MEIO AMBIENTE
Seminário do Bolsa Verde reforça a assistência técnica e a conservação ambiental no Marajó
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OMinistério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) realizou, entre os dias 28 e 29 de abril, o Seminário de Políticas Públicas de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) do Programa Bolsa Verde, no município de São Sebastião da Boa Vista, no Arquipélago do Marajó.
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O encontro, sediado no Centro Comunitário São Francisco, reuniu beneficiários dos Projetos de Assentamento Agroextrativista (PAE) Ilha Caeté, Comunidade Central e Ilha Umarituba, fortalecendo o diálogo entre o governo federal e as comunidades tradicionais.
Na ocasião, a secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável, Edel Moraes, afirmou que o programa representa o reconhecimento do estado brasileiro para com as pessoas que fazem a conservação. “O Bolsa Verde não é apenas um auxílio financeiro; é o reconhecimento do Estado brasileiro de que não existe conservação ambiental sem a dignidade das populações tradicionais os verdadeiros trabalhadores e trabalhadoras da conservação.”
A iniciativa destacou o papel estratégico da Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) diferenciada no âmbito do Bolsa Verde. O projeto apoia diretamente famílias que vivem em unidades de conservação, assentamentos ambientalmente diferenciados e territórios de comunidades tradicionais, contribuindo para a qualificação de práticas produtivas sustentáveis, o fortalecimento das organizações comunitárias e o acesso a políticas públicas.
A medida vai além da dimensão técnica ao reconhecer e valorizar os conhecimentos tradicionais como fundamentais para a conservação dos territórios e da sociobiodiversidade.
A implementação das ações é fruto de uma articulação interministerial, sob coordenação do MMA, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). A execução ocorre por meio da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), através do Pro Rural, em territórios sob gestão do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Além dos debates institucionais, o evento incluiu apresentações culturais locais. Lideranças comunitárias também compartilharam experiências, desafios e perspectivas em roda de conversa com a coordenação do programa, promovendo escuta ativa e construção coletiva.
Também participou do seminário o coordenador-geral de Gestão Socioambiental da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável (SNPCT/MMA), Kildren Pantoja Rodrigues.
Acompanhamento no Território
Na quarta-feira (29/4), o MMA acompanhou as ações de ATER desenvolvidas nas comunidades, com visitas a iniciativas produtivas e diálogo direto com as famílias. A agenda permitiu verificar os resultados das políticas implementadas, identificar desafios e aprimorar as estratégias de atuação.
O acompanhamento presencial reforça o compromisso do ministério com a efetividade das ações, a transparência da gestão pública e a presença institucional nos territórios.
A transformação promovida pela política pública também é percebida pelos beneficiários. Para Miriam Pinheiro, moradora do Rio Aracairu (PAE Central), o suporte técnico foi o diferencial para a autonomia da comunidade. “Foi através da assistência técnica que conseguimos trazer mais conhecimento e renda para as nossas famílias. Hoje, entendemos que podemos tirar o nosso sustento da própria natureza, conservando tudo o que temos aqui”, enfatizou.
A realização do seminário no Marajó reforça a importância de políticas públicas territorializadas, construídas a partir do diálogo entre saberes técnicos e tradicionais e orientadas para o fortalecimento da autonomia das comunidades e a conservação dos territórios.
Bolsa Verde
Executado pelo MMA, o Bolsa Verde é referência na América Latina e no Caribe como política pública capaz de aliar conservação ambiental à distribuição de renda e ao combate à pobreza.
O programa apoia famílias em territórios tradicionais, como reservas extrativistas, florestas nacionais e assentamentos da reforma agrária, nas modalidades Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) e Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS).
A Anater, vinculada ao MDA, é responsável pela execução das ações de ATER junto às famílias beneficiárias.
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MDHC integra missão técnica no Pará para enfrentar o trabalho infantil na cadeia produtiva do açaí
Com o objetivo de fortalecer a rede de proteção e garantir a dignidade de crianças e adolescentes no interior da Amazônia, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) integrou, entre os dias 26 e 30 de abril, uma Missão Técnica de campo no estado do Pará. A agenda, coordenada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), foca na promoção do trabalho decente nos municípios de Abaetetuba e Igarapé-Miri, polos estratégicos da produção de açaí.
A Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNDCA), por meio da Coordenação-Geral de Enfrentamento ao Trabalho Infantil (CGETI), foi um dos principais atores nas negociações. O objetivo foi diagnosticar gargalos e pactuar soluções intersetoriais que retirem crianças de situações de exploração e vulnerabilidade na cadeia produtiva do fruto.
“Estar presente no território permite que o MDHC compreenda as particularidades da cadeia do açaí para além dos dados. Nosso papel aqui é assegurar que o enfrentamento ao trabalho infantil seja uma prioridade transversal, conectando a proteção social com o desenvolvimento econômico local”, pontuou Verena Fadul dos Santos Arruda, coordenadora-geral de Enfrentamento ao Trabalho Infantil do MDHC.
Articulação legislativa e executiva
O cronograma teve início na segunda-feira (27), em Belém (PA), com reuniões na Assembleia Legislativa do Estado do Pará (ALEPA). O MDHC debateu, com a Comissão de Direitos Humanos e o Grupo de Trabalho da Cadeia do Açaí, a necessidade de marcos regulatórios que protejam as crianças, os adolescentes e suas famílias.
O diálogo seguiu com as secretarias estaduais de Assistência Social (SEASTER) e de Igualdade Racial e Direitos Humanos (SEIRDH), visando alinhar o fluxo de atendimento socioassistencial entre o Governo do Brasil e o estado.
Foco no território
Na terça-feira (28), a missão se deslocou para a base produtiva, em Igarapé-Miri e Abaetetuba, onde a comitiva ministerial pôde se reunir com prefeitos, vice-prefeitos e secretários municipais de Saúde, Educação e Assistência Social.
“A nossa participação nesta missão é estritamente estratégica. Não se trata apenas de fiscalizar, mas de articular políticas públicas que cheguem à ponta, garantindo que a criança esteja na escola e que a família tenha suporte para uma produção sustentável e digna”, destacou Verena.
O encerramento da agenda, nesta quinta-feira (30), contou com visita técnica a uma cooperativa de produtores de açaí em Igarapé-Miri. O objetivo foi conhecer de perto as boas práticas de cooperativismo que podem servir de modelo para o combate ao trabalho infantil, aliando desenvolvimento econômico regional com respeito aos direitos humanos fundamentais.
Além da OIT e do MDHC, estiveram presentes nas agendas representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), além de associações e comissões municipais de Combate ao Trabalho Infantil.
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