PARÁ
Adepará abre Processo Seletivo Simplificado para contratação temporária no Sudeste paraense
PARÁ
A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) publicou novo edital de Processo Seletivo Simplificado (PSS) para contratação temporária de profissionais em municípios da região Sudeste. As vagas são destinadas a cargos de nível médio e nível superior, com atuação em unidades da Agência no interior do Estado.
São oferecidas vagas para médico veterinário, engenheiro agrônomo, agente fiscal agropecuário (AFA) e assistente administrativo. Os profissionais selecionados atuarão nos municípios de Parauapebas, Eldorado do Carajás, Curionópolis e Itupiranga (distrito de Cruzeiro do Sul).

De acordo com o edital, a remuneração varia de R$ 1.789,86 a R$ 2.949,55. O processo seletivo visa reforçar o quadro de profissionais da Agência e garantir a continuidade das ações de defesa agropecuária desenvolvidas na região.
As inscrições estarão abertas nos dias 22 e 23 de junho de 2026 (segunda e terça-feira), e devem ser realizadas no site da Sipros https://www.sipros.pa.gov.br
Segundo o diretor-geral da Adepará, Jamir Macedo, a contratação temporária contribuirá para fortalecer as atividades desenvolvidas pela Agência nos municípios contemplados. “Com a chegada desses novos profissionais, a Adepará amplia sua capacidade de atendimento e fortalece as ações de fiscalização, defesa sanitária e apoio aos produtores rurais, garantindo mais eficiência na prestação dos serviços à população”, informou.
Os candidatos aprovados deverão iniciar suas atividades a partir de 1º de julho de 2026.
Texto: Giovanna Athayde (estagiária) – Ascom/Adepará
Fonte: Governo PA
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Analfabetismo cai para 6,2%, escolaridade avança e Pará acelera investimentos de mais de R$ 1,2 bilhão
A taxa de analfabetismo no Pará caiu de 8,7% para 6,2% entre 2016 e 2025. No mesmo período, a população passou de 8,5 para 9,7 anos de estudo em média, enquanto o percentual de jovens que não estudam nem trabalham recuou de 27,1% para 20,8%. Os dados são da PNAD Contínua Educação 2025 e mostram uma mudança importante no cenário educacional paraense.
Os números surgem em meio a uma das maiores ondas de investimentos já realizadas na educação pública estadual. Desde 2019, o Pará entregou 202 escolas e creches, sendo 178 escolas e 24 creches, além de manter mais de 325 obras em andamento em diferentes regiões do Estado.
Os investimentos na rede pública já ultrapassam R$ 1,24 bilhão. O volume de recursos financia a construção e reconstrução de unidades de ensino, ampliação de vagas, modernização de estruturas e implantação de novos espaços educacionais.
A expansão da rede também avança na educação infantil. Por meio do programa Creches Por Todo o Pará, o Estado já entregou 24 unidades e beneficia cerca de 4,8 mil famílias. A iniciativa prevê investimentos superiores a R$ 470 milhões para ampliar o atendimento em dezenas de municípios.
Além da infraestrutura, a tecnologia passou a ocupar espaço central na estratégia educacional. O programa Conecta Educação distribuiu 36 mil chromebooks para estudantes e 17,5 mil para professores, além de instalar internet via satélite em 1.650 escolas e anexos rurais, ampliando o acesso à conectividade em áreas antes isoladas.
Os investimentos também chegaram às salas de inovação. Os Centros de Inovação e Sustentabilidade da Educação Básica (Ciseb) passaram a oferecer atividades ligadas à robótica, inteligência artificial, programação e cultura maker, aproximando estudantes das novas tecnologias.
Outro indicador frequentemente citado pelo Governo do Estado é o avanço no Ideb, onde o Pará saltou da 26ª para a 6ª colocação nacional, resultado associado à ampliação da infraestrutura, ao fortalecimento pedagógico e à valorização dos profissionais da educação.
Atualmente, o Estado paga o segundo maior salário inicial para professores do Brasil, com remuneração de R$ 8.289,89, além de vale-alimentação de R$ 1,5 mil. Também mantém programas de bonificação voltados ao desempenho das escolas e dos profissionais da rede.
Embora desafios históricos ainda permaneçam, principalmente em regiões mais afastadas e entre populações vulneráveis, os dados da PNAD mostram que indicadores importantes da educação paraense avançaram nos últimos anos. E os números dos investimentos ajudam a explicar por que essa transformação passou a aparecer também nas estatísticas.
5 DADOS QUE CHAMAM ATENÇÃO NA EDUCAÇÃO DO PARÁ
✔ O analfabetismo caiu de 8,7% para 6,2%
✔ A média de estudo subiu de 8,5 para 9,7 anos
✔ O percentual de jovens sem estudar e sem trabalhar caiu de 27,1% para 20,8%
✔ Mais de 89% dos alunos do ensino básico estão na rede pública
✔ O Pará saltou da 26ª para a 6ª posição no Ideb
OS NÚMEROS QUE ESTÃO MUDANDO A EDUCAÇÃO NO PARÁ
Analfabetismo em queda
A taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais caiu de 8,7% em 2016 para 6,2% em 2025 no Pará. O recuo acompanha uma tendência nacional de melhora no acesso à educação e representa uma das reduções mais significativas registradas no período.
Mais anos dentro da escola
A escolaridade média dos paraenses passou de 8,5 anos para 9,7 anos de estudo entre 2016 e 2025. O avanço mostra que mais pessoas estão permanecendo por mais tempo na escola e concluindo etapas educacionais que antes eram interrompidas precocemente.
Menos jovens sem estudar e sem trabalhar
Em 2019, o Pará tinha 27,1% dos jovens entre 15 e 29 anos sem trabalho e fora da escola. Em 2025, esse percentual caiu para 20,8%, uma redução de 6,3 pontos percentuais em seis anos.
Escola pública domina a educação básica
Mais de 89% dos estudantes do Ensino Fundamental e Médio estudam na rede pública de ensino no Pará. A predominância também aparece na educação infantil, onde a participação da rede pública supera 86%.
Ensino superior ainda é desafio
Enquanto a rede pública concentra a maior parte dos alunos da educação básica, a situação se inverte na graduação. Segundo a PNAD, 73,4% dos estudantes do ensino superior estão na rede privada, mostrando que o acesso à universidade ainda depende fortemente da oferta particular.
Desigualdade ainda aparece nos indicadores
A taxa de analfabetismo entre pessoas pretas e pardas no Pará é de 6,8%, enquanto entre brancos o índice é de 3,8%. Apesar da diferença, a distância entre os grupos diminuiu ao longo dos últimos anos.
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