INVESTIGAÇÃO
Prefeitura de Portel demite servidor investigado por organizar suposto campeonato de cunho sexual
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A Prefeitura de Portel, na Região de Integração do Marajó, demitiu o agora ex-servidor público investigado por organizar um suposto campeonato de cunho sexual no município. O caso ganhou repercussão nas redes sociais, e a Polícia Civil passou a investigar a situação.
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Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde, órgão ao qual o servidor era vinculado, informou que, “assim que a Administração Municipal tomou conhecimento dos fatos divulgados e considerando a gravidade das informações, foram adotadas, de forma imediata, as medidas administrativas cabíveis, culminando na rescisão do contrato temporário do referido servidor, deixando este de integrar os quadros da Secretaria Municipal de Saúde”.
A secretaria também reafirmou “seu absoluto compromisso com a proteção da infância e da adolescência, bem como seu repúdio a qualquer forma de violência, abuso, exploração ou violação de direitos de crianças e adolescentes, não compactuando, sob nenhuma hipótese, com condutas dessa natureza”, diz trecho da nota.
A gestão municipal informou ainda que está à disposição das autoridades e que prestará toda a colaboração necessária para o regular andamento das investigações, respeitando a atuação dos órgãos responsáveis pela apuração dos fatos.
Em nota, a Polícia Civil informou que a Delegacia de Portel apura a divulgação de um vídeo em que um homem incentiva a participação de menores de idade em um suposto campeonato de cunho sexual. O suspeito foi intimado e compareceu à unidade policial para prestar esclarecimentos, mas exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio. As investigações seguem em andamento.
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Entenda a polêmica envolvendo Lia Mendonça após vídeo com búfalo no Marajó
A influenciadora paraense Lia Mendonça está no centro de uma polêmica após publicar um vídeo gravado no município de Soure, no Arquipélago do Marajó. Nas imagens, ela aparece ao lado do cantor MC Daniel e de outros influenciadores durante o preparo de um búfalo para consumo.
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O vídeo, divulgado nas redes sociais, rapidamente ganhou repercussão e passou a receber milhares de comentários. Enquanto parte dos internautas considerou o conteúdo uma forma de divulgar a culinária marajoara, outros criticaram a maneira como o animal foi apresentado, classificando a gravação como desrespeitosa e sensacionalista.
A repercussão aumentou após o uso da imagem da Prefeitura de Soure na divulgação do conteúdo. Em nota, a administração municipal afirmou que não participou da produção, não autorizou o uso de sua marca e não teve qualquer envolvimento com a gravação.
Diante das críticas, Lia Mendonça publicou um vídeo pedindo desculpas. A influenciadora afirmou que não teve a intenção de ofender a cultura do Marajó nem causar qualquer tipo de desrespeito à população da região.
O caso também gerou manifestações de moradores, jornalistas, produtores rurais e criadores de búfalos. Muitos destacaram que o consumo da carne bubalina faz parte da cultura e da gastronomia marajoara, mas defenderam que a tradição deve ser apresentada de forma respeitosa, sem transformar elementos da identidade local em espetáculo para as redes sociais.
A discussão continua movimentando as redes sociais e dividindo opiniões entre apoiadores e críticos da influenciadora.
A repercussão do caso também chegou ao Ministério Público do Estado do Pará (MPPA). Por meio do Núcleo de Defesa dos Direitos dos Animais (Nudan), o órgão agendou uma reunião institucional para a próxima terça-feira (21), em Soure, com a participação da Prefeitura e de representantes das secretarias municipais de Meio Ambiente, Saúde e Cultura. 7
O objetivo é discutir medidas voltadas à proteção animal, fiscalização sanitária, segurança alimentar e preservação do patrimônio cultural marajoara. Segundo o MPPA, o encontro foi motivado pela repercussão do vídeo e pelas dúvidas levantadas sobre a forma de abate do animal, o descarte, a inspeção sanitária e os possíveis impactos ambientais.
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