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MPF solicita informações sobre a implementação do Formulário Rogéria em órgãos públicos no Pará
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O Ministério Público Federal (MPF) instaurou uma apuração para acompanhar a implementação e a utilização do Formulário de Registro de Ocorrência Geral de Emergência e Risco Iminente às Pessoas LGBTQIA+ (Formulário Rogéria) no Pará. No procedimento, o procurador Regional dos Direitos do Cidadão, Sadi Machado, determinou o envio de ofícios a órgãos do sistema de Justiça e de segurança pública para mapear a adesão e a aplicação do instrumento.
A medida integra iniciativa nacional lançada pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), órgão do MPF que coordena a atuação institucional na defesa dos direitos humanos. O objetivo é que as Procuradorias Regionais dos Direitos do Cidadão em todo o país atuem em parceria com as instâncias locais para fiscalizar e promover o uso do formulário.
Aprovado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por meio da Resolução nº 582/2024 e atualizado pela Portaria CNJ nº 288/2025, o Formulário Rogéria deve ser aplicado em todas as situações de acolhimento a pessoas LGBTQIA+ potencialmente vítimas de violência, em especial nos momentos de registro de ocorrência policial. A ferramenta busca identificar situações de risco, embasar investigações e evitar a revitimização de pessoas LGBTQIA+.
Detalhes dos pedidos – No Pará, os ofícios com pedidos de informações foram encaminhados a cinco instituições: à Justiça Federal, ao Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), ao Tribunal de Justiça do Estado (TJPA), à Defensoria Pública do Estado (DPE-PA) e à Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup).
O MPF pede que cada instituição preste esclarecimentos sobre atos normativos internos que determinem a verificação do preenchimento do formulário na instrução de feitos judiciais e procedimentos extrajudiciais de casos de violência contra pessoas LGBTQIA+.
Também solicita detalhes sobre as medidas administrativas e operacionais adotadas para assegurar o acesso de magistrados, membros, defensores, servidores e agentes públicos aos formulários preenchidos na Plataforma Digital do Poder Judiciário Brasileiro (PDPJ-Br), além de informações sobre a realização de treinamentos e programas de capacitação sobre o tema.
De acordo com o despacho do procurador Regional dos Direitos do Cidadão, embora o formulário já esteja integrado ao formato eletrônico na PDPJ-Br, relatórios indicam que ainda não há plena adesão das agências de segurança pública ao documento. A atuação do MPF busca viabilizar o acompanhamento intersetorial e a definição de fluxos de trabalho para garantir a efetiva aplicação do instrumento protetivo no âmbito do estado.
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Entenda a polêmica envolvendo Lia Mendonça após vídeo com búfalo no Marajó
A influenciadora paraense Lia Mendonça está no centro de uma polêmica após publicar um vídeo gravado no município de Soure, no Arquipélago do Marajó. Nas imagens, ela aparece ao lado do cantor MC Daniel e de outros influenciadores durante o preparo de um búfalo para consumo.
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O vídeo, divulgado nas redes sociais, rapidamente ganhou repercussão e passou a receber milhares de comentários. Enquanto parte dos internautas considerou o conteúdo uma forma de divulgar a culinária marajoara, outros criticaram a maneira como o animal foi apresentado, classificando a gravação como desrespeitosa e sensacionalista.
A repercussão aumentou após o uso da imagem da Prefeitura de Soure na divulgação do conteúdo. Em nota, a administração municipal afirmou que não participou da produção, não autorizou o uso de sua marca e não teve qualquer envolvimento com a gravação.
Diante das críticas, Lia Mendonça publicou um vídeo pedindo desculpas. A influenciadora afirmou que não teve a intenção de ofender a cultura do Marajó nem causar qualquer tipo de desrespeito à população da região.
O caso também gerou manifestações de moradores, jornalistas, produtores rurais e criadores de búfalos. Muitos destacaram que o consumo da carne bubalina faz parte da cultura e da gastronomia marajoara, mas defenderam que a tradição deve ser apresentada de forma respeitosa, sem transformar elementos da identidade local em espetáculo para as redes sociais.
A discussão continua movimentando as redes sociais e dividindo opiniões entre apoiadores e críticos da influenciadora.
A repercussão do caso também chegou ao Ministério Público do Estado do Pará (MPPA). Por meio do Núcleo de Defesa dos Direitos dos Animais (Nudan), o órgão agendou uma reunião institucional para a próxima terça-feira (21), em Soure, com a participação da Prefeitura e de representantes das secretarias municipais de Meio Ambiente, Saúde e Cultura. 7
O objetivo é discutir medidas voltadas à proteção animal, fiscalização sanitária, segurança alimentar e preservação do patrimônio cultural marajoara. Segundo o MPPA, o encontro foi motivado pela repercussão do vídeo e pelas dúvidas levantadas sobre a forma de abate do animal, o descarte, a inspeção sanitária e os possíveis impactos ambientais.
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