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PROCEDIMENTO OBRIGATÓRIO

Produtores rurais têm até 31 de julho para atualizar cadastro de rebanhos no Pará

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Produtores rurais do Pará têm até 31 de julho para atualizar o cadastro dos rebanhos junto à Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará). O procedimento é obrigatório, gratuito e pode ser feito pela internet, por meio do sistema Sigeagro, ou presencialmente nas unidades da agência.

A campanha abrange criações de diferentes espécies e tem como objetivo fortalecer o controle sanitário animal no estado. Além de bovinos e bubalinos, devem ser cadastrados animais como caprinos, ovinos, suínos, aves, abelhas e espécies aquáticas, como peixes e camarões.

Segundo a Adepará, manter os dados atualizados é fundamental para o monitoramento da saúde animal e para a rápida atuação em casos de suspeita de doenças.

O pecuarista Rafael Camarço afirma que a atualização contribui para a segurança da produção e para a abertura de mercados.

“É de suma importância mantermos os nossos animais saudáveis e garantir a segurança do mercado para onde destinamos nossos animais, garantindo a sanidade e as liberações que precisamos para atingir outros mercados de carne, de aves, de peixes”, disse.

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O cadastro pode ser realizado pelo site da Adepará, por meio do sistema Sigeagro, ou diretamente em uma das unidades da agência no estado. Para os produtores, antecipar o procedimento ajuda a evitar filas e transtornos próximos ao encerramento da campanha.

“Nós já estamos reunindo as documentações para não perder o prazo. É de suma importância a gente não perder esse prazo, pois sabemos que é importante para todos”, afirmou Rafael Camarço.

De acordo com a Adepará, a atualização cadastral permite identificar rapidamente propriedades e animais em situações que exijam vigilância sanitária, contribuindo para o controle de enfermidades e para a rastreabilidade da produção.

“Em caso de alguma suspeita de doença de notificação obrigatória, a gente pode saber de onde veio o animal e para onde foi. Os dados do produtor estarão atualizados, assim como as informações necessárias para localizar a propriedade”, explicou a fiscal agropecuária Renata Pereira.

Quem não atualizar o cadastro dentro do prazo estará sujeito a penalidades. Segundo a Adepará, o produtor poderá receber auto de infração e ter bloqueada a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), documento necessário para o transporte e a comercialização de animais.

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“Se o produtor comparecer somente em agosto, terá um auto de infração. O sistema vai bloquear a emissão de GTAs, impedindo o transporte e a comercialização de animais. Comparecer no prazo é essencial”, alertou Renata Pereira.

A campanha ocorre em todo o Pará. A exceção é a região do Marajó, onde a atualização cadastral dos rebanhos será realizada no segundo semestre deste ano.

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Adepará mostra avanços em defesa agropecuária

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A Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) participa da 9ª Conferência Nacional de Defesa Agropecuária (CNDA 2026), realizada, em Cuiabá (MT), apresentando uma das maiores delegações do evento e as experiências desenvolvidas por seus servidores em diferentes áreas da defesa agropecuária.

A delegação paraense é coordenada pela diretora de Defesa e Inspeção Vegetal da Adepará, Lucionila Pimentel, que acompanha as atividades técnicas e institucionais desenvolvidas durante a conferência.

Segundo a diretora, a expressiva participação da Agência demonstra a capacidade técnica dos servidores paraenses e o protagonismo do Estado nas discussões nacionais sobre defesa agropecuária.

“Temos uma delegação formada por profissionais que atuam diretamente no território e que transformam os desafios encontrados no campo em soluções técnicas, pesquisas aplicadas e inovação para o serviço público. Os trabalhos aprovados demonstram a qualidade da atuação da Adepará e a relevância da defesa agropecuária para o desenvolvimento sustentável do Pará”, destacou Lucionila Pimentel.

Entre os destaques da programação, está a participação da fiscal estadual agropecuária, gerente de Inspeção e Classificação Vegetal da Adepará, Joselena Tavares. Ela ministrou palestra durante o Encontro Nacional de Inspeção Vegetal (ENIVE) sobre o tema “Marco Legal para Implementação do Serviço de Inspeção Vegetal”.

A apresentação abordou a experiência do Estado do Pará na implementação das políticas públicas de inspeção de produtos de origem vegetal, com destaque para a regularização de agroindústrias familiares, a valorização dos produtos da sociobiodiversidade amazônica, a ampliação do acesso a mercados formais e o fortalecimento da governança sanitária.Foto: Divulgação

“Participar do ENIVE representou uma oportunidade de demonstrar como a implementação efetiva das políticas públicas de inspeção vegetal pode transformar realidades produtivas, promovendo segurança alimentar, agregação de valor aos produtos regionais e inclusão produtiva. A experiência do Pará evidencia que a atuação integrada entre orientação técnica, educação sanitária, fiscalização e desenvolvimento territorial é fundamental para fortalecer a governança sanitária e ampliar as oportunidades para agricultores familiares e agroindústrias de pequeno porte. Compartilhar esses resultados em um evento nacional também permite valorizar o trabalho desenvolvido pelos fiscais agropecuários, que atuam diariamente na construção de uma defesa agropecuária moderna, eficiente e conectada às necessidades da sociedade”, destacou Joselena Tavares.

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A gerente de Defesa Animal em exercício da Agência de Defesa Agropecuária, Luise Ratis, também representou a Agência na programação técnica da conferência. Em sua apresentação, abordou a importância do Laboratório de Triagem como estrutura estratégica para garantir a padronização, a qualidade e a rastreabilidade das amostras encaminhadas aos laboratórios federais.

O trabalho destacou o papel fundamental do laboratório na organização e qualificação do fluxo de recebimento, conferência e encaminhamento das amostras, assegurando maior confiabilidade ao processo de diagnóstico. A apresentação evidenciou ainda a relevância dessa etapa para fortalecer as ações de vigilância, diagnóstico e resposta sanitária, contribuindo para a detecção precoce, o monitoramento e o controle de enfermidades de interesse agropecuário, com impactos diretos na proteção da sanidade dos rebanhos e no fortalecimento da pecuária brasileira.

Nesta quinta-feira (18), a Adepará apresentará 19 trabalhos científicos aprovados pela comissão organizadora da conferência. Os estudos refletem experiências desenvolvidas pelos fiscais estaduais agropecuários e demais servidores da Agência em suas atividades de campo e abrangem temas estratégicos para a defesa agropecuária brasileira.

Os trabalhos abordam assuntos como rastreabilidade vegetal e bovina, certificação fitossanitária, vigilância epidemiológica, fiscalização de agrotóxicos, educação sanitária, inspeção artesanal, monitoramento de pragas quarentenárias, vigilância fitossanitária da mandioca e do cacau, governança sanitária, agroindústrias familiares e desafios da fiscalização agropecuária em regiões de difícil acesso, como o arquipélago do Marajó.

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Entre os estudos que serão apresentados, destacam-se os trabalhos “A Guia de Trânsito Vegetal como Instrumento de Rastreabilidade na Ilha do Marajó”, “Rastreabilidade como Instrumento de Governança na Cadeia da Palma de Óleo no Estado do Pará”, “Selo de Inspeção Artesanal Vegetal como Instrumento de Governança Sanitária e Inclusão Produtiva na Sociobioeconomia Amazônica”, “Os Desafios da Fiscalização Agropecuária Fluvial: o Caso do PFA no Marajó Ocidental”, além de pesquisas relacionadas à certificação fitossanitária dos polos citrícolas paraenses, vigilância fitossanitária para proteção da cacauicultura, contenção da vassoura-de-bruxa da mandioca, fiscalização de agrotóxicos, educação sanitária e aplicação de tecnologias eletrônicas e RFID na rastreabilidade bovina.

Outro destaque da programação será a apresentação do SIDIV Mosca-da-Carambola, ferramenta tecnológica desenvolvida por servidores da Agência de Defesa Agropecuária para o registro, acompanhamento e monitoramento das armadilhas utilizadas no Programa de Controle da Mosca-da-Carambola. O sistema representa uma inovação desenvolvida no âmbito da própria Agência e contribui para a modernização da vigilância fitossanitária, proporcionando maior agilidade na coleta de dados, rastreabilidade das informações e eficiência nas ações de monitoramento dessa importante praga quarentenária.

A participação da Adepará na CNDA 2026 evidencia o compromisso institucional com a inovação, a produção de conhecimento técnico-científico e o fortalecimento permanente da defesa agropecuária, levando ao cenário nacional experiências construídas pelos servidores que atuam diariamente na proteção da agropecuária paraense.

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