARIAL – Alckmin também participou, com o ministro Goyal, do Fórum Empresarial Brasil-Índia, coordenado pelo Departamento de Promoção Comercial, Investimentos e Agricultura do Itamaraty, com o apoio da APEX-Brasil e a participação da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Federação das Câmaras de Comércio e Indústria da Índia (FICCI). Durante o evento, a CNI e a FICCI anunciaram o lançamento do Conselho Empresarial Brasil-Índia, que deve ter a primeira reunião em fevereiro.
POTENCIAL – “Este encontro simboliza mais do que um evento econômico: é um marco no fortalecimento da parceria estratégica entre duas das maiores democracias do Sul Global. Hoje, Brasil e Índia não apenas compartilham valores e aspirações; compartilham também o dever de transformar potencial em prosperidade”, disse o vice-presidente brasileiro.
AVANÇOS – Alckmin fez um apanhado das realizações da missão oficial à Índia, entre elas a promulgação de importantes acordos para as empresas e investidores brasileiros. “Os avanços no Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI) e no Acordo para Evitar a Bitributação, que tive a oportunidade de promulgar como Presidente em Exercício, criam um ambiente de negócios mais seguro e previsível”, disse Alckmin.
PREFERÊNCIA TARIFÁRIA – Após o evento, Alckmin também anunciou, com o ministro Goyal, o acordo para ampliação do Acordo de Comércio Preferencial MERCOSUL–Índia. “Hoje temos um acordo de preferência tarifária que cobre um número de linhas tarifárias pequeno. Então, podemos aprofundar, ampliar essas linhas tarifárias para ter preferência nas vendas”, disse Alckmin. “O comércio entre Brasil e Índia está crescendo. O ano passado foi 12 bilhões de dólares. Este ano pode chegar a 15 bilhões de dólares. A exportação da Índia para o Brasil cresce mais de 30% este ano e poderemos rapidamente chegar a 20 bilhões de dólares”, projetou.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
ECONOMIA
Ministério da Fazenda, MDIC e ABGF lançam FGCE e inauguram nova etapa no apoio às exportações
Os ministérios da Fazenda (MF) e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF) realizaram nesta sexta-feira (19/6) o lançamento do novo Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior (FGCE) e anunciaram instituições financeiras habilitadas para operar o instrumento.
As iniciativas foram anunciadas durante o evento “FGCE – Uma nova etapa no apoio às Exportações Brasileiras”, em São Paulo, que contou com a participação do secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, do secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Rodrigo Zerbone, da presidenta da ABGF, Maíra Madrid, além de representantes do governo, do sistema financeiro, entidades empresariais e empresas exportadoras convidadas.
A iniciativa representa um importante avanço na estrutura de apoio ao financiamento das exportações brasileiras, com a entrada em operação da Modalidade MPME+, solução criada no âmbito do FGCE para ampliar o acesso ao crédito e fortalecer a competitividade de micro, pequenas e médias empresas que atuam no comércio exterior.
Com o FGCE oficialmente constituído, as empresas passam a contar com um modelo mais moderno, ágil e acessível de apoio financeiro às suas operações de exportação, por meio da rede de instituições credenciadas pela ABGF.
O novo modelo foi desenvolvido para enfrentar um dos principais desafios das empresas exportadoras brasileiras: o acesso ao crédito. Embora as micro, pequenas e médias empresas representem cerca de 69% das empresas exportadoras do país, elas respondem por aproximadamente 6% do volume financeiro exportado. Com o MPME+, a expectativa é ampliar a participação dessas empresas no comércio exterior brasileiro, aumentando sua capacidade de inserção internacional e crescimento.
Entre os principais avanços apresentados está a possibilidade de acesso a crédito com garantia antes da assinatura de um contrato de exportação. Na prática, a medida permite que empresas utilizem linhas de capital de giro e investimento para se preparar para entrar em novos mercados, ampliar capacidade produtiva, adquirir insumos, estruturar operações e atender futuros compradores internacionais com maior previsibilidade.
O FGCE também amplia significativamente os prazos de apoio às operações de pré-embarque, que passam de 180 para até 720 dias, oferecendo maior segurança para o planejamento financeiro das empresas exportadoras.
Durante o evento, foram anunciadas as instituições financeiras habilitadas a operar com as garantias do FGCE, ampliando a capilaridade do instrumento e aproximando as soluções de financiamento das empresas em todo o país.
Por sua natureza de análise por carteira, a Modalidade MPME+ reduz a necessidade de aprovação individual de cada operação, tornando o processo mais escalável e eficiente, reduzindo burocracias e ampliando a oferta de crédito em condições mais competitivas.
Poderão acessar as garantias do MPME+ empresas com receita operacional bruta anual de até R$ 300 milhões que possuam histórico exportador, observados os critérios de elegibilidade.
Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, a iniciativa reforça o compromisso do Governo Federal com o aperfeiçoamento dos instrumentos de crédito e com a criação de condições para que mais empresas brasileiras possam ampliar sua participação no comércio exterior.
“Hoje, com a constituição do FGCE, com o aporte de recursos e com a capilaridade dos bancos privados, nós vamos multiplicar por 15 o apoio à exportação de micro, médias e pequenas empresas. Isso é muito importante para o país, vai dar escala para essas empresas, permitir que elas cresçam, que elas se tornem mais competitivas, que elas inovem. Isso é muito saudável para o país, ajuda a balança comercial, gera emprego, renda, e reforça a visão de médio a longo prazo de medidas que estamos implementando pelo desenvolvimento estrutural do país”, afirmou.
Para o secretário-executivo do MDIC, Rodrigo Zerbone, o lançamento do FGCE consolida uma agenda mais ampla de fortalecimento dos instrumentos públicos de apoio às exportações e de ampliação da presença internacional das empresas brasileiras.
“Nosso objetivo é construir um ambiente em que mais empresas brasileiras possam enxergar o comércio exterior como uma estratégia concreta de crescimento. O FGCE faz parte desse esforço de modernização da política de apoio às exportações e amplia a capacidade do país de incorporar micro, pequenas e médias empresas à agenda de internacionalização da economia brasileira”, afirmou.
Segundo a presidenta da ABGF, Maíra Madrid, o lançamento do FGCE representa um marco para o fortalecimento das exportações brasileiras.
“Estamos criando condições para que mais empresas, de todos os portes, consigam acessar crédito de forma simples, rápida e segura para exportar mais. O FGCE tem potencial de ampliar em mais de 10 vezes o apoio disponível do Seguro de Crédito à Exportação para MPMEs, podendo chegar a 2,2 bilhões de crédito disponível por ano”, afirma.
Mais informações sobre o evento “FGCE – Uma nova etapa no apoio às Exportações Brasileiras”, sobre o Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior (FGCE) e instituições financeiras habilitadas estão disponíveis na página da ABGF.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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