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TORNEIO LEITEIRO

Sedap apoia torneios que valorizam e incentivam o fortalecimento da produção leiteira bubalina

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Com a finalidade de incentivar e fortalecer a produção leiteira bubalina serão realizados simultaneamente, no arquipélago do Marajó, o XI Torneio Leiteiro de Búfalas Estadual e o V Torneio Leiteiro de Búfalas de Cachoeira do Arari. Os eventos serão realizados sob a organização da Associação Paraense dos Criadores de Búfalos e Fazendas Paraíso com a coordenação Técnica da Associação Rural da Pecuária do Pará (ARPP).  A Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) apoia e acompanhará toda a programação, que será realizada no período de 30 de junho a 3 de julho.

Acadêmicos de instituições de ensino parceiras atuarão como fiscais para acompanhar as pesagens nas propriedades
Acadêmicos de instituições de ensino parceiras atuarão como fiscais para acompanhar as pesagens nas propriedades
Foto: Divulgação/ARPP

No Torneio Estadual estão inscritas 16 propriedades dos  municípios de Abaetetuba, Cachoeira do Arari, Castanhal, Dom Eliseu, Salvaterra, Soure e Xinguara, segundo informou o coordenador técnico do torneio, Gerson Cota Mota. Ele disse que o evento contará com 25 fiscais que estarão acompanhando as pesagens nas propriedades. “Eles se fizeram presentes hoje (sexta-feira, 26), na Associação Rural finalizando os treinamentos. São acadêmicos de veterinária, técnicos em Agropecuária e Zootecnia, da Escola Técnica de Salvaterra, Universidade da Amazônia, Centro Universitário Fibra e Universidade Federal Rural da Amazônia”, informou.

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O Torneio Leiteiro mexe positivamente com as cidades marajoaras e de outras regiões, pois estimula não apenas a produção leiteira de búfala como também atrai a participação de criadores e de trabalhadores das propriedades onde a atividade bubalinocultura é desenvolvida, como observou o médico veterinário da Sedap, Augusto Peralta que, junto com a também veterinária da secretaria, Anelise Ramos, acompanhará  a programação. Os técnicos são lotados na Coordenaria de Produção Animal (Copan), que desenvolve, executa e supervisiona as ações da Secretaria voltadas ao fomento da cadeia da bubalinocultura no Estado.

De acordo com Augusto Peralta, a tradicional programação  é aguardada não apenas pelos criadores de búfalos como pela comunidade em geral, sendo de fundamental importância, pois  estimula a economia local. “Por meio de acompanhamento técnico e também na divulgação, a Secretaria participa da programação que mostra ao Brasil e até para outros países, o trabalho feito no Marajó, que impacta no aumento da produção leiteira”, destaca.

Competições avaliam a produtividade do leite de búfala, dividido em quatro categorias de idade
Competições avaliam a produtividade do leite de búfala, dividido em quatro categorias de idade
Foto: Mateus Costa/Arquivo

No primeiro dia ocorre a esgota, quando é retirado o leite. Posteriormente, a ordenha, para se estabelecer a média para tirar a posição de cada búfala em quatro categorias: primíparas, jovens, sênior e adultas.

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De acordo com as regras do certame, ganhará a propriedade ou concorrente que apresentar a maior quantidade de leite. O produto é medido em quilos, em balança específica. A ordenha para a retirada do leite é feita às 6h e às 18h.

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Adepará capacita servidores para nova etapa de inquérito sobre Peste Suína Clássica

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A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) promoveu um treinamento para capacitar servidores que atuarão na segunda etapa do Inquérito Soroepidemiológico para Peste Suína Clássica (PSC), prevista para ocorrer entre os meses de agosto e setembro deste ano.

Durante dois dias de capacitação, médicos-veterinários e agentes fiscais agropecuários participaram de atividades teóricas e práticas voltadas à execução do inquérito, incluindo procedimentos de coleta de material sorológico, preenchimento de formulários e padronização das atividades de campo.

Mais de 30 servidores das regiões Nordeste, arquipélago do Marajó e microrregião de Paragominas participaram do treinamento. Como parte da programação, as equipes realizaram uma visita técnica a uma propriedade rural, onde executaram a coleta de sangue e uma necropsia de suínos.

A capacitação tem como objetivo preparar o Serviço Veterinário Oficial para a execução do estudo nessas regiões, garantindo a qualidade das amostras, a padronização dos procedimentos e a confiabilidade dos resultados. Além de subsidiar o reconhecimento do Pará como área livre de Peste Suína Clássica, o inquérito é uma importante ferramenta para resguardar a saúde dos rebanhos suínos do Estado, permitindo o monitoramento da situação sanitária e a adoção de medidas preventivas para proteger a suinocultura paraense.

A gerente da defesa animal em exercício, Luise Ratis, explicou que com a capacitação os profissionais terão mais autonomia para atuar durante toda a ação. “Este curso envolveu os técnicos e médicos veterinários que, a partir de agora, poderão atuar em ações de vigilância nos seus municípios”, pontuou.

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Esta etapa dá continuidade ao trabalho iniciado pela Adepará nas regiões Sudeste, Sudoeste e Baixo Amazonas, ampliando o monitoramento da sanidade dos rebanhos suínos em todo o Estado.

Segundo a gerente do Programa Estadual de Sanidade Suídea da Adepará, Elaine Queiroz, a qualificação das equipes é essencial para que o inquérito seja executado com eficiência e atenda aos critérios estabelecidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

“O treinamento é fundamental para garantir que todas as etapas do inquérito sejam realizadas de forma padronizada e com qualidade. O Pará ainda é classificado como área não livre de Peste Suína Clássica e a realização desse estudo é um passo importante para demonstrar a condição sanitária do Estado. O reconhecimento como área livre permitirá ampliar as oportunidades de comercialização de suínos e seus produtos, abrindo novos mercados para os produtores paraenses, além de favorecer a atração de investimentos e a geração de empregos no setor”, enfatizou.

Foto: Divulgação

Atualmente, por integrar a zona não livre de Peste Suína Clássica, o Pará enfrenta restrições para comercialização de suínos e produtos suínos destinados aos Estados brasileiros reconhecidos como livres da doença. A obtenção desse novo status sanitário representa um importante avanço para a cadeia produtiva da suinocultura paraense, aumentando sua competitividade e possibilitando a expansão das vendas para outras unidades da federação e, futuramente, para o mercado internacional.

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Sobre a doença

A Peste Suína Clássica (PSC) é uma doença viral altamente contagiosa, causada por um vírus do gênero Pestivírus. A enfermidade acomete exclusivamente suínos domésticos, javalis e javaporcos, não oferecendo risco à saúde humana. Entretanto, provoca elevados prejuízos econômicos à suinocultura e impõe severas restrições ao comércio de animais e produtos de origem suína, motivo pelo qual sua notificação é obrigatória.

Foto: Divulgação

A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto entre animais infectados e sadios, além da ingestão de água, alimentos ou materiais contaminados. Entre os principais sinais clínicos estão febre alta, manchas avermelhadas na pele, extremidades arroxeadas, conjuntivite, diarreia, dificuldades respiratórias e distúrbios reprodutivos, como abortos e nascimento de leitões debilitados.

A realização do Inquérito Soroepidemiológico é uma das principais estratégias para comprovar a ausência de circulação do vírus da Peste Suína Clássica no território paraense, subsidiar o processo de reconhecimento do Estado como área livre da doença, fortalecer a defesa agropecuária, proteger a saúde dos rebanhos suínos e impulsionar o desenvolvimento sustentável da suinocultura no Pará.

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