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EM VIGOR EM 90 DIAS

Motoristas do Pará poderão pagar IPVA e multas na hora para evitar apreensão do veículo

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O pagamento imediato de débitos poderá evitar a remoção ou apreensão de veículos durante fiscalizações no Pará quando a única irregularidade identificada for financeira. A mudança está prevista na Lei nº 11.625, sancionada em 1º de julho de 2026 pela governadora Hana Ghassan Tuma, mas só entrará em vigor 90 dias após a publicação oficial.

A nova regra autoriza o motorista a quitar, no momento da abordagem, débitos de Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), taxa de licenciamento e multas de trânsito registrados no cadastro do veículo. O pagamento deverá ser integral e poderá ser realizado por sistema bancário eletrônico, Pix ou outro meio digital oficialmente disponibilizado.

Quitação impede remoção ou apreensão

O benefício será aplicado apenas quando a inadimplência for a única irregularidade constatada pela autoridade de trânsito. A quitação impede exclusivamente a medida administrativa de remoção ou apreensão, mas não elimina a lavratura do auto de infração nem outras penalidades previstas na legislação de trânsito.

O veículo também não será considerado automaticamente regularizado após a transferência. A liberação dependerá da efetiva compensação e da confirmação do pagamento, além do cumprimento de todas as demais exigências legais aplicáveis ao licenciamento.

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A lei estabelece que eventual indisponibilidade do sistema eletrônico durante a fiscalização não garante ao condutor o direito de manter o veículo. Nessa situação, a falta momentânea de acesso ao meio de pagamento não obriga o agente a dispensar a remoção.

Medida não atinge veículos envolvidos em ilícitos

A possibilidade de regularização imediata não alcança veículos envolvidos em ilícitos penais, com restrições ou pendências judiciais, nem aqueles que apresentem problemas capazes de comprometer a segurança viária ou impedir a correta identificação.

O Poder Executivo poderá regulamentar os procedimentos operacionais e tecnológicos, além da integração entre os sistemas de fiscalização e arrecadação. Até o término do prazo de 90 dias, permanecem válidos os procedimentos atualmente adotados nas abordagens de trânsito no Pará.

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Reunião pública em Soure, no Marajó, discute reclamações sobre falta de energia

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Uma reunião pública em Soure, no Marajó, nesta sexta-feira (3), foi chamada pelo Conselho de Consumidores de Energia Elétrica do Pará (Concepa) para discutir problemas enfrentados por moradores com o fornecimento de energia elétrica.

O encontro marcado para a partir das 14h, na Câmara dos Vereadores, deve reunir relatos sobre quedas constantes de energia, danos a equipamentos e dificuldades para resolver os prejuízos com a distribuidora.

A proposta da reunião é ouvir a população e reunir informações sobre as principais reclamações na região, que incluem interrupções frequentes no serviço e instabilidade no abastecimento.

Segundo o conselho, os dados coletados devem subsidiar encaminhamentos junto à distribuidora e à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Reclamações antigas

Moradores de Soure relatam que a falta de energia faz parte da rotina há anos.

A dona de casa Denise de Jesus Gonçalves diz que convive com o problema desde 2006, quando passou a morar no município. Para ela, a expectativa de melhora com a mudança da operação do serviço não se confirmou.

“Um dia sim e o outro também”, resume Denise ao falar sobre as quedas no fornecimento.

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Ela lembra que o abastecimento antes era feito por uma usina a diesel que atendia a cidade, e que a qualidade do serviço já era ruim naquele período.

Segundo a consumidora, a troca pela atual distribuidora também não trouxe avanço significativo. Ela afirma que, quando a luz falta, a água também deixa de chegar em casa, o que agrava ainda mais a situação de quem precisa cuidar da rotina doméstica e dos filhos.

Queima de aparelhos

Além das interrupções no serviço, a queima de aparelhos elétricos é outra queixa frequente entre os moradores.

As reclamações se concentram não só nos prejuízos materiais, mas também nas dificuldades para conseguir ressarcimento e no atendimento prestado pela distribuidora.

De acordo com o Concepa, essas demandas serão levadas em conta na reunião pública, que pretende dar visibilidade aos problemas relatados pela população de Soure e de outras localidades do Marajó.

O objetivo, segundo o conselho, é fortalecer a cobrança por soluções concretas para a instabilidade no sistema.

O presidente do Concepa, defensor público Cássio Bitar, explica que o conselho tem acompanhado as reclamações da população paraense e atua quando é chamado. “Vamos ouvir os problemas e atuar na resolução deles”, afirmou.

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Segundo ele, qualquer pessoa pode participar da reunião, levando as demandas e contribuindo com o debate.

Sobre os problemas citados pelo Concepa, o g1 procurou a concessionária de energia, mas ainda aguardava retorno até a última atualização da reportagem.

Serviço
Reunião pública sobre fornecimento de energia elétrica
Data e hora: sexta-feira, 3, a partir das 14h.
Local: Câmara dos Vereadores de Soure, no Marajó.
Público-alvo: qualquer pessoa interessada em relatar problemas e discutir soluções.

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